Domingo, 31 de Janeiro de 2010

A revista Visão, em entrevista publicada esta semana, perguntou a Belmiro de Azevedo se ele defendia um aumento dos salários para os trabalhadores da função pública. A resposta foi lapidar e, provavelmente sem querer, denuncia um dos maiores problemas não só da função pública mas do País em geral.

O líder do grupo privado que mais gente emprega em Portugal não podia ser mais claro: "Defendo aumentos para os competentes."

 

Dn de hoje



publicado por Pedro Marques Lopes às 12:49 | link do post | comentar

 

 



publicado por Bernardo Pires de Lima às 12:09 | link do post

Sábado, 30 de Janeiro de 2010

Não preciso de ver mais nada: está encontrado o novo Pinga

 

 

 

p.s. já não há palavras para os comentários dos cavalheiros da sporttv. Mais valia pôr os comentadores do cnal benfica



publicado por Pedro Marques Lopes às 17:51 | link do post | comentar

 

Popular Songs (2009)

Yo La Tengo



publicado por Bernardo Pires de Lima às 12:01 | link do post

Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010

Esta coisa dos vidros duplos poderem ser dedutíveis no irs é uma ideia não só genial, como colocada ao dispor de todos aqueles que se barricarão em casa durante os dias que forem precisos para não ouvirem festejos na rua de um certo e determinado clube que, ao que parece, vai mesmo ganhar esta palhaçada de campeonato.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 18:01 | link do post

Portugal está na final do Europeu de Futsal com a Espanha. Eu gosto muito mais de o ver de leão ao peito, mas não podia deixar de enviar um abraço ao meu amigo João Benedito, para mim o melhor guarda-redes do mundo da modalidade. Um dia chegará a Presidente do Sporting. Escrevam isto.  



publicado por Bernardo Pires de Lima às 16:56 | link do post

 

Após 411 discursos, Obama anunciou o estado e o rumo da América. Nuns longuíssimos 70 minutos, atacou de frente as prioridades: criação de emprego (aproximam-se eleições para o Congresso), aumento das exportações (está em causa a posição internacional dos EUA), entrega da factura social aos grandes bancos (tentativa de moralizar o sistema) e, last but not least, a reforma da saúde.
 
E é por aqui que este ano de Obama pode ser avaliado, tendo em conta o poder dos democratas no Congresso: a administração não moderou o ímpeto reformista, assustou parte dos americanos e acomodou-se à fortaleza das maiorias. O resultado está à vista: demasiada tensão nas ruas, um debate extremado sobre uma matéria cujo interesse é (ou devia ser) colectivo e uma passada larga dos republicanos no equilíbrio do actual quadro político.
 
Considerei desde a primeira hora que a maioria democrata no Congresso iria acabar por ser um problema, quer pela sua heterogeneidade, quer pelo papel secundário que caberia aos republicanos. Ora uma administração como esta, que vive em estado de guerra (duas frentes em simultâneo) e enfrenta uma crise incomparável (o maior défice de sempre), iria precisar de consensos para as suas difíceis decisões. Basta ver como Bill Clinton garantiu a sua reeleição (1996) após dois anos de maioria republicana no Congresso. Obama precisa de se recentrar politicamente para numa segunda fase (ou mandato) garantir a margem necessária a um cunho pessoal na história americana.
 
Hoje no i


publicado por Bernardo Pires de Lima às 09:39 | link do post

Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010

Houve qualquer coisa de Skuhravy em Caicedo.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 22:58 | link do post

Gostava de confirmar ainda que, de acordo com a minha memória, Aldo Pedro Duscher foi o melhor centro-campista na história recente do Sporting. Estive a meditar nisto durante esta tarde, o que significa que devo estar à beira de ser internado.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 22:49 | link do post

Gostava de confirmar que, após audição prolongada de toda a obra na tarde de hoje, The Bends é mesmo o melhor disco dos Radiohead.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 22:44 | link do post

Todas as previsões apontavam para um discurso centrado na economia e Obama não fugiu ao guião. A primeira justificação deve-se ao ano eleitoral que se avizinha: um terço do Senado e a totalidade da Câmara dos Representantes vão a votos em Novembro e toda a política será local nos próximos onze meses. O combate ao desemprego, a criação de novos postos de trabalho, a afectação de verbas aos mais prejudicados pela crise, a responsabilização fiscal de Wall Street direccionada a investimentos na main street, são objectivos da Administração no curto prazo. Por necessidade e por força do calendário.


