Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

 

Quando uma cidade é a capital federal a política faz parte do organismo social. Como respirar. Como beber um uísque. Como dar um beijo. Como dizer olá. Não é um corpo estranho, um ente abstrato e inimigo. A importância da política tinha a devida dimensão. As pessoas discutiam, se importavam. Principalmente, se importavam. Não é necessário ser politizado ou ter a política como um assunto regular para dar ao assunto a importância que deve ter. Em Brasília, a política é um apêndice, um órgão inflamado à espera de uma cirurgia. Em Lisboa, pude ver como o Rio era.
 
Bruno Garschagen


publicado por Bernardo Pires de Lima às 16:29 | link do post

 

Até a mudança da capital do Brasil para Brasília, aquele nada no meio do nada, o Rio de Janeiro era a capital política, econômica, cultural. O Rio começou a morrer gradualmente no início de 1960, com a inauguração da nova capital federal. Os últimos suspiros foram dados no final dos anos de 1970. Mas não é da decadência que eu queria falar. É do Rio que ainda se sustenta na memória de todos, inclusive daqueles que nunca a conheceram no auge (como eu). É o Rio formado por gente de vários estados brasileiros que migravam em busca do Santo Graal, que se espalhava pelos corredores do poder, pelos restaurantes, pelos bares, pelos cinemas, pelos teatros, pelas calçadas. É o Rio que vibrava, estimulava, mesmo com a falta de água regular.
 
Bruno Garschagen


publicado por Bernardo Pires de Lima às 14:28 | link do post

 

Lisboa. Lisboa. E eu que vim em 2007 completamente desinteressado pelo país. Só queria fazer o mestrado em Ciência Política e Relações e Internacionais e cair fora. Mas fui tomado de amores. Como um adolescente. É piegas ser tomado de um amor adolescente? Se for por uma cidade, não. Pode ser patético; piegas, nunca. E o pior aconteceu: fui ao Brasil no início de abril. A trabalho. Desembarquei no Rio de Janeiro, cidade onde eu morava antes de vir, e fui tomado de uma angústia honesta como as sombras das raparigas em flor. Sóbrio que nem um bispo, cansado que nem um mouro, o que eu queria mesmo era pegar o avião de volta. Lá estava eu: saudade aguda numa terra devastada.
 
Lisboa, assim, deixou de ser uma cidade. Converteu-se na minha cidade.
 
Bruno Garschagen


publicado por Bernardo Pires de Lima às 12:26 | link do post

Bruno Garschagen nasceu no Brasil. Trabalhou como jornalista nas áreas de política, economia e literatura para as publicações brasileiras Gazeta Mercantil, Folha de S. Paulo, Jornal do Brasil, Valor Econômico, revistas Entrelivros e Primeira Leitura, sites Nomínimo e Americas Reporter. É Gerente de Relações Institucionais do OrdemLivre.org.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 10:24 | link do post

Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

Fugindo novamente à paróquia, retomo o tema das eleições na Índia. Há duas ou três questões que merecem comentário.

 

Primeiro, a confiança do eleitorado no partido do Congresso, que vinha governando o país com crescimento económico anual na casa dos 8/9%, que tinha não só redimensionado o estatuto da Índia no sistema internacional como ainda promovido a relação bilateral com Washington a patamares nunca vistos. Há 47 anos que um primeiro-ministro não era reeleito. Manmohan Singh conseguiu esse feito.

 

Segundo, uma quebra de confiança nos partidos mais ideológicos. O BJP, nacionalista hindu, à direita, e os comunistas, naturalmente à esquerda. O pragmatismo dos tempos actuais, a veia tecnocrata do economista Singh e o carisma de Sonia e Rahul Gandhi, reforçaram a votação na coligação liderada pelo Congresso.

 

Terceiro, existem questões em aberto no plano regional. Desde logo, o comportamento da Administração Obama face à Índia, numa altura de algum desprezo de Washington face à necessidade de valorizar o diálogo com a China. Manter-se-á nestes moldes, perdendo-se uma relação bilateral estratégica na Ásia? Depois, que apelos serão feitos à Índia para cooperar na estabilidade da frente AF/Pak e/ou Médio Oriente? Estarão os EUA em condições de desprezar este apoio?

