Sexta-feira, 20.11.09

Hoje na Radar alguém se questionou de forma muito simples: "o que seria de mim sem rock n' roll?". É tão simples que fiquei a pensar nisso o dia todo. Tem o seu quê de patético e de verdadeiro ao mesmo tempo, mas chego à conclusão que se o Josh Homme, o Tony Iommi, o Keith Richards, o Boss, o Strummer, o Morrissey, o Ian Curtis e o McCartney nunca tivessem existido, muita coisa perderia sentido. Obrigado a todos eles e a muitos outros que ficaram de fora da short list, porque simplesmente tenho de ir ali por os Black Mountain a tocar.



Bernardo Pires de Lima às 22:43 | link do post



Bernardo Pires de Lima às 22:27 | link do post



Bernardo Pires de Lima às 22:17 | link do post

Então não é que agora o Vasco Pulido Valente virou socratista? Para o que lhe havia de dar.

Será que ele não percebeu que quem diz que as escutas não devem ser divulgadas e que o PM não tem de falar sobre o assunto é um defensor de José Sócrates?



Pedro Marques Lopes às 13:22 | link do post

Até ontem não conhecia o Suction with Valchek.  Força rapaziada.  



Pedro Marques Lopes às 12:57 | link do post

SIC e TVI abrem os telejornais das 8 com o orçamento rectificativo. A RTP com o apuramento da selecção nacional. Prioridades - o povo precisa de circo quando não tem pão. (PPM)



Bernardo Pires de Lima às 11:11 | link do post

Escrevi há dois dias atrás no i que Van Rompuy não é mais do que "um nome para o consumo interno - em boa verdade, é esta a utilidade do posto". Para quem defende "aquela Europa a uma só voz" - qualquer coisa entre o irreal e o surreal - o cavalheiro é uma enorme desilusão. Em bom rigor, quem defendeu este argumento leu a correr o tratado e não percebeu ainda o que é a "Europa". Quem se satisfez com o tratado pelo seu realismo, este nome não desilude. Paris, Berlim e Londres continuam os dominadores da política europeia. Mas sempre é melhor ter Londres no centro do que tê-la na periferia.



Bernardo Pires de Lima às 10:41 | link do post



Bernardo Pires de Lima às 10:32 | link do post

Quinta-feira, 19.11.09

Se Obama define a relação com a China como a mais importante da actualidade, tal não pareceu motivo suficiente para motivar uma visita exclusiva a Pequim. Afinal ainda há alianças asiáticas a preservar (Japão, Coreia do Sul) e convém não estender o tapete à China precipitadamente: em Washington habita um poderoso Congresso que não simpatiza particularmente com a desvalorização da moeda chinesa nos mercados internacionais. Daqui a um ano, uma fatia destes congressistas vai a votos e o eleitorado olhará mais para a sua conta bancária e menos para a belíssima oratória de Obama.

A visita à China mostrou também a falta de vontade política dos principais decisores numa iniciativa mais arrojada no combate às alterações climáticas, tendo em conta que Estados Unidos e China são responsáveis por 40% da emissão global de gases - ou seja, são parte do problema e da solução ao mesmo tempo. Por um lado, a economia chinesa e, por via disso, a sustentabilidade do regime, depende do crescimento dos últimos anos. Inverter os números seria um passo atrás na afirmação global de Pequim. Por outro lado, semelhante diagnóstico inibe Obama de ir além da cosmética narrativa: é no Senado que reside o poder de ratificação de tratados internacionais, um equilíbrio interno que se tem revelado difícil de conquistar em diversas políticas públicas com origem na Casa Branca. Não vale a pena escondê-lo mais: Obama é mais frágil do que o mundo pensou.

 

Hoje no i.



Bernardo Pires de Lima às 17:45 | link do post

Parece que há corruptos em Portugal, em Espanha e até, pasme-se, no Afeganistão. Eles estão por toda a parte e ao que parece não pensam parar por aqui. Será que enquanto houver homens haverá corrupção? Será que enquanto houver homens (e mulheres, que também aqui não discrimino) haverá ganância, patifarias, crimes, falcatruas, exploração e violência? Aquilo a que chamaram humanidade é mesmo assim: uma fonte de badalhoquice. Pode-se melhorar, mas não se pode vencer.



Bernardo Pires de Lima às 17:22 | link do post



Pedro Marques Lopes às 17:02 | link do post

 

O Bloco de Esquerda quer saber quanto é que o Estado gasta em publicidade na comunicação social.

Ora aqui está uma pergunta interessante.