A segunda justificação foi dada pela derrota em Massachusetts, um histórico bastião democrata. O terreno conquistado pelos republicanos obriga Obama a melhores consensos bipartidários, a moderar as suas estratégias políticas que implicam grandes reformas (como a da saúde) e a construir pontes mais vezes. Foi também isso que este discurso revelou: co-responsabilidades nas soluções e na mudança de imagem de Washington perante os americanos.


Por fim, o contexto em que é proferido este discurso acaba por ser positivo para Obama: mostra-se determinado perante o país após um mês de fragilidades (segurança interna, terrorismo, derrota em Massachusetts), preparado para as dificuldades (duas guerras, uma crise) e com propostas concretas para manter a economia americana no topo do mundo. A questão é se os resultados aparecem neste seu mandato presidencial. 

 

Hoje, no ionline, logo após o discurso de Obama.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 11:52 | link do post

Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010

Gosto mais de carros de praça do que de táxis. Prefiro aeromoças a hospedeiras. Digo mais vezes por gentileza do que por favor. O Bruno Alves é um fantástico back central e o Jesualdo não é um mau mister.

Ainda gosto mais de pensões do que de albergues, com esta excepção onde vou todos os dias.



publicado por Pedro Marques Lopes às 16:41 | link do post | comentar

 

Gélido, cheguei ao portão principal. O trabalho liberta, era o cartão de boas-vindas de um sítio que oscilava entre o ocre dos edifícios, o verde dos relvados circundantes e o preto dos arames farpados. Aquilo era Auschwitz. Ou melhor, era uma parte de Auschwitz e eu estava lá. Apenas com vinte e um anos e centenas de quilómetros percorridos de comboio por essa Europa de Leste. Confesso que o outro lado sempre me atraiu, seja pelos limitados conhecimentos que a escola dava (e dá), certamente por uma vontade maior de aprender com os sentidos. Olhar aquilo que um dia foi palco de criminalidade estatal feita por homens iguais a mim, ou cheirar o que mais de cinco décadas depois da sua libertação ainda parecia pairar no ar.
 
Ao final da manhã apanhava um autocarro para Birkenau. Auschwitz II era já ali, mas era preciso completar o quadro. A torre de madeira e a linha de caminho de ferro que entrava por um descampado dentro faziam relembrar célebres imagens do grande écran. Parecia que um comboio cheio de gente se preparava para ali entrar, rumo à morte, essa palavra que me parecia perseguir. Palavras que eu não tinha nem conseguia agarrar. Precisava de ajuda. Precisava de livros. Dessa alma entre as letras que completasse a construção sensorial do pormenor – que enorme e mágica palavra… Frases e imagens que me ajudassem a perceber que Sachsenhausen, onde estive três anos depois aquando da viagem, estava mais na definição de «campo de concentração», proposta por Laurence Rees, e menos na de «campo de extermínio». Auschwitz é o campo de extermínio. Foi o símbolo maior e mais conhecido – mas não o único – dos efeitos do totalitarismo na natureza humana e no despejo da sua dignidade mais elementar.
 
Birkenau é aterrador. Está igual a 1945. Nada foi alterado. Nada. Os blocos destruídos pelos bombardeamentos aliados, as latrinas em série, a lama que nos cola ao chão, amarrando-nos novamente à História. Montras repletas de cabelos e tapetes alinhavados com eles, montanhas de óculos, sapatos, malas ou escovas de dentes a transportarem-nos para outras páginas da vida onde - entre as palavras arrepiantes de Primo Levi (Se Isto é um Homem) e narrativas extraordinárias como a de Rees, perguntas incessantes de Hannah Arendt (The Origins of Totalitarianism) ou de Gideon Greif (We Wept Without Tears), até às excelentes abordagens de Tzvetan Todorov (Facing the Extreme e Memória do Mal, Tentação do Bem) - nos é permitido perceber o valor que um livro pode ter nas nossas vidas.
 