 

Estas e outras questões como o escândalo dos deputados em Inglaterra, serão debatidas hoje, às 23.30h, na Renascença, entre mim e o Constantino Xavier. Vão lá espreitar.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 15:12 | link do post

Terça-feira, 19 de Maio de 2009

Ainda estou para perceber como é que é a existência de educação sexual nas escolas pode ajudar a criar uma moral sexual. Ou melhor, percebo: ninguém se deu ao trabalho de consultar o programa de educação sexual.

Também gostava de saber como é que a entrega gratuita de preservativos vai contra algum direito inalienável das famílias. Será que no folheto do contraceptivo vai uma mensagem do género “vá malta, toca a fazer amor desenfreadamente”.

 

Ao ler o meu amigo Henrique ainda fiquei mais confuso. Então não é que ele acha que a educação religiosa e moral que os pais e os catequistas dão é tão fraquinha, tão fraquinha, que mal os meninos chegam à escola vão logo a correr ao centro médico pedir camisinhas para sabe-se lá o que.

 

Mas uma coisa me alegrou (como sempre me alegra ler  o meu querido Henrique) no texto do Henrique. Percebi que vou ter um aliado quando chegar a altura de proibir aulas de religião e moral nas escolas públicas.
Mal estávamos se qualquer credo aproveitasse o património de todos para vender religiões. Este pai, por exemplo, também se acha ofendido se o miúdo da sala do meu filho for a aulas de religião, como presumo o Henrique se pode ofender se o miúdo de uma qualquer sala for buscar uma camisinha, não é meu caro?

 



publicado por Pedro Marques Lopes às 16:07 | link do post | comentar

 

"Um federalista que se posiciona à direita do PSD"

 

"Favorável à ideia de uma assembleia constituinte para a elaboração de uma futura Constituição europeia"

 

“A adesão de Portugal à CEE deveria ter sido referendada, não tenho dúvidas sobre isso. Mas também acho que a Constituição deveria ter sido referendada e não foi”

 

"Quanto ao Tratado de Lisboa, Rangel disse ser aceitável que não se tivesse avançado para o referendo"

 

(Público)

 



publicado por Bernardo Pires de Lima às 13:06 | link do post

Pois é, eu também ando muito interessado nestas eleições. E quando me convidam para estar presente num evento, não falto à chamada. Gosto de ouvir o que o candidato tem a dizer sobre o estado da arte e que propostas vai defender em campanha. Que projecto está em cima da mesa e que pessoas quer envolver. Por tudo isto, estive ontem no Hotel Tivoli para a apresentação da candidatura do único homem que me motivaria a ir à urnas no próximo mês de Junho: José Eduardo Bettencourt.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 12:14 | link do post

Segunda-feira, 18 de Maio de 2009



publicado por Bernardo Pires de Lima às 18:00 | link do post

Fugindo um pouco à paróquia, foi interessante acompanhar as eleições na Índia, processo que se estendeu por um longo mês e se concluiu apenas este Sábado. 714 milhões de eleitores num país economicamente em expansão (embora a crise económica a tenha abrandado), politicamente a caminho da bipolarização do sistema partidário (BJP e Congresso) e estrategicamente crucial em toda a região. Também, por isso, a aliança com os EUA - que não passa pelos melhores momentos, actualmente - é tão importante. Uma das lições a retirar da eleição é esta: o fim do apoio governativo dado pelo Partido Comunista Indiano ao Congresso, em protesto com o acordo histórico nuclear entre Nova Deli e Washington, não lhe trouxe qualquer benefício eleitoral. E ainda bem.

