Sexta-feira, 23 de Abril de 2010

O assunto nunca foi pacífico, mas não deixa de estar novamente no debate estratégico da NATO: que relação deve ser estabelecida com a Rússia. Por um lado, continua a existir uma percepção de insegurança em muitos aliados face a Moscovo. Por outro, a complexidade das ameaças e a presença da Rússia em muitas matérias de segurança euro-atlântica, tornam relevante o estabelecimento de um novo patamar bilateral.
Este conceito estratégico que sairá da Cimeira da NATO em Lisboa deve, em primeiro lugar, vincar a prevalência do Artigo V, dando corpo normativo a uma solidariedade interna na Aliança que não tem vivido (em boa verdade, nunca viveu) tempos de acalmia. Além disso, devemos ser capazes de colocar no debate a melhor forma da NATO colocar as questões a Moscovo, abrindo-lhe a porta da adesão – pondo-lhe pressão no cumprimento dos critérios e afirmando uma disponibilidade para dialogar que esfrie a tensão para futuros alargamentos -, ou mantendo-a numa parceria estratégica especial.


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publicado por Bernardo Pires de Lima às 10:03 | link do post

A propósito deste post do Pedro Picoito lembrei-me dum senhor da  JSD que fez frente à direcção dos social democratas aquando da amnistia aos criminosos das FP-25. Até há quem diga que a possível pequena animosidade entre esse senhor e Cavaco Silva vem desse episódio.

Dou uma pista. O cavalheiro da JSD é agora presidente do PSD.



publicado por Pedro Marques Lopes às 00:57 | link do post | comentar

Quinta-feira, 22 de Abril de 2010

Não sei dizer se Cameron ganhou este debate, como apontam algumas sondagens. O que sei é que esteve muitos furos acima do anterior. Já Clegg manteve o tom e o bom desempenho do anterior, mas para deslumbrar faltou-lhe algo mais do que apelar a "um modo diferente de fazer política" ou citar Obama umas quantas vezes. Já Brown esteve, na minha opinião, bastante bem. Levou todas as questões que assim o permitiam para a economia, para o seu papel durante a crise financeira, como anfitrião do G20, como líder que perante grandes dificuldades não virou a cara à luta e aguentou o barco. São estes os aspectos que mais preocupam as pessoas. Os eleitores indecisos e voláteis querem perceber quem, neste contexto, é o mais indicado para liderar o governo.

O que Cameron teve hoje a mais deveu-o à Europa. Este tema pode até ser residual na avaliação dos eleitores, mas ele conseguiu colar Clegg e Brown na mesma fotografia. Já na imigração, por exemplo, Clegg teve um discurso que pode captar votos em todos os quadrantes. A minha maior surpresa, sendo este o debate em que a primeira parte era dedicada à política externa, foi o não aproveitamento de Clegg da guerra do Iraque e da total ausência de temas como a suposta relação especial com os EUA e a relação com as grandes potências emergentes. O equilíbrio continua a marcar a campanha, o que é mau para Cameron.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 22:55 | link do post

A NATO fez mais nos últimos 15 anos do que nos 45 anteriores: alargou-se como nunca, esteve na Bósnia, no Kosovo, no Mediterrâneo, no Afeganistão, no Corno de África, combateu piratas, assistiu vítimas de catástrofes naturais e pela primeira vez na sua história viu ser invocado o Artigo V. Estabeleceu parcerias na Ásia, no Médio Oriente, com o Japão e Austrália. Podemos dar-lhe o mesmo nome, mas não confundi-la com o passado.

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publicado por Bernardo Pires de Lima às 18:01 | link do post

A Sky está a fazer um grande trabalho sobre o debate de hoje à noite. Há instantes analisava a linguagem corporal dos três candidatos no primeiro debate. Clegg a falar para âs câmaras, lá para casa, tentando distinguir-se politicamente dos outros em cada intervenção. Brown sorria, tentando alterar a embirração que muitos criaram contra ele, ao mesmo tempo que fazia pontes com Clegg em propostas concretas. Cameron, olhava para quem, na plateia, lhe fazia perguntas, sem nunca perceber que eram os milhões lá em casa que importava convencer. Além disso, mexia-se constantemente para trás e para a frente, para quando Brown o confrontava directamente responder com expressões nervosas, olhares inclinados para baixo e pouca tradução prática do seu manifesto. Por isso desiludiu muita gente. Se hoje conseguir aproveitar o à vontade demonstrado nas "tareias" que deu a Brown em debates nos Comuns, pode fazer esquecer o primeiro round. Na política, as pessoas têm muitas vezes fraca memória, citando de memória um grande pensador político português da última sdécada.  