É no enlace com os nossos mais básicos sentidos mas, também, com aqueles que vamos descobrindo e desenvolvendo, que o livro se revela na sua mais nobre e emocionante condição. O que não será ler Primo Levi sentado em Birkenau? Qualquer coisa que nos transporta para o seu interior e mistura a nossa alma e corpo em cada uma daquelas pequenas grandes letras. Qualquer coisa a descobrir numa próxima viagem.
 
[Pequeno testemunho publicado na Atlântico Nº 11]
 


publicado por Bernardo Pires de Lima às 10:56 | link do post

Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010

Remetendo o meu visionamento futebolístico ao convívio dos cafés e casas de amigos, derivado ao facto de não acreditar por aí além nos campeonatos nacionais da primeira divisão, em virtude de um conjunto de factores audiovisuais - a não ser quando o Sporting é campeão, claro -, tenho sentido uma saudade grande de ouvir uma certa e determinada voz que alegrou a minha geração durante anos. Dito isto, conclui-se: o futebol não é o mesmo sem Gabriel Alves.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 18:45 | link do post

Em relação aos políticos, preocupo-me com os amadores e com os maus profissionais. Os políticos profissionais competentes deixam-me mais tranquilo e sossegado. E esses devem ter orgulho de assumir a sua profissão.

 

Mais nada.



publicado por Pedro Marques Lopes às 16:21 | link do post | comentar

Domingo, 24 de Janeiro de 2010

Uma boa forma de reduzir o défice era tributar a desonestidade intelectual. Marcelo Rebelo de Sousa, só aos domingos à noite, ajudaria muito.



publicado por Pedro Marques Lopes às 21:34 | link do post | comentar

Apesar de conservar o primeiro-ministro e os principais ministros do anterior Governo, não me parece que restem dúvidas de que estamos na presença de um Executivo que está apostado em rasgar as medidas - fossem elas certas ou erradas - que constituíram as mais importantes bandeiras da governação anterior. Seria um caso de esquizofrenia política se não escondesse, infelizmente, uma doença mais grave.

 

DN de hoje



publicado por Pedro Marques Lopes às 15:19 | link do post | comentar

 

 



publicado por Bernardo Pires de Lima às 11:55 | link do post

Sábado, 23 de Janeiro de 2010

William Cohen, antigo Secretário da Defesa de Bill Clinton, em entrevista à Majalla. (aqui)



publicado por Bernardo Pires de Lima às 19:15 | link do post

 

Lord (2009)

Orelha Negra



publicado por Bernardo Pires de Lima às 11:52 | link do post

Sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010

Irrita-me quando alguém começa um artigo com meus amigos. A amizade não se banaliza. Ponto final parágrafo.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 19:45 | link do post

A consequência é que, pela primeira vez, se discute a reeleição de um Presidente.

 

Pedro Adão e Silva



publicado por Bernardo Pires de Lima às 19:33 | link do post

A administração obama tem dedicado um quase silêncio ao Iraque. É verdade que nunca foi a sua guerra, mas pode vir a ser o pretexto mais interessante para introduzir melhorias no Médio Oriente, o nó górdio da política internacional. Durante este ano, poucas foram as intervenções dedicadas ao conflito mais polémico desde o Vietname e ao pós-conflito, que, após minar a credibilidade da coligação ocidental, entrou em franca melhoria desde que David Petraeus arregaçou as mangas. Obama erra ao manter esta postura.

