Terça-feira, 31 de Maio de 2011

 

Em 37 anos de Democracia, o espectro político à esquerda do PS, apenas teve duas utilidades: (i) a destruição do sistema empresarial e produtivo no PREC; (ii) a partir daí, o bloqueio de toda e qualquer tentativa reformista no país.

O PCP nem merece grandes comentários... É o que é e sempre foi o que é: coerentemente pouco democrático. Por outro lado, o BE não tem significado muito mais do que uma esquerda vazia coberta com um recheio de caviar. Em tempos, este bloco nascido de partidos radicais ainda mobilizou uma pseudo elite urbano-cultural, mas agora, aprovado o casamento homossexual e legalizada a IVG, esta esquerdice aguda tornou-se no aborto do sistema político: não governa, não deixa governar, nem quer governar. A melhor proposta que a vimos fazer na campanha eleitoral foi a do país declarar falência e dizer aos credores que não vai pagar o que deve (sob o simpático nome "reestruturar"). Que bela tragédia grega...

Poucas democracias ocidentais têm uma presença tão grande no sistema democrático deste extremismo de esquerda. E isso também explica alguma coisa do nosso estado (e Estado) actual.

Um país que se quer desenvolver e gerar confiança, não pode ter no Século XXI, cerca de 20 % do parlamento minado pela retórica gonçalvista. Independentemente de quem ganhar as eleições, é essencial reduzir drasticamente a presença do PREC "moderno" na Assembleia da República.

Segundo as sondagens, os Portugueses começam a perceber isso. É muito importante que essa tendência se confirme no domingo.

 

*Também aqui

 



publicado por Francisco Proença de Carvalho às 19:39 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Na altura marcaram-me três situações: a sua capacidade de olhar em frente depois da década sangrenta; o peso da culpa sentido e colocado nos sérvios; a vantagem de ser português, quer pela ausência de passado trágico, quer pelas potencialidades em estabelecer laços e pontes.

 

Hoje no Diário de Notícias



publicado por Bernardo Pires de Lima às 14:26 | link do post

Estou chateado. Era só isso, obrigado.



publicado por Pedro Marques Lopes às 00:03 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Domingo, 29 de Maio de 2011



publicado por Bernardo Pires de Lima às 12:46 | link do post

...E estes senhores querem saber em quem vota o Fábio Coentrão...Tá bonita a festa, pá! [mas quem paga a conta?]



publicado por Francisco Teixeira às 02:28 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Sábado, 28 de Maio de 2011

Londres continua a querer ser tão especial para Washington como manda a profecia de Halifax e Churchill. Mas será que os EUA têm olhado para essa relação de forma tão romanceada assim? E será que faz sentido falar numa "relação especial" na vasta arquitectura de segurança global promovida por Washington? Tudo depende da forma como definimos os seus termos.

 

Hoje no Diário de Notícias



publicado por Bernardo Pires de Lima às 15:12 | link do post

Sexta-feira, 27 de Maio de 2011

Aqui há atrasado, uma amiga descrevia-me uma interessantíssima viagem ao México. Descansar, dizia ela. Não dei o meu habitual berro de espanto ao ouvir uma cidadã dizer que andar vinte horas de avião, mais umas tantas de carro e enfiar-se num lugar com umas centenas de turistas mais as criancinhas histéricas é considerado descansar. Estava sol, o Porto tinha ganhado e assim sendo a minha disposição permitia-me ouvir os mais lancinantes disparates sem me encanitar todo.

Depois das habituais histórias sobre as magníficas praias e os muito simpáticos americanos que tinha conhecido, relatou-me o ponto alto da viagem.

Tinha ido à selva, ou a um sítio parecido cheio de árvores e bichos, visitar uma tribo que, segundo ela, ainda vivia como há mil e tal anos atrás.  

Vivem do que a terra lhes dá, sem electricidade, telefones, televisão, carros, escolas hospitais, enfim, longe de todos essas invenções infernais. Aqueles privilegiados estão em comunhão com a natureza o que lhes dá uma felicidade sem limites. Mas, sobretudo, não sofrem da mais terrível doença do homem moderno: o stress.  

Nesta altura comecei a achar que a conversa poderia estar a ir para um ponto em que a minha chávena de café se podia tornar num perigoso objecto de arremesso.

