Sábado, 9 de Maio de 2009

 

O Presidente russo Dimitri Medvedev prometia exactamente há um ano liberalizar a economia, o regime e aproximar Moscovo das capitais mais influentes do mundo. Em apenas doze meses, a liberalização é uma miragem, o peso do primeiro-ministro Putin uma certeza, e a crispação com o Ocidente um facto. O desemprego subiu para 10%, a inflação para os 15. A dependência energética e a flutuação do barril de crude para menos 100 dólares em seis meses mostraram as fragilidades deste petroestado. Por este ponto de vista, o balanço é negativo.
Coloquemo-nos, uns momentos, do lado de Moscovo e perceberemos que este ano pode ter um balanço distinto. A guerra com a Geórgia veio temperar os alargamentos da NATO e da UE ao Cáucaso e à Ucrânia, retirou espaço de manobra às alternativas energéticas europeias, obrigando-os a divisões, além de ter revelado a importância de Moscovo na guerra do Afeganistão e no desarmamento nuclear do Irão. Deste ponto de vista, Medvedev segue Putin e recoloca a Rússia no circuito internacional das grandes potências. Convém perceber que há sempre dois lados na mesma moeda.
 
Jornal i - 8 Maio


publicado por Bernardo Pires de Lima às 10:15 | link do post | comentar

Sexta-feira, 8 de Maio de 2009

O segundo verdadeiro conflito institucional está em marcha.
Tenho poucas ou nenhumas dúvidas que Cavaco Silva vai vetar o novo diploma sobre o financiamento partidário.
Vai ser um espectáculo ver o PSD dar o dito pelo não dito.

 



publicado por Pedro Marques Lopes às 23:19 | link do post | comentar

 

 

 

Vou estar na Feira do Livro, Domingo, 10 Maio, a partir das

 16h, no Pavilhão C II 12, para uma sessão de autógrafos. Se não quiser um autógrafo, o Pedro Marques Lopes oferece as imperiais! Estão convidados!



publicado por Bernardo Pires de Lima às 17:35 | link do post

 

Esta semana, André Abrantes Amaral e Antonieta Lopes da Costa debatem comigo e com o Pedro no Descubra as Diferenças. É hoje, Sexta-Feira, às 18h, na Rádio Europa (90.4)

 

 

Política Maizena – Depois de um pequeno arrufo entre Paulo Rangel e Basílio Horta, o ministro Manuel Pinho afirmou que o cabeça de lista do PSD ao Parlamento Europeu precisa “de comer muita papa Maizena” para chegar aos calcanhares de Basílio. Mas quem é Manuel Pinho?

 

Revolução Sarkozy? – Dois anos após a tomada de posse de Nicolas Sarkozy como presidente da França, é tempo para um primeiro balanço. Quais os pontos negativos e o que trouxe de novo para os franceses e para a Europa?

 

Bloco Central – A cinco meses das legislativas, todos falam de um novo Bloco Central, como único garante da estabilidade governativa. Há condições para que esta coligação se concretize, ou o poder vai cair em Belém?

 

 

 



publicado por Bernardo Pires de Lima às 11:32 | link do post

Quinta-feira, 7 de Maio de 2009

 

 

Sonho com um daqueles programas sobre a primeira página dos jornais aplicado aos blogues. Não aos blogues que se fazem ao jornal, mas aqueles mais secretos, individuais, com auto-retratos artístico-sensuais do / da autor(a) feitos com o telemóvel do pai. Parece que estou a ver o Pedro Mourinho a citar o post de abertura do nothingelsamatters.blogspot.com, em que Elsa Dark Angel sustenta que “A vida é toda uma merda, mas o Jim Morrisson era um pão”. Na mesma linha de pensamento, KGB_MRPP escreve o bonito poema “Só Shakespeare entendeu Otelo / 25 de Abril sempre”.
Vanya fala sobre touros cobridores no omeupequenoponeimaluco.blogs.sapo.pt. E Toni Anarka tece vários apontamentos culturais no seu zecarlosarywasmyfather.org, dos quais se destaca uma entrevista a ele próprio, a propósito da sua recente instalação acerca do eterno retorno em que uma chaimite atropela repetidamente funcionários da TV Cabo.
 
Alexandre Borges

 



publicado por Bernardo Pires de Lima às 17:57 | link do post

 

Vasco Granja morreu a 04 de Maio, com 83 anos. Da primeira vez que o vi, quando abria, às seis da tarde, as emissões da RTP-Açores, penso que tinha já 100 anos. Quer dizer que foi ficando mais novo. Só podia ir ficando mais novo.