 

E por duas razões: a primeira, o Iraque encontrou uma fórmula política que, sendo frágil, tem forjado entendimentos entre xiitas, sunitas e curdos, permitindo um aumento de 200% do investimento estrangeiro, o que o torna um mercado promissor caso outros factores o sustentem, entre eles a segurança interna e as relações com os vizinhos. Para isso, convinha apostar mais na eficácia dos serviços de informações e parar com a paranóia recente de excluir os sunitas do processo eleitoral e económico. A segunda é que este caminho abre uma oportunidade ímpar na promoção de um xadrez regional menos hostil ao Ocidente (Israel incluído), e com isso de inverter o aparente destino rumo ao abismo. Obama devia ser o primeiro a interessar-se por isto.
 

Hoje no i



publicado por Bernardo Pires de Lima às 15:37 | link do post

 

Para acompanhar aqui



publicado por Bernardo Pires de Lima às 09:18 | link do post

Se dizes que sou "colaborador de um crime" só tens uma saída:  ir às entidades próprias e fazes queixa de um indivíduo de seu nome Bernardo Pires de Lima.

Se, por outro lado, foi uma força de expressão neste calor da noite - acredita que esta frase, por acaso, me veio à cabeça de repente - estás perdoado e até sou gajo para te pagar o próximo almoço.

Quanto ao nudismo, se um vídeo qualquer fosse parar ao youtube eu perdia imediatamente o controlo sobre aquilo, logo era indiferente se o iria ou não divulgar aqui neste blog. Ampliar a audiência do youtube é difícil, tens de concordar. Mas, mais uma vez, não fui eu que violei as peças processuais. De qualquer forma e em coerência, talvez queiras associar à prática do crime todos os milhares que lá foram espreitar as tramóias do major. Estás no teu direito. Perdes é o teu tempo.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 00:54 | link do post

Bode expiatório? Não. Nem te tenho por aqueles justiceiros de pacotilha que acham que devemos poder ouvir tudo o que a policia grava – legitimamente ou não - invocando um interesse público ou politico que eles próprios definem. Tenho-te em bem melhor conta.

Agora, como é evidente, tornaste-te colaborador de um crime. Ampliaste um crime, por assim dizer.

O argumento de que esta coisa está no youtube e por isso não há problema em divulgá-la nem parece teu. Desde quando é que o youtube decide se uma coisa é legal ou não? Então se no youtube aparecessem uns filmes meus ou teus  confidenciais tu achavas que os devias divulgar? Se aparecessem peças processuais arquivadas (há uma lei que as protege, como sabes) tu achavas que era normal reproduzi-las?  

 



publicado por Pedro Marques Lopes às 00:44 | link do post | comentar

Bom, Pedro, limitei-me a colocar aqui um vídeo que está no youtube, disponível para qualquer coisa como 6 mil milhões de pessoas, ou seja, a população mundial. Não são declarações bonitas, não ficam bem aos cavalheiros, mas não fui eu que violei nenhum segredo. A não ser que me queiras tornar num bode expiatório dos "atentados ao estado de direito". Por mim, é igual.  



publicado por Bernardo Pires de Lima às 00:07 | link do post

Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010

O meu querido amigo Bernardo pôs neste blog uma coisa que nem me atrevo a linkar. Como já referi variadíssimas vezes, acho a divulgação de escutas um crime que põe em causa todo o edifício democrático. Acho, aliás, a divulgação destas e de outras quaisquer um nojo.

Neste blog cada um escreve o que quer e assina por baixo. Eu senti-me mal quando abri o blog e vi aquilo. Acho mal que o Bernardo o tenha feito mas é lá com ele.   



publicado por Pedro Marques Lopes às 22:15 | link do post | comentar

 

 



publicado por Bernardo Pires de Lima às 17:38 | link do post

Vejo as notícias sobre Alvalade e ponho os Fleet Foxes para me acalmar. Em vão. Olho para as negociações do orçamento e vou à estante buscar o Cowboys from Hell . Passo uma vista de olhos nalguns blogs da praxe e os temas são entusiasmantes ao ponto de mudar para o Punk in Drublic, a ver se espevito. Ainda bem que o maradona existe.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 16:34 | link do post

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