 

No meu dicionário, stress vem associado a ansiedade, nervosismo, tensão. Ora, não me parece que um tipo que ande descalço, com as vergonhas cobertas com uma folha de palmeira e que se tenha de defender de cobras e outros antipáticos animais apenas armado com uns pauzitos e umas pedras não sofra de ansiedade. Também não consigo perceber assim muito bem que um homem não fique ligeiramente nervoso por não ter maneira de tratar uma constipação. E nem falemos de casas de banho: eu acho que ficaria bastante stressado se tivesse de fazer cocó no meio de milhões de insectos. Manias, às tantas. Mas ou muito me engano ou era coisa para me deixar gago ou com prisão de ventre para o resto dos meus dias.

 

Claro está, a minha amiga pode pensar que há stress bom e mau. Um tipo meter-se num carro, estar sentado no quentinho, a ouvir música, e passada uma hora chegar ao emprego onde está oito ou dez horas para poder comprar disparates como educação para os filhos, umas meias para o frio, papel higiénico, é stress mau. Já passar um dia a andar descalço de lança na mão a caçar bichos sem sequer saber se vai poder dar de comer às crianças, deitar-se no chão debaixo duma palhota e estar à mercê de todas as doenças do simposium é stress bom.  

 

Eu cá gosto do stress mau. Gostos. Gosto tanto que até adoro os maiores símbolos dessa magnifica doença: os SPAs.

Os Spas são fantásticos porque respeitam o stress. Sabem tão bem que ele é vital para as nossas vidas que nos preparam para cada vez mais nervosismo, luta e demais maçadas. A malta vai lá e relaxa, para na semana seguinte nos podermos enervar ainda mais. “Ahhh, estive no Spa de Ferrão Ferro e vim de lá com as pilhas carregadas”. E para que servirão as tais pilhitas? Pois claro, para as gastarmos em stress.

 

Publicado no suplemento LIFE do DN de dia 26 de Maio



publicado por Pedro Marques Lopes às 20:29 | link do post



publicado por Bernardo Pires de Lima às 01:10 | link do post

Quinta-feira, 26 de Maio de 2011

Portugal melhor:

http://www.youtube.com/watch?v=VM0A_t7l9mo

 



publicado por Francisco Proença de Carvalho às 19:07 | link do post | comentar

Tal como o PML, até dia 5, também vou andar por aqui



publicado por Francisco Proença de Carvalho às 19:01 | link do post | comentar

ABORTO ???????



publicado por Pedro Marques Lopes às 14:31 | link do post | comentar

Não sei se se recordam, mas quando a bolha rebentou nas mãos dos islandeses, em finais de 2008, centenas de pessoas foram-se indignar em frente à casa do Presidente, numa paisagem suficientemente bucólica para levar Ólafur Grímsson a responder à raiva com um gesto de profunda bondade: convidou-os para entrar e tomar café. A Islândia, falida ou em erupção, é um pós-país. Não admira que civilizadamente continue em primeiro.

 

Hoje no Diário de Notícias



publicado por Bernardo Pires de Lima às 13:01 | link do post

Quarta-feira, 25 de Maio de 2011

Peço encarecidamente que alguém avise Teixeira dos Santos que o défice de 2010 foi de 6,8% como está escrito no programa eleitoral do PS. O senhor ministro das Finanças acaba de escrever no site do ministério que foi de 9,1%.



publicado por Francisco Teixeira às 12:40 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Terça-feira, 24 de Maio de 2011

With all its unpredictability, the Arab Spring can work against Al-Qaeda, but can also create new opportunities for the organization to flourish. The revolutions in the Arab world might generate governments not able, or not willing, to cooperate in the struggle to eradicate the presence of the organization, either in terms of intelligence gathering or in the no less crucial task of preventing the spread of radical ideas. After all, no one is born a radical, not even Osama Bin Laden.

 

Manuel Castro e Almeida



publicado por Bernardo Pires de Lima às 15:02 | link do post

Segunda-feira, 23 de Maio de 2011

Eduardo Catroga errou e deveria admiti-lo. Dar a cara e explicar aos portugueses que os custos de trabalho não se baixam, em Portugal, apenas, através de duas vias como defendeu insistentemente: ou se reduz a taxa social única ou se cortam salários. Há uma terceira via, um verdadeiro ovo de Colombo. Contrata-se no Bangladesh a troco de uma refeição e sem escolha de cardápio. Comem sempre o prato do dia e não têm qualquer impacto nas contas da Segurança Social. Ao contrário da perigosíssima redução da taxa social única. Perigosa e irresponsável, claro está.  



publicado por Francisco Teixeira às 14:33 | link do post | comentar

O cenário de um Governo em que Passos e Sócrates coabitem é altamente improvável. Se o PSD ganhar, ninguém de bom-senso está a ver o ex Primeiro-Ministro José Sócrates a ser o n.º 2 de Passos; se acontecer uma hecatombe laranja, então o único caminho que resta a Passos Coelho é a demissão.