Volto às eleições indianas em breve.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 15:22 | link do post

Domingo, 17 de Maio de 2009

O Nuno Ramos de Almeida, no seu novo papel de julgador-mor do reino, depois de ter sentenciado o caso Maddie resolveu também sentenciar-me.
Depois de eu ter sido recrutado pelo primeiro-ministro pelo módico preço de uns jantaritos e umas massagens nas espaldas, a minha primeira tarefa foi dizer que não havia pressões no caso Freeport.
Só há uma possibilidade, aliás, de se ter dúvidas sobre a existência de pressões ou sobre um possível nexo de causalidade entre as pressões e Sócrates: estar-se “comprado” e, neste caso, de forma muito barata. Presumo que as minhas constantes criticas ao Governo sejam apenas uma forma de disfarçar este meu “arranjinho”. Também, não importa que eu tenha dito que Lopes da Mota devia suspender as suas funções ou que a ida e volta entre funções executivas e judiciais seja uma vergonha. Isso não interessa nada.
Segundo a forma de medição de pluralismo do Nuno das duas uma: ou se tem a opinião dele ou se é, basicamente, desonesto.
É, por exemplo, honesto dizer que a única boa forma de funcionamento do Ministério Público é a que vigora. Mais uma vez, quem não defender esta arquitectura judicial está a soldo de um qualquer projecto maléfico. Pouco importa que variadíssimas democracias, e com sistemas de justiça melhores que o nosso, tenham outro tipo de desenho.  
Eu, como o Nuno, também vejo muitas macaquices. Vejo julgamentos populares transvestidos de jornalismo de investigação, vejo tentativas de criar verdades únicas, vejo misturar debate politico com questões pessoais ... macaquices.


 



publicado por Pedro Marques Lopes às 18:47 | link do post | comentar

 

 

 



publicado por Bernardo Pires de Lima às 15:20 | link do post

Sábado, 16 de Maio de 2009

Sobre votos de fé na democracia, estamos, por isso, conversados. Façamos um paralelismo com o que aconteceria se um qualquer partido de direita português se lembrasse de tecer um elogio equivalente a qualquer regime autoritário. Suspeito que ninguém, e a meu ver bem, toleraria. Pois ao PC tudo é permitido, desde logo a escalada de crescente ortodoxia em que se tem embrenhado e que é tomada como uma idiossincrasia nacional, meio patusca. De facto, é preciso ter muita tolerância com os intolerantes.

 

Pedro Adão e Silva sobre a "tolerância com o PCP".

 

 



publicado por Bernardo Pires de Lima às 17:06 | link do post

Sexta-feira, 15 de Maio de 2009
O presidente Cavaco deslocou-se esta semana à Turquia em visita oficial. Levou, como é habitual, uma comitiva de empresários para se sentar à mesa com personalidades políticas, económicas e inevitavelmente militares. Tudo pelo reforço das relações bilaterais entre os dois países: um com vinte anos de União Europeia, o outro a meio caminho de entrar.
Nesta fase eleitoral e com a abstenção previsivelmente a subir, o professor Cavaco poderia seguir os conselhos que tem transmitido aos partidos e, pedagogicamente, explicar as razões por que devem ser reforçadas as relações bilaterais com a Turquia e que ganha Portugal numa região que liga a Europa, o Médio Oriente e a Ásia. Ou, de um ponto de vista mais lato, que caminho tem feito a Turquia após a abertura de mais de três dezenas de dossiers de negociação com a União Europeia e o porquê de apenas meia dúzia terem sido concluídos. Ou, como encara a predominância da esfera militar sobre a política no regime turco. E, ainda, que vantagens estratégicas, políticas e económicas terá a União com uma futura adesão da Turquia. Já agora, também, pôr termo à falsa questão que resume a adesão a um abraço fraternal entre europeus e turcos, quando a ligação política vem da década de 50, aquando da entrada de Ancara na NATO. Ou então, convém assumir que a NATO não tem relação nenhuma com a integração europeia e que o Tratado de Washington não tem sido mais importante para os países do alargamento do que um qualquer Tratado de Lisboa ou do Cacém possa vir a ser.  
Dir-me-ão: não cabe ao presidente Cavaco abrir este debate. Eu respondo desta forma: o debate está aberto há muito e não encerrará a pretexto da chegada de uma comitiva de empresários. Mais: o debate sobre as fronteiras políticas e culturais da União Europeia passa pela Turquia, assim como a sua política energética comum. Serão estes temas tão irrelevantes que não mereçam debate em altura de eleições europeias? Os alertas pela pedagogia não anulam a sua prática. 


publicado por Bernardo Pires de Lima às 17:06 | link do post

“Quanto aos números eu tenho-os na minha algibeira, mas estão na algibeira do casaco”. (i)

 

"A sua tentativa não é justa, just, aqui na Turquia, mesmo quando o espírito é euro, ou seja, europeu. (i)

 

Aníbal Cavaco Silva, em viagem pela Turquia, dando novos mundos a Portugal e à Europa. Ou novos mundos à Turquia e a Maria Cavaco Silva. Ou...

