Segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

 

O meu lado infantil obriga-me a isto: cada vez que o Francesco Totti é protagonista em Itália eu, aqui em Portugal, sinto-me uma criança deslumbrada em frente ao ídolo. Um jogador genial como ele, há 16 anos consecutivos a levar uma cidade como Roma às costas, inclusivamente ao scudetto (2001) é, para qualquer pessoa que vibra com o calcio e já teve a sorte de viver naquela cidade, o resumo daquele fantástico país: todas as emoções, boas e más, estão com alguém, são culpa de alguém, devem-se a alguém. Roma é Totti e Totti é Itália.

 

Em 2002 tive a sorte de assistir ao derby com a Lázio, na mítica curva sud do Olímpico. Um estádio a rebentar pelas costuras, uma tarde repleta de confrontos fora do estádio (entrei de gatas, sob uma chuva de petardos) e duas equipas que vinham de títulos recentes: a Lázio em 99-00 e a Roma em 2001-2002. Além disso, na época anterior os giallorossi tinham feito história no derby, com os célebres 5-1, o tal dos quatro golos de Montella. No aquecimento já dava para perceber o que aí vinha. Toda a bancada que já foi dos cucs em pé e a celebrar com cânticos cada um dos seus guerreiros. Totti foi o primeiro a entrar em campo e o último a sair terminado o aquecimento. Nesse momento, Panucci já tinha entregue a sua camisola aos adeptos. Tão diferente de cá, não é? Cada parte é vista de pé e a cantar ininterruptamente. O barulho é tal que quase não se ouve quem está ao nosso lado e muito menos o que vem da superior contrária. Ao intervalo, zero a zero. No final, 2-2, com um penalty falhado pela Lázio a poucos minutos do fim e com um golo de Gabriel Omar Batistuta celebrado nas minhas barbas . Muito mais que um jogo de futebol, era Roma inteira que ali estava.

Ontem, depois de inúmeras operações e lesões, Totti marcou mais três golos no campeonato. É o melhor marcador do calcio. A Roma está nesta altura em 11º na classificação. Roma é Totti. Totti é Itália.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 00:29 | link do post

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