Vamos imaginar que o Governo responde e o BE, ou outro partido qualquer, chega à conclusão que o investimento estatal ou para-estatal, em publicidade, não seguiu os melhores critérios.

Surge imediatamente outra interessante pergunta: qual deve ser, então, o critério apropriado?

A resposta não é difícil: o superior interesse público.

Eu, por exemplo, acho que o Estado, as empresas públicas, as empresas com capital público e outras que tais deveriam investir sobretudo em órgãos de comunicação que criticam violentamente a governação. Há quem pense que o espaço publicitário deva ser comprado em função das vendas ou audiência. Outros, arranjarão outro critério qualquer.

Não é preciso gastar muito tempo a explicar quem, a cada momento, o define. Também será perda de tempo expor que cada um de nós tem uma diferente visão do que será o interesse público.

A dura realidade é que enquanto o Estado controlar o mercado publicitário – e não só esse – estaremos sempre à mercê de quem estiver circunstancialmente no poder. Não há volta a dar.

O BE quer mais transparência e não quer que sejam critérios políticos - os dos outros, está claro - a definir onde e quando se põe anúncios. Uns perigosos liberais, estes bloquistas.



Pedro Marques Lopes às 15:58 | link do post

Quarta-feira, 18.11.09

Os nossos rapazes na Bósnia, soldados e GNR, merecem que as nossas vedetitas ganhem o jogo. Eles é que são os heróis



Pedro Marques Lopes às 17:54 | link do post

 

Se a ideia era parar o trânsito sempre que o presidente do Conselho Europeu se deslocasse ao exterior, o nome de Van Rompuy não faz parar um caracol em Nova Deli ou uma bicicleta em Pequim. Se Blair era demasiado pesado – e demasiado atlantista – e Juncker demasiado oferecido, Rompuy é demasiado insignificante para quem sonhou alto com a cadeira deste cargo: à medida de um grande líder europeu.
Só que o Tratado de Lisboa não diz nada disto. Estabelece apenas funções de coordenação e “dinamização” dos trabalhos, nomeadamente com a Presidência da Comissão. Dá-lhe o papel de “facilitador” da coesão e dos consensos e exerce, sem prejuízo para as competências do Alto Representante para as Relações Externas, funções de “representação diplomática”. Por outras palavras, só um perfil político muito forte poderia mascarar a sua limitação executiva. Nesta perspectiva, Rompuy assenta que nem uma luva no lugar. Por três razões.
Primeiro, ser Primeiro-ministro de um “país” flagelado pela divisão interna dá-lhe algum calo para gerir 27 interesses nacionais. Segundo, ser de um Estado fundador e amigo de Paris e Berlim revela o alcance da sua possível nomeação: os mais fortes continuam a ter uma agenda própria, aqui e ali mascarada com a entrega de cargos institucionais aos mais pequenos. Terceiro, sabe-se que Rompuy defende novos impostos para financiar o estado social, o que para alguém vindo do centro-direita acaba por se aproximar mais das actuais posições de Londres que das de Berlim. Um nome para o consumo interno - em boa verdade, é esta a utilidade do posto.
 
Hoje no i.


Bernardo Pires de Lima às 17:00 | link do post

Terça-feira, 17.11.09


Pedro Marques Lopes às 20:28 | link do post

De todos os efeitos que a história nojenta dos boatos, invenções e politiquice barata mascarada de amor à verdade que as escutas ao Primeiro-Ministro levantaram, há um que não é desprezível: deixou-se de falar da vergonha que é o caso Face Oculta, onde se revela o que de mais sórdido vigora na sociedade portuguesa.

Os que minam a nossa comunidade e que aproveitam o Estado para os seus negócios e compadrios devem estar muito agradecidos aos senhores que ajudam à confusão.



Pedro Marques Lopes às 17:52 | link do post



Bernardo Pires de Lima às 16:38 | link do post

O Prós e Contras estava para o chato até que o Pedro Picoito nos salvou  ao perguntar se o Miguel Vale de Almeida pensava casar. Valeu a noite.

Nada como um momento “Revista Maria” para acalmar.



Pedro Marques Lopes às 01:13 | link do post

Segunda-feira, 16.11.09

Desde Setembro que colaboro com a TSF. Além de intervenções esporádicas, eu, o Pedro Adão e Silva e o Paulo Tavares, editor de política nacional, temos um programa semanal chamado Bloco Central. É ao meio-dia de domingo e também pode ser escutado no link abaixo.



Pedro Marques Lopes às 17:59 | link do post

Tenho dois amigos bósnios. Um é um saudosista do Tito. O outro, sempre que pode anda vestido com a camisola da selecção croata.