 



publicado por Bernardo Pires de Lima às 16:13 | link do post

Esta semana, depois de ter passado os olhos pelo festival da Eurovisão, só tenho uma coisa a dizer: volta, Dora, estás perdoada!



publicado por Bernardo Pires de Lima às 16:06 | link do post

 

Enquanto sócio do Sporting Clube de Portugal, venho por este meio exigir-lhe que venda todo o imobiliário possível e imaginário que o Clube possui, contraia os empréstimos na banca que puder e que compre 24 jogadores de nível suficiente para vencer campeonatos de forma consecutiva. É-me indiferente que sejam chineses ou iraquianos, desde que no final fiquemos um ponto à frente. Também não me importo que compre árbitros. Se todos o fazem é porque a regra é essa. Não gosto de ficar em segundo por culpa de um pasteleiro de Paços de Ferreira. Quero ganhar campeonatos e não taças. Se não for para isto, então não vale a pena candidatar-se.

 
Cumprimentos,
 
Bernardo Pires de Lima


publicado por Bernardo Pires de Lima às 14:51 | link do post

 

Domingo, dia 17, 15h, Pavilhão C II 12, da Guerra & Paz. Apareçam.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 11:57 | link do post

Quinta-feira, 14 de Maio de 2009

Vou-me embora. Custa-me bastante, isto. Há uma falta de objectivo nesta escrita. Sou apenas uma orelha do colar blogueiro do Marques Lopes, so What? Meu nome é Luís Pedro Nunes, e não sou muito estimado pela bloga. Porque não pertenço ao “meio”. Não me estou vitimizar. Apenas não vou às festas do Frágil. É óbvio que dizem que o meu estilo de ironia tipo “o gajo está a brincar ou é mesmo parvo?” também cria algum ruído porque, de facto, qual ironia? Comecei há quase  20 anos com uma carreia séria no Jornalismo mas com a idade tenho vindo progressivamente a avacalhar-me e a enriquecer. Prevejo que dentro de 20 anos seja um velho lindo, enxuto, rodeado de mulheres soberbas, rebolando-me em drogas e notas de 500 euros, mas completamente perseguido pelo Azeredo da ERC. Enfim, sobrevivrei.

E para terminar, um vídeo com gajas peladas mas em francês, que sempre desculpa a nudez


 


Make The Girl Dance "Baby Baby Baby" ( official video )
Enviado por placeblancherec - Veja mais vídeos de musica, em HD!

Luís Pedro Nunes



publicado por Pedro Marques Lopes às 17:23 | link do post | comentar

O Presidente da República vetará, com certeza, a nova lei do financiamento dos partidos. Depois do primeiro verdadeiro conflito institucional com o Estatuto Regional dos Açores, o segundo está já em marcha: mais uma vez, Cavaco Silva, vai confrontar todas as forças partidárias com assento no Parlamento.

As reacções dos dois principais partidos afirmando que, provavelmente, seriam precisos ajustamentos - o carácter destas declarações seria grave se não fosse apenas patético quando o projecto de lei esteve cinco meses a ser estudado - é indício suficiente  para sabermos que também estes já perceberam qual vai ser a atitude da presidência.
 
Pena é que o PSD, que ultimamente tão bem tem interpretado as preocupações de Cavaco Silva, tenha perdido a oportunidade de mostrar que, de facto, tem um caminho diferente dos demais - nomeadamente, do partido do Governo - numa questão de tanta importância.

