Deputados do PSD/M abandonaram o hemiciclo na apresentação de voto de pesar pela morte de Miguel Portas. (DN)
Pedro eu acreditei em Obama. Ainda acredito, acredito menos mas ainda acredito. Lembro-me do discurso memorável que ele, um homem de esquerda, fez em Detroit em 2008 contra os que queriam tudo na mesma, os que queriam uma política económica sem sentido, errada. Ele queria uma economia competitiva, queria criar condições para o crescimento económico e para a criação sustentada de emprego. "Neste momento decisivo é altura de dizer chega!". Para mim, Passos Coelho disse o mesmo. Vamos arregaçar as mangas e fazer das dificuldades oportunidades.
A economia francesa não é competitiva como teria de ser, e sem alguns compromissos Hollande está limitado nas exigências. Sobre isto, três pontos: este eixo é determinante mas não esgota a política europeia; o ocaso da Comissão prejudica sobretudo os pequenos Estados, como Portugal; a crise grega revela a gestão calamitosa de uma moeda única sem escudo político comunitário à altura.
Hoje no Diário de Notícias
Francisco, não me parece que não ter dinheiro para sustentar a família nem para pagar a renda da casa possa ser considerado um estímulo, mas deve ser ignorância minha.
Os movimentos sociais e populares têm a força que quiserem ter e a validação que as suas ideias e propostas merecerem. Mas para isso têm de ir a jogo. Política adulta faz-se assim.
Hoje no Diário de Notícias
Esta história de retirar os feriados só tem um nome: cretinice. É uma cretinice pensar que se aumenta a produtividade, é uma cretinice mudar a memória por decreto, é só mesmo uma cretinice.
Podem ler o meu artigo hoje no Económico aqui
Quando falarmos de política externa temos que nos desabituar de nela incluir a Europa: os líderes que não perceberem isto não estão preparados para os desafios do presente. Mas há uma consequência lógica a tirar deste quadro. A intergovernamentalidade não funciona mais. Não consegue dar resposta durável, confiável e robusta às soluções encontradas.
Hoje no Diário de Notícias
O Hollande deve ter vindo a Portugal durante a última campanha eleitoral. Aprendeu que se pode prometer este mundo e o outro (nem vale a pena falar da história dos subsídios e das "gorduras") e depois assobiar para o lado.
Para bem dos franceses, pelo menos que daqui em diante governe bem e não imite também a completa catástrofe que é a governação que temos em Portugal.
É que Hollande tem condições para fazer ainda pior do que Sarkozy...
Mirem-se no exemplo dos resultados de Atenas.
Tripeiros, lagartos e Pedro Proença na festa do título no Dragão. Para ser perfeita só faltava o Jorge Jesus.
Se o quadro partidário sofrer estas mutações ou a França não melhorar, veremos se Hollande terá força em casa para sequer tentar alterações na Europa. Dou o benefício da dúvida, mas estou pronto para o realismo.
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