Bernardo Pires de Lima às 15:54 | link do post

Isto é um pouco como aquilo que o Pina dizia aqui há uns meses: cai um avião e um gajo tira logo o brevet pela televisão. Nesta era de processos judiciais a figuras políticas, um gajo forma-se em direito na blogosfera. É todo um mundo por descobrir, de facto.



Bernardo Pires de Lima às 15:46 | link do post

A SIC-N anunciou na passada semana que o sr. de Villepin (lembra-me sempre a política palaciana do Dartacão) já foi o europeu mais odiado nos EUA. Se não era assim, não andava longe disto. Primeiro que tudo, convém lembrar que provavelmente o ex-Primeiro-ministro francês é capaz de ser conhecido aí por três ou quatro carolas de Washington. Além disso, a SIC-N podia ter alargado o universo de ódios e arriscar um subtítulo mais provocador: Dominique de Villepin já foi o europeu mais odiado em França e um pouco por toda a Europa. Eu sei: podia, mas não era a mesma coisa.



Bernardo Pires de Lima às 15:34 | link do post

Acabar com o segredo de justiça é passar definitivamente os tribunais para as mesas dos cafés, transformar os jornalistas numa espécie de advogados e acabar com princípios “menores” como a presunção de inocência.

Este PGR ou é um brincalhão ou um inconsciente.



Pedro Marques Lopes às 10:23 | link do post

Domingo, 15.11.09

Tiago, prometo responder-te mas neste momento é-me impossível. E não, não é por estar a fazer as malas com medo que alguém ponha o meu nome nos jornais e eu tenha de pedir demissão das empresas com quem colaboro.

Quanto aos referendos deixo-te só esta referência: Califórnia.  



Pedro Marques Lopes às 19:39 | link do post

 

 



Bernardo Pires de Lima às 12:23 | link do post

É verdade, as escutas ao primeiro-ministro levantam um problema político. Não, porém, na dimensão defendida por alguns. Trazem à discussão problemas relacionados com direitos fundamentais como o direito à dignidade, à privacidade ou à presunção de inocência; relaciona-se com a essência do Estado de Direito; questiona a relação do poder político com o judicial.

 

Dn de hoje



Pedro Marques Lopes às 11:29 | link do post

Sábado, 14.11.09

Como é sempre de esperar nestas alturas, saltam para a ribalta verdadeiros doutores em direito, fontes, escutas e demais parafernália jurídica. Eu, confesso, desconhecia a formação de tanto encartado. Mas de uma coisa eu sei: politicamente, repito, politicamente, porque desconheço qualquer um dos inúmeros processos que o envolvem, o Primeiro-ministro de Portugal está com o crédito abaixo de zero e nem a recente vitória eleitoral lhe parece valer. Isto ainda vai dar molho.  



Bernardo Pires de Lima às 17:41 | link do post

O presidente que na história norte-americana mais deslocações fez ao estrangeiro nos primeiros seis meses de mandato centra a sua política externa na região prioritária dos seus interesses. Mas será esta a leitura correcta do périplo asiático de Barack Obama? Em parte. Por um lado, há pelo menos duas décadas que a região Ásia-Pacífico assumiu um protagonismo reforçado para os EUA, logo, o que Obama promove é uma evolução na continuidade desta orientação, com a diferença que vai entre o poder de então e de hoje da China, do Japão, da Índia ou da Indonésia. É verdade, isto faz toda a diferença. Por outro lado, também é verdade que Obama começou por se deslocar à Europa, aquando da Cimeira da NATO, o que no pode levar a concluir que as alianças tradicionais e permanentes dos EUA continuam a ter relevância para esta Administração. Ou seja, evitemos os extremos analíticos que vão da “irrelevância” de uns ao “absoluto domínio” de outros. O mundo é um pouco mais complexo que isso.

 