 

 

Alexandre Borges



publicado por Bernardo Pires de Lima às 16:56 | link do post

 

As velhinhas do Chiado fumam cigarros na sala de chá da Bénard. Falam baixo para não incomodar. Tratam com salamaleques o empregado. Pronunciam, impecavelmente, os termos francófonos da ementa. Discutem, calmamente, a actualidade e, de permeio, um ou outro episódio da vida dos filhos, em narrativas cobertas de pudor. Às vezes, uma, irritada com o estado do país, solta um “merda”. A outra deita as mãos à cabeça. Ao que a primeira riposta chamando-a de retrógrada, antiquada que não entende que, às vezes, só a palavra “merda” faz justiça a certas coisas. Penso que as amo. Amo a sua elegância, a sua educação, a sua inteligência. Lamento.
 
Alexandre Borges


publicado por Bernardo Pires de Lima às 15:54 | link do post

 

Não que corra qualquer perigo, mas tenho um medo irracional de, um dia, ser ministro da Cultura. É um pouco como um raio cair-nos na cabeça: é improvável, mas, para acontecer, basta estar-se vivo. O nome do cargo parece vincular o indivíduo em causa à obrigação de ser o tipo mais culto do seu país. E não deve faltar quem esteja à espera de o apanhar em falso por não conhecer aquele romancista pós-moderno costa-riquenho bestial, o pintor cipriota que se suicidou aos 13 anos depois de uma epifania em que Deus lhe dizia que apreciava mais o estilo de Maluda, aquele documentário monumental sobre a influência estruturalista nos anos de seca da República Centro Africana. Mas isso não é o pior. O pior é ter de patrocinar todo o género de trampa cultural sob pena de ser acusado de barbárie cultural. E mais desagradável ainda: ter de aturar artistas. Dia e noite, aturar artistas…
 
Alexandre Borges


publicado por Bernardo Pires de Lima às 12:10 | link do post

 

Como todos os gatos, os meus entram em transe perante a visão dum insecto. Em fracções de segundo, passam de objecto decorativo amaricado a exterminadores sanguinários. Excepto com as joaninhas. Quando entram joaninhas pela vidraça, os tipos ficam pasmados, brincam com elas e poupam-lhes a vida. Penso que tenha qualquer coisa a ver com o respeito pela beleza com que nasce tudo quanto nasce. E pode não ser nada disto. Mas assistir àquele amor impossível é o único químico para os nervos que ando a tomar.
 
Alexandre Borges


publicado por Bernardo Pires de Lima às 10:15 | link do post

 

Alexandre Borges
 
Argumentista e jornalista, anda a escrever documentários sobre livros na RTP2 e sobre o Benfica num canal insuspeito. Para a vida ser perfeita, falta que lhe encomendem toda uma série documental sobre gajas.


publicado por Bernardo Pires de Lima às 10:10 | link do post

Quarta-feira, 6 de Maio de 2009

 

Vou estar na Feira do Livro, Domingo, 10 Maio, a partir das 16h, no Pavilhão C II 12, para uma sessão de autógrafos. Se não quiser um autógrafo, o Pedro Marques Lopes oferece as imperiais! Estão convidados!

 



publicado por Bernardo Pires de Lima às 18:29 | link do post

To improve its performance, Portugal needs more flexible labour laws, less bureaucracy, a better educated workforce, more competition and a smaller state. As the IMF states in a recent report, the country’s fundamental problems are domestic, not global, in nature.

 

The Economist, 30 Abril.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 12:03 | link do post

Entre papas Maizena e anúncios de “agora é que é”, a política à portuguesa segue de vento em popa.
O Ministro da Economia parece não ter nada de mais interessante para fazer do que recomendações gastronómicas. Quando não está a publicitar farinhas arranja um tempinho para passar atestados de autoridade, tomar umas banhocas com nadadores famosos ou ir às corridas de automóveis.
Com esta sobrecarregadíssima agenda, é normal que lhe falte o tempo para coisas de somenos importância como a maçada da economia portuguesa.
Há, de facto, males que vêm por bem. Imagine-se que o sr Ministro tinha tempo para dedicar à Economia. Aí sim, tínhamos ainda mais problemas.

Por outro lado o inefável Manuel Alegre anuncia a nova Primavera: dia 15 vai falar. O país e o mundo estão, a partir de agora, em suspenso. Subitamente, a gripe suína e a crise económica deixaram de estar no centro das preocupações humanas.
O único pormenorzinho é que já toda a gente sabe o que Alegre vai dizer: nada de nada. Vai repetir pela milionésima vez a ladainha da resistência e que a ele ninguém o cala.
Podem esperar sentados os que pensam que ele constituirá um novo partido ou que se juntará ao BE. Manuel Alegre sabe melhor que ninguém que só terá alguma importância enquanto estiver no PS. O resto é conversa para adormecer.