publicado por Bernardo Pires de Lima às 17:29 | link do post

As últimas sondagens dão em primeiro lugar os conservadores, em segundo os trabalhistas e em terceiro os liberais-democratas. A diferença de 4/5 pontos entre primeiro e segundo dá, sem grande surpresa, menos mandatos nos Comuns aos conservadores. Ou seja, o que está aqui em causa é um cenário em que a Rainha convida para formar governo quem conseguir formar uma maioria estável e necessária nesta fase da economia e dos mercados. O número de deputados reflectindo as actuais sondagens de uma coligação trabalhista/liberal-democrata assegura precisamente isso. É contra este cenário que Cameron tem de apontar baterias se quiser disparar nesta última semana. Que a fraca prestação que teve no último debate sirva para perceber os seus erros.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 17:18 | link do post



publicado por Bernardo Pires de Lima às 13:08 | link do post

Quarta-feira, 21 de Abril de 2010

Desde que há três ou quatro anos ouvi o we are the champions na última jornada em Alvalade, quando garantimos o segundo lugar, que percebi como o Sporting tinha entrado em completa negação.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 19:57 | link do post

Vou estar hoje no Edição Internacional (Renascença) com o Daniel do Rosário (correspondente em Bruxelas) a debater o caos na aviação provocado pelo vulcão, o comportamento da União Europeia e, ainda, o ponto da situação na campanha eleitoral britânica.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 15:36 | link do post

Terça-feira, 20 de Abril de 2010

Parece que não é do conhecimento geral, mas eu ajudo: o melhor futebolista português de todos os tempos era madeirense. Não, não é o Cristiano Ronaldo, nem o Ruben Micael. Era o Artur de Sousa. O “Pinga”.

Para mim, rapazinho pequeno, a Madeira era um lugar mítico onde nasceria de novo um jogador que iria resgatar o meu amado clube da desgraça que na altura vivia.

O “homem que não pára” – como dizia um cronista da Stadium em 1932, depois do Porto assentar uns redondos três zero ao Benfica – havia de ressuscitar e conduzir-nos à terra prometida.

 

As vitórias do meu clube foram diluindo a necessidade dum profeta e só me voltei a lembrar do Pinga quando aterrei pela primeira vez na Madeira. E não, não foi a visão do Estádio dos Barreiros; a beleza das estrelícias , tão belas quanto os dribles do Pinga que nunca vi;  o azul do mar, tão semelhante ao jersey do meu Porto; a recordação do Max a fazer um dueto com a Maria Amélia Canossa cantando – esta foi escrita em madeirense - o “Noites da Madeira”, se não o fizeram deviam ter feito; os copinhos de pinga que alcunharam o Artur de Sousa. Foi a recordação que me ficou cravada das histórias que o meu padrinho me contava acerca do Pinga, tipo fechado mas generoso. De poucas falas mas de muito coração. Desconfiado mas ingénuo. Tímido e espalhafatoso. Duro e muitas vezes violento, mas capaz de chorar por dá cá aquela palha. Um madeirense.

 

Vale a pena ir à Madeira porque aquilo está cheio de madeirenses. Mas ainda há um bónus especial: as abelhinhas.

Os homens e mulheres da terra do Pinga conseguiram um feito único no mundo – aqueles falando, andando, respirando e outros andos que tais também não são propriamente vulgares: desprezaram o horrível termo táxi e apelidaram os carros de praça de abelhinhas. Os condutores são tão chatos como em qualquer outra parte do mundo mas, há que convir, é muito mais doce apanhar uma abelhinha que um táxi.

A propósito, os madeirenses têm também um estranho sentido de humor. Quem é que se lembraria de apanhar uma abelhinha para ir beber um copo às vespas?

 

Publicado aqui



publicado por Pedro Marques Lopes às 18:27 | link do post | comentar

"É escusado. Cada português que se preza é uma muralha de suficiência contra a qual se quebram todas as vagas da inquietação. Conhece tudo, previu tudo, tem soluções para tudo. E quando alguém se apresenta carregado de dúvidas, tolhido de perplexidades, vira-lhe as costas ou tapa os ouvidos. Um mínimo de atenção ao interlocutor seria já uma prova de fraqueza, uma confissão de falibilidade. Quanto mais apertado o seu horizonte intelectual, mais porfia na vulgaridade das certezas que proclama. Não à maneira humilde e cabeçada dos que se limitam a transmitir sem análise um saber ancestral, mas como um presumido doutor, impante de mediocridade."

 

Diários 25 de Janeiro de 1979



publicado por Pedro Marques Lopes às 17:24 | link do post | comentar

600 mil euros para garantir o Paulo Sérgio a três jornadas do fim. Não vá ele ser contratado pelo Real Madrid.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 14:29 | link do post

 

"Porque Portugal precisa de um orgulho a 100%..."



publicado por Bernardo Pires de Lima às 13:39 | link do post

Andávamos à espera deste momento. Não descansámos enquanto ele não chegasse. Inquietos, impacientes, em pulgas. Finalmente, Portugal já não é um pária da fuligem. A nuvem já cá canta.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 13:22 | link do post

"Ontem foi meia hora de nuvem".



publicado por Bernardo Pires de Lima às 13:21 | link do post

Agora é a nuvem. Se um partido português quisesse neste momento introduzir na agenda política uma boa medida tinha que esperar quinze dias para o fazer. Nenhuma imprensa lhe dava eco.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 13:15 | link do post