 

 

DN de hoje



publicado por Pedro Marques Lopes às 16:01 | link do post | comentar

 

Estive a ler os jornais. Quase todos. Colocados de lado, o que me ficou? Uma absurda imagem na página quatro do “Público” de ginecologistas vestidos de piratas na Malásia, numa ilha a 700 quilómetros de um congresso pago por um laboratório. Tenho um amigo neste ramo da medicina. Não tenho ilusões. Trata-se de uma profissão com bastante reveses e sem grande glamour, nomeadamente pela manhã. As viagens aos congressos sempre arejavam. Olho para a foto, que o jornal escarrapachou a quatro colunas. Há um primeiro elemento de surpresa. Que estão a fazer piratas carnavalescos numa notícia de ginecologistas? Depois de questionar a pertinência surge a motivação. Quem deu a foto ao jornal? Só pode ter sido um participante da viagem... Talvez a mulher\marido do ginecologista pirateado. Se baixar o olhar, o título da caixa diz precisamente: “Casos só conhecidos se alguém dá com a língua nos dentes”. Temos pois um plot. Uma traição. Uma língua nos dentes no mundo da ginecologia travestida de pirata.
 
 
Pousemos de novo o olhar sobre a foto. Sempre foi um mistério porque é que há ginecologistas-homens. Se fosse mulher ia a uma médica. Mulher. Mais que não fosse por questão de empatia biomecânica. É uma dor como quem vai por aqui, percebe? Não? Na foto há sete piratas. Quatro malaios – profissionais da diversão e que ganham a vida a vestir-se de piratas para congressistas tristes e que estão com um ar divertido. E três portugueses, dois são homens, com uma cara altamente constrangida e uma ginecologista na maior louca, numa de já que estamos aqui é para partir seus atados. Piratas malaios e ginecologistas portugueses. Um velho ditado. Trabalham onde os outros se divertem. É, leio os jornais e constato que a pirataria e ginecologia voltaram a tornar-se de novo actividades fora-da-lei (hei, Chefe Lopes! Este Quuuuase foi sério!).
 
Luís Pedro Nunes


publicado por Bernardo Pires de Lima às 13:02 | link do post

Embora os meus tentáculos mediáticos (e o tamanho do cabelo) sejam perigosamente similares ao de Pacheco Pereira esta é a primeira vez que escrevo num blogue. Sempre lhes tive o mesmo respeito que o gajo que tem uma oficina de motorizadas tem por uma loja de skates. Enquanto sangra mais uma Famel vai dizendo que aquilo dos loops e dos 360 é passageiro. Mas só quando comecei a gamar violentamente ideias dos blogues conseguiu alguma pacificação interior. Posto isto. Já acho que as pessoas que fazem blogues não são todas movidas por mesquinhez e outros sentimentos soezes. Sei que para primeiro post isto é batido. Mas eu uso todo o meio de comunicação social para fazer terapia. Não ia começar a mudar agora. De resto confirmam-se os rumores. Quem lê escritas, não vê corações: o Pedro Marques Lopes é uma besta na televisão mas um amor de pessoa ao vivo. Parece que aqui até a Esquerda gosta dele. Já tanto na escrita, como na rádio como na TV parece um boi de gordo. Agora vou-me levantar. Logo mais escrevo outro post. Talvez numa estreia para a blogosfera: um parágrafo sério. Ai, raios, estes apartes são de tuiteiro. Aqui tenho que manter o discurso na rota. Cumprimentos.

Oh, go where you are wanted, for you are not wanted here.
And that was all the farewell when I parted from my dear.


A E Housman
 

 

Luis Pedro Nunes



publicado por Pedro Marques Lopes às 10:12 | link do post | comentar

Esta semana o nosso convidado é ... tcham tcham tcham ... Luis Pedro Nunes



publicado por Pedro Marques Lopes às 09:55 | link do post | comentar

Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

Hoje, na Renascença (23.30), debato com o Constantino Xavier a viagem do Papa ao Médio Oriente. Dois olhares políticos sobre um líder religioso.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 18:46 | link do post