A politica portuguesa está cada vez mais interessante.



publicado por Pedro Marques Lopes às 11:22 | link do post | comentar

Terça-feira, 5 de Maio de 2009

Lord Burnay está em grande no Bruxelas.

É obrigatório ler o que o Henrique escreve ali e no Meia-Hora. Além de ser meu amigo é dos portugueses que melhor pensa assuntos europeus.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 15:10 | link do post

"O Direito Internacional autoriza o combate à pirataria, mas não qualifica os seus autores como criminosos".

 

DN



publicado por Bernardo Pires de Lima às 14:40 | link do post

Como anunciámos há uns dias atrás, este blog vai ter novidades em breve. Vamos ter um dia da semana onde um convidado tomará conta da barraca. Vamos ter escritores, músicos, artistas, políticos, fotógrafos, chefes de cozinha, jornalistas, futebolistas, pintores, etc. Uns mais conhecidos, outros que certamente um dia  terão o seu merecido espaço. Por enquanto é um orgulho tê-los no União de Facto. Um dia será o país inteiro a ter orgulho neles. Se é que já não tem.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 14:18 | link do post

 

Em apenas 100 dias Obama entregou o seu cartão-de-visita ao mundo, ao enfrentar mais frentes do que muitos dos seus antecessores num mandato inteiro. Foram retomados dossiers da Administração Bush, como a retirada do Iraque, o reforço no AfPak, a manutenção de Robert Gates na Defesa e de Ben Bernake na Reserva Federal. Outros foram uma ruptura com o passado recente, como o fecho de Guantanamo, o aperto de mão ao Irão, à China, a Cuba, aos europeus e até à Venezuela. Frente interna e acção externa que se confundem: ambas traçarão o papel liderante dos EUA, pormenor que nenhum inquilino da Casa Branca abdicará, não tenhamos ilusões.
Mas este início de mandato não o confrontou com tensões graves. Para isso precisaremos bem mais que cem dias, e certamente muito poucos para o vermos em acção. O panorama, diga-se, não é animador. Se Israel actuar como em 2007 na Síria, bombardeando cirurgicamente agora uma central nuclear no Irão, como agirá Obama depois de ter estendido a mão a Teerão? E se o Japão ou a Coreia do Sul fizerem o mesmo perante os ensaios nucleares descontrolados da Coreia do Norte, que fará Obama numa região estratégica para os interesses norte-americanos? Se os europeus mantiverem a maioria das suas posições, não enviando esforços militares e económicos para o Afeganistão, que relação manterá Obama com eles? Tem esta administração capacidade para tantas frentes com o défice colossal que encontrou e com a recuperação económica que tarda em chegar?
A verdade é que a ambição destes 100 dias pode vir a ser o fracasso de Obama. Oxalá me engane.
 
Brevemente num i perto de si.


publicado por Bernardo Pires de Lima às 14:15 | link do post

Segunda-feira, 4 de Maio de 2009

 

Vasco Granja (1925-2009)



publicado por Bernardo Pires de Lima às 16:40 | link do post

Sempre me intrigou esta mania de se achar que os maiores génios, as maiores sumidades, os mais impolutos e idóneos seres à face da terra são portugueses. Há o já incontornável Clube dos Pensadores (todo um programa), há os Medinas Carreiras desta vida e os senhores políticos sérios, mas tão sérios, que nos embebedam com tanta seriedade. O curioso desta praga é que ela já se entranhou nas gerações mais novas. Malta que não sai da ego trip em que entrou, que tem dificuldade em aceitar que não sabe muitas vezes do que fala, que tem mais olhos que barriga, que lhe falta mundo. E que ainda não percebeu que o sucesso pode durar cinco minutos e o insucesso uma vida inteira. Convém não nos levarmos muito a sério.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 12:31 | link do post

à pergunta, "algum partido da oposição faria melhor que o actual Governo, se estivesse a governar?", 54% dos inquiridos responderam que não.

Este é, sem dúvida, o mais importante resultado desta sondagem. Demonstra a incapacidade da oposição, nomeadamente a de direita, em mostrar que tem uma alternativa a esta governação.

No fundo, o que este estudo nos diz é que os portugueses não estão contentes com o Governo e com o PS mas não conseguem encontrar uma melhor solução.

 

no DN de hoje



publicado por Pedro Marques Lopes às 10:12 | link do post | comentar

Sexta-feira, 1 de Maio de 2009

O que se passou hoje na Assembleia da República envergonha a democracia.
A mesma Assembleia que aprova o fim do sigilo bancário institucionaliza os “homens da mala”, a opacidade dos financiamentos partidários e, mais uma vez, ignora a questão fundamental do financiamento aos candidatos à liderança dos partidos que têm directas. 



publicado por Pedro Marques Lopes às 01:04 | link do post | comentar

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