Segunda-feira, 19 de Abril de 2010


publicado por Pedro Marques Lopes às 16:38 | link do post | comentar

Vou estar também por aqui nos próximos meses.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 16:35 | link do post

Podemos continuar a pensar que os aliados europeus são para as ocasiões. Podemos, mas corremos o risco de não estar a ver bem a fotografia. Veja-se o caso do funeral do Presidente da Polónia e o comportamento do Presidente da Geórgia, se comparado com outros chefes de Estado da União Europeia, como é o caso de Portugal. Saakashvilli, por exemplo, para chegar a Cracóvia a tempo, vindo dos EUA, fez escala em Portugal, Itália, Turquia, Bulgária e Roménia. Só aqui tomou um avião para a Polónia. A sua mulher, por exemplo, conduziu 13 horas seguidas de Tbilissi a Cracóvia.

Por seu lado, o Presidente Cavaco, retido em Praga, podia ter ido de carro até Cracóvia, bem mais perto do que a viagem para Portugal. Sem comitiva "empresarial", claro, mas podia. É verdade, não foi caso único, mas isso não o desculpa. Preferiu este espectáculo parolo das boleias e das estações de serviço para vir rapidamente para o nosso querido Portugal, que já estava muito desorientado sem a sua presença. Perdeu uma boa oportunidade de dignificar o país. Parece que é uma das suas competências.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 14:30 | link do post

What has happened to us all, when serious papers can start raving about "Prime Minister Clegg"? Has someone put something in the water supply? Has some sulphur yellow cloud descended imperceptibly from Iceland and addled our brains? These are Lib Dems we are talking about!



publicado por Pedro Marques Lopes às 11:59 | link do post | comentar

Domingo, 18 de Abril de 2010

Não há nada como uma eleição presidencial para deixar o PS em polvorosa. Fosse possível e suspeito que não faltariam vozes socialistas a tentar mudar o modo de eleição do Presidente da República, dando à Assembleia da República essa atribuição.

 

DN de hoje



publicado por Pedro Marques Lopes às 13:02 | link do post | comentar

 

 



publicado por Bernardo Pires de Lima às 12:46 | link do post

I was born in the soul of misery
Never had me a name
They just gave me the number when I was young

 

Saint Cash

 



publicado por Bernardo Pires de Lima às 00:02 | link do post

Sábado, 17 de Abril de 2010

Para mim a estante está arrumada quando os Beatles estão ao lado dos Black Mountain que por sua vez encostam nos Franz Ferdinand. Admito que não é pacífico cá em casa.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 23:58 | link do post

... ouvir a verdade, quase vinte anos depois: "tu 'tá mas é calado, que o primeiro cd que compraste foi dos Scorpions".



publicado por Bernardo Pires de Lima às 23:53 | link do post

Há uns anos para cá que almoços entre amigos são salpicados por uns "ah, isso é um ganda post".



publicado por Bernardo Pires de Lima às 23:46 | link do post



publicado por Bernardo Pires de Lima às 23:29 | link do post

 

A bem de todos, mas meu em particular, dei hoje com a Assírio & Alvim ali para o Chiado. Bons preços, muito livro, sala pequena como convém. À entrada, um conjunto de ábuns dos melhores ilustradores e cartoonistas nacionais. Trago o de André Carrilho, há muito o meu preferido e com o mérito muito próprio de ter vingado em mercados tão competitivos como o americano ou o inglês. Além disso, na capa está Jimi Hendrix, o que só por si merece qualquer euro dispendido. O livro é uma antologia do seu trabalho até 2007 e inclui ilustração, BD e entrevista. Ao folhear, vejo uma ilustração vencedora de um segundo lugar no World Press Cartoon de 2005 a um artigo meu na velhinha Atlântico. Isto para dizer que o artigo vale pela ilustração a Berlusconi feita pelo inconfundível traço do André. O resto são tretas.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 23:04 | link do post

 

Further Complications (2009)

Jarvis Cocker



publicado por Bernardo Pires de Lima às 12:28 | link do post

Quinta-feira, 15 de Abril de 2010

Depois de assistir ao primeiro debate televisivo da história eleitoral britânica, continuo na minha: a chave desta eleição vai ser Nick Clegg. Foi ele quem, apesar do equilíbrio, mais surpreendeu. É certo que como outsider a Downing Street tinha uma tarefa mais facilitada, mas a sua performance  e posições entram bem em partes dos eleitorados conservador e trabalhista: na fiscalidade, na saúde, na reforma do sistema político, na defesa. Cameron não me pareceu tão à vontade como eu esperava e Gordon Brown não apresentou nenhum rasgo capaz de alterar a visão que se tem dele. Talvez apenas a boa disposição demonstrada possa ter surpreendido, não sei se por estar em fim de era, se por necessidade de alteração de imagem. Veremos se Clegg aguenta a pedalada quando regressar ao palco da Sky, já no dia 22.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 22:30 | link do post

Bernardo Pires de Lima

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