Tanto a defesa como o ataque à recondução de Durão Barroso têm resvalado para a asneira: há quem não perceba o elemento nacional na política europeia e os que têm mais com que se ocupar do que avaliar o seu consulado.
O meu argumento é simples: a nacionalidade conta e o desempenho foi positivo. O argumento da nacionalidade não é menor nos equilíbrios europeus, como a história sempre revelou.
Existir um "presidente da Comissão Europeia português" é relevante pelo prestígio internacional e pela influência política. Perante a crise e as transformações da economia mundial, está em debate o futuro da política de coesão, fundamental para países pequenos e médios como Portugal. Em questões de coesão económica e social, as origens nacionais são por vezes mais importantes que as divisões ideológicas. O mandato deve ser avaliado pelas grandes questões destes cinco anos. Na aprovação do orçamento comunitário em 2005, mantendo as políticas de coesão. Na manutenção da unidade europeia, após a rejeição do tratado constitucional. Em pôr a energia e as alterações climática no topo da agenda europeia. Na defesa do mercado único, fundamental para os estados mais pequenos. Finalmente, pelo seu papel nos planos multilateral (Cimeira UE-África, G20) e bilateral (UE-China, UE-Rússia, UE-Brasil) e na reaproximação entre europeus e EUA.

Ao contrário de Santer e Prodi, Barroso é respeitado pelos pequenos, médios e grandes da União.
 

Publicado no i



publicado por Bernardo Pires de Lima às 16:59 | link do post

On Iran's other border, in Afghanistan, the opportunities to engage Iran are better, though indeed very complicated. NATO countries have confirmed the current negotiations with Iran over transit routes from the Chabahar Port to Melak to reach the Indian-built Zaranj-Dilaram highway, which connects to Kandahar, NATO's headquarters for the anti-Taliban offensives planned for this Spring. In exchange for facilitating this access, Iran and India might want the U.S. to back off on blocking the Iran-Pakistan-India gas pipeline, which all parties are keen to implement within the next several years. So the arc of crisis stretching from Iraq to Pakistan also contains numerous opportunities, but taking advantage of them will require many micro-bargains and trade-offs between Western, Eastern, and the rising powers.

 

Parag Khanna, The Majalla Magazine



publicado por Bernardo Pires de Lima às 16:32 | link do post

Estas tentativas do PSD e agora do PS de lançarem uns grass roots à portuguesa são de ir às lágrimas.



publicado por Pedro Marques Lopes às 12:46 | link do post | comentar

 

 

 

Margaret Thatcher will always divide the British people, not least since we are ourselves divided. There is a part of us that will always dislike the acquisitive, appetitive instincts she seemed to espouse, and yet we also recognise that they are essential for economic success. More than any leader since Churchill, she said thought-provoking things about the relationship between the state and the individual. Some of them were unpalatable, some of them were exaggerated. But much of what she said was necessary, and it took a woman to say it.

 

 
Boris Johnson


publicado por Pedro Marques Lopes às 00:38 | link do post | comentar

Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

Como não sou hipócrita nem gosto particularmente de fair play no futebol (não confundir com fair play no desporto) não vou dar parabéns a ninguém do Porto, nem mesmo aos meus amigos mais chegados. O meu fanatismo verde não me permite sair do raciocínio habitual: isto tudo é uma vergonha, um escândalo e a haver um campeão esse seria naturalmente o Sporting Clube de Portugal. Aliás, a haver verdade no futebol, o Sporting era sempre campeão. Como isso parece que não sucedeu, nada neste campeonato me interessa a não ser um pequeno detalhe que explicarei cientificamente nas últimas frases desta prosa.

Uma das coisas menos más quando o Porto é campeão é nós aqui em Lisboa nem os ouvirmos. Parece mesmo que nem houve título. Os meus amigos tripeiros podem dizer que o clube é cada vez menos regional e que até em Vila Real de Santo António há festejos. O certo é que, tirando a Avenida dos Aliados e os directos televisivos, ninguém ouve buzinadelas na maior parte do país. E isso é muito bom, acreditem.

A outra coisa muito boa é termos a certeza que o Benfica não ganha nada. O meu coração está, como é óbvio, com o Nacional da Madeira até ao fim, mesmo com um presidente daqueles.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 11:48 | link do post

Devo um pedido de desculpas aos leitores que eventualmente se deslocaram à Feira do Livro no Domingo, depois do lembrete que coloquei ali em baixo. A sessão foi adiada por causa da chuva e eu não tive tempo de postar o seu cancelamento a tempo. Assim que tiver nova data aviso.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 11:24 | link do post

Bernardo Pires de Lima

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