
Staring at the sea (1986)
The Cure
Em Bruxelas, as nacionalidades voltaram a marcar presença no debate europeu. Austríacos, eslovacos e húngaros aproveitaram a intransigência do presidente checo, Vaclav Klaus, para garantir opting outs sobre a Carta dos Direitos Fundamentais - à semelhança do que já havia conseguido a Grã-Bretanha -, incorporados no futuro acordo de adesão da Croácia. Confuso? Pois é. Para quem pensa que a defesa dos interesses nacionais se ausentou da política europeia, vale a pena acompanhar todo o caminho negocial em redor do Tratado de Lisboa. De qualquer forma, a flexibilidade dos restantes estados em relação a Praga não se repetirá para Budapeste, Bratislava e Viena. Nestas matérias, quem tem unhas tocou guitarra, e em boa verdade foi o que Klaus acabou por fazer.
Esta questão, que acaba por marcar o primeiro dia de trabalhos - crucial para a entrada em vigor do tratado e para o fim de uma era de debate institucional - poderá adiar por mais uns dias a luta pelos lugares de topo. O tema vai merecer certamente um Conselho Europeu extraordinário em meados de Novembro, de forma a não sobrepor a questão ao debate sobre alterações climáticas, que marcará o mês de Dezembro. E é sobre este segundo dossiê que o dia de ontem ainda se debruçou: um texto conjunto que preveja a repartição de custos entre europeus e faça maior pressão sobre as grandes economias mundiais, como os Estados Unidos, a China e a Índia. A política continua para além de Bruxelas.
Hoje no i.
Gosto de pessoas imperfeitas. Países imperfeitos. Jornais imperfeitos. Restaurantes imperfeitos. Músicos imperfeitos. Políticos imperfeitos. E de Tratados imperfeitos, também.
Marcelo disse nos Gato Fedorento que não era candidato a líder do PSD. Será que depois do apelo de Paulo Rangel vai ao TV Rural dizer o contrário?
Para o ano vamos comemorar os 100 anos da República ou a primeira república? Ainda não estou esclarecido.
Hoje ao almoço, amigo de longa data dava-me conta da partidarização total dos gestores na área da saúde. E só me falou da região do grande Porto, imagino no resto. Deve ser por isso que o serviço nacional de saúde tem um pai sempre tão presente.
Tenho a ligeira impressão que a formação deste governo premeia carreiras partidárias para que, caso termine antes do tempo, todos possam dizer que foram ex-qualquer coisa. Em Portugal, este é um estatuto de grande prestígio, não se iludam.
Ter o Marcos Perestrello a secretário de estado da defesa e assuntos do mar (que belo título) merece-me este profundo comentário: bah, ah, ah, ah,ah!
“Só com um governo de maioria é possível manter um clima de cooperação entre os órgãos de soberania. Não quero que Portugal volte aos tempos dos permanentes conflitos institucionais entre Governo e Presidente da República.”
Mensagem à população no final da campanha das eleições legislativas de Outubro de 1991
“Só os políticos inconscientes podiam ter saudades dos governos minoritários”
Pág. 161 do 2º volume da Autobiografia Política de Cavaco Silva
“A ausência de um apoio maioritário no Parlamento não é, por si só, um elemento perturbador da governabilidade.”
Discurso do Presidente da República na Tomada de Posse do XVIII Governo Constitucional
Meu caro VPV, esqueça a história, o liberalismo e a democracia. Klaus ainda não ratificou o Tratado de Lisboa por duas razões: para aumentar o seu poder político e por vinganças pessoais.
João Marques de Almeida, DE
Este brutal acidente de comboio no Egipto fez-me recordar uma viagem que fiz no passado Dezembro por aquelas bandas. Doze horas de comboio saíndo do Cairo com destino ao sul e dezoito de autocarro, passando pelo Suez, percorrendo todo o Sinai até chegar à divisória com Israel, mostraram-me como pode a fronteira entre o sentimento de segurança e o desastre total ser tão ténue. Dizem-me, quem já andou de comboio pela Índia, que nada bate aquilo, mas presenciar uma partida de comboio regional saído do Cairo é inesquecível: o "bicho" vai literalmente forrado a gente. Por dentro e por fora.
Enquanto o Estado tiver o peso que realmente tem na actividade económica, enquanto existirem municípios em que uma palavra dum Presidente da Câmara é a diferença entre alguém enriquecer ou não, enquanto a fiscalização às finanças dos partidos for aquilo que de facto é – ou seja ineficiente –, propor que o financiamento aos partidos seja apenas feito por privados é um erro crasso.
É como querer construir uma casa começando pelo telhado
A voz é da Margarida Pinto.

Above (1995)
Mad Season
Agora sim, a Defesa. Bah, ah, ah, ah, ah!!!!
Na impossibilidade de comentar a pasta da Defesa sem me partir a rir, vou voltar à carga. Contratar três Vidigais em Dezembro e dois Rogérios para cada lateral defensiva. Pedir um empréstimo à banca apenas e só para subornar árbitros. Ganhar todos os jogos por um zero. Ser campeão. Festejar durante três dias. Fechar por tempo indeterminado.
Há duas formas de ver isto: ou se aceita o que o Benfica tem feito (bater em mortos sem dó nem piedade) e se tenta tudo para que não ganhem o campeonato (a única competição que interessa), ou se perde tempo a discutir o futebol do Sporting. Eu, enquanto doente leonino, não me interessa nem nunca me interessou a qualidade do futebol do Sporting. Só me interessou e interessa ganhar. Repito: ganhar. Não sendo possível isto, só me interessa e continua a interessar uma coisa: que o Benfica não ganhe. É tão simples como isto.
Esta noite aprendi que uns exercem o seu direito de opinião crítica e outros não pensam pela sua cabeça e apenas fazem parte de uma conspiração que mete financiamentos esquisitos, tipos contratados para dizer mal, revistas da IURD e as maiores patifarias que se possam imaginar.
Mas porque diabo não compramos o Ruben Micael? Será por causa do nome?
Eu e o Pedro Adão e Silva na TSF
Segundo o Pedro Picoito, tenho queda para responder com indirectas. É a opinião dele. Nada a fazer. Como ele refere, até coloquei um link para o artigo. Para indirecta, estamos conversados.
Fiquei com umas duvidazitas ao ler o texto do Pedro Picoito: isso de defender uma coisa “em sede própria” e outra, completamente diferente, em público é normal? Os valores, as ideias e os programas são uns em privado e outros publicamente?
Devo ter lido mal. Pensava que estas coisas eram próprias de outros quadrantes ideológicos mas, vivendo e aprendendo.
“E o PSD não apresentou um projecto para o país que o diferenciasse claramente do PS”
Ai foi? E só agora é que descobriram?
Sobre a Irmandade Muçulmana no Egipto e na Síria, na cada vez melhor Majalla Magazine.