Desta viagem retiram-se à partida quatro grandes ideias: o reforço das alianças tradicionais (Japão e Coreia do Sul), a importância da relação bilateral com a China, o diálogo no fórum político-económico que representa 55% do PIB mundial e 44% do comércio internacional e a desconsideração que a Índia continua a merecer a esta Administração. O objectivo é só um: demonstrar que os EUA continuam a ser uma potência asiática preponderante.
Japão (13/14) e Coreia do Sul (18/19)
Recentemente eleito, o governo japonês levantou interrogações sobre a aliança com Washington, obrigando Obama a responder a três desafios: garantir a segurança regional através da manutenção de tropas no arquipélago – nomeadamente com a abertura da base de Okinawa – sem gerar contestação na opinião pública japonesa; manter o apoio de Tóquio à missão norte-americana no Afeganistão, sobretudo no abastecimento de combustível; recuperar o estatuto de maior parceiro comercial com o Japão, lugar actualmente pertença da China. Ao iniciar esta viagem por Tóquio, Obama emite um sinal claro sobre o valor desta aliança e sublinha o compromisso norte-americano perante ameaças concretas à segurança nipónica, como a nuclearização da Coreia do Norte. Em 2010, comemoram-se os 50 anos do Tratado de segurança entre EUA e Japão: a data não deve consumar um divórcio, antes a celebração de umas marcantes bodas de ouro.
A última paragem de Obama será na Coreia do Sul, outro aliado histórico. No topo da agenda estará aquilo que mais aflige Seul: a ameaça nuclear de Pyongyang. Ainda esta semana, Kim Jong-il mostrou a Obama o que deseja: abandonar negociações multilaterais e sentar-se frente-a-frente com a Administração. Com Seul, Obama manterá o compromisso de segurança; a Washington, o presidente sul-coreano recordará a importância de desbloquear no Congresso a entrada em vigor do acordo de livre comércio entre os dois aliados. Seul manterá ainda a sua cooperação no Afeganistão, em boa verdade, o maior contingente asiático naquele teatro de operações, algo que não será esquecido quando se discutirem acordos bilaterais no Congresso.
Cimeira APEC, Singapura (14/15)
À volta da mesa, 21 países banhados pelo Pacífico (da Ásia à Austrália, passando pela América do Sul); antes desta reunião, Obama manterá conversações com os 10 membros da ASEAN incluídos na APEC. A primeira tarefa é renovar a má imagem deixada por George W. Bush neste fórum: muitos dos seus membros consideram que foi a expensas suas que o anterior inquilino da Casa Branca fixou prioridades no Iraque e na luta contra o terrorismo. Obama tentará recentrar a cimeira no seu core business: a liberdade comercial. A narrativa tenderá a reforçar a integração económica, embora no cenário pós-crise com os mecanismos de regulação a assumirem outro lugar. O crescimento e a influência da China obrigarão Obama a algumas conversações bilaterais, nomeadamente com a Tailândia, as Filipinas, a Indonésia, Singapura e o Vietname, além de retomar o dossiê Birmânia, agora com tendência para evitar o caminho das sanções.
China (15/18)
Os cada vez mais íntimos laços económicos sino-americanos têm contido tensões políticas, mesmo que a China se tenha posicionado como o grande challenger da hegemonia norte-americana no pós-Guerra Fria. Obama, em detrimento da relação com a Índia, tem lhe atribuído esse estatuto. Ou seja, para que os EUA se mantenham como potência asiática e assegurem um estatuto de liderança global, têm de ao mesmo tempo de conter a China e cooperar com ela. Por outras palavras, pode não ser sustentável assistir ao crescimento da armada chinesa ao mesmo tempo que se promove o seu crescimento económico. Obama terá, a médio prazo, de fazer opções. A curto prazo importa ser pragmático e resolver a crise financeira. Veremos se, mais à frente, este G2 não provocará ressentimentos demasiado fortes em potências como a Índia.
 
Hoje no i


Bernardo Pires de Lima às 17:35 | link do post

The Reminder (2007)

Feist



Bernardo Pires de Lima às 12:55 | link do post

Quinta-feira, 12.11.09

Registo que de todas as perguntas que lhe coloquei apenas se tenha lembrado de falar da privacidade. Fico esclarecido, o João sabe tanto do processo como eu mas está cheio de certezas absolutas. Melhor, sabe que nas escutas estão assuntos de interesse público.

Detalhe: quem define se os assuntos têm interesse criminal é a Justiça e não os jornalistas ou a opinião pública. Existe regulamentação especial para as escutas e não preciso de lhe explicar porque é que ela é tão estrita. Também, penso, não precisar de lhe explicar que o legislador entende que alguns cidadãos por causa de certos cargos que ocupam são alvo de legislação especial – concorde eu ou não é outra conversa. Aliás, caso não tenha percebido, o PM pode, segundo a legislação vigente, ser escutado.  Todos podemos, se a autoridade judicial tiver fortes indícios que somos criminosos.

 

Quando é que os jornalistas podem revelar informações comprometedoras – presumo indiciadoras de crimes - sobre altas figuras do Estado? Quando acharem bem e tenham capacidade de as provar. Ou já não é preciso provar as acusações que se fazem? Ou também defende a inversão do ónus da prova?



Pedro Marques Lopes às 21:23 | link do post

Bernardo Pires de Lima

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