Portanto, a estratégia de opinar peremptoriamente sobre cenários de governação é errada, pois vai contra o sentimento generalizado do eleitorado que anseia por alguma unidade nacional para fazer face a esta situação de emergência. Mas, mais do que isso, é uma teimosia inútil!



publicado por Francisco Proença de Carvalho às 12:53 | link do post | comentar

A luta pelo voto útil não se faz atacando os partidos mais pequenos da mesma área política. Faz-se, tentando provar que se é a única alternativa ao principal adversário do outro lado.

Os ataques ao CDS por parte de figuras importantes do PSD não só fazem o eleitorado acreditar que alguma coisa corre mal no seio dos social-democratas para estes estarem preocupados com os centristas, como geram o receio de  poder não haver entendimento estável entre os dois depois das eleições.   

A preocupação com o possível resultado do CDS não devia ser exibida mas não afectará decisivamente a votação no PSD. Já a provável percepção de que a convivência entre social-democratas e centristas será difícil é muitíssimo perigosa para todo o lado direito do sistema partidário.

 

Também aqui



publicado por Pedro Marques Lopes às 10:16 | link do post | comentar

Domingo, 22 de Maio de 2011

No fundo, Obama sabe perfeitamente isto: não depende dele a resolução de um problema que é muito mais israelo-árabe do que israelo-palestiniano.

 

Sábado no Diário de Notícias



publicado por Bernardo Pires de Lima às 23:42 | link do post

Na sucessão de 2000, Washington vetou o primeiro nome alemão, obrigando Berlim a apresentar novo candidato. Nada nos garante que Obama, com uma visão estratégica além-Europa, não procure liderar o actual processo, colocando-se ao lado de Nova Deli, Brasília ou Singapura. A história já nos ensinou que quem não quer adaptar as potências ao sistema arrisca-se a que o sistema seja destruído por elas. Nesses momentos a história foi tudo menos meiga.

 

6ª no Diário de Notícias

 



publicado por Bernardo Pires de Lima às 23:40 | link do post



publicado por Bernardo Pires de Lima às 13:35 | link do post

Sexta-feira, 20 de Maio de 2011

Até dia 5 também vou andar por aqui



publicado por Pedro Marques Lopes às 17:47 | link do post | comentar

Ó Abrantes ando há três semanas à procura, à procura, atentamente à procura e nada. Vejo que todos os jornalistas deste País têm o mesmo problema. Procuramos, procuramos, andamos atentamente à procura e não se encontra uma notícia no programa eleitoral do PS. Eu sei que os outros até as têm (do PCP ao Bloco, passando pelo CDS e pelo PCTP-MRPP), mas no do PS nada. Já o reli 100 vezes e sei que não erraram em nada nos últimos seis anos e que querem defender-nos. Depois, sempre que paro num parágrafo choro. As lágrimas saltam-me e as gargalhadas também.

 

"Tendo em conta a base comparável, isto é, o mesmo universo das administrações públicas considerado para a determinação do défice de 2009, o défice de 2010 foi de 6,8% do PIB, isto é, menos 2,7 pontos percentuais do que no ano anterior. Este é um indicador evidente do esforço de consolidação realizado".

 

Deixo-te um conselho: já que não traduziram o memorando para português metam este parágrafo em inglês. A 'troika' ainda nos baixa os juros, tu não achas?



publicado por Francisco Teixeira às 15:54 | link do post | comentar

Quinta-feira, 19 de Maio de 2011

De duas coisas Obama tem consciência. Não se ganham eleições nos EUA com estratégias para o Médio Oriente. Mas se esta for bem feita, pode ser o que Washington precisa para se manter como grande potência na região. É sobretudo disto que estamos a falar.

 

Hoje no Diário de Notícias



publicado por Bernardo Pires de Lima às 13:35 | link do post

Quarta-feira, 18 de Maio de 2011

Felizmente fiquei sem MEO ao minuto 85.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 21:50 | link do post

Desemprego nos 12,4%? Crise internacional e uma nova metologia.

Resgate de 78 mil milhões? Oposição e crise internacional.

Redução da taxa social única? PSD, PSD, PSD.

PPP custam mais de 50 mil milhões? É o desenvolvimento.

Dívida pública duplica em seis anos? Crise internacional.

Taxas de juro disparam? Oposição e especuladores.

Défice de 2010? 9,1% com mais impostos e o fundo de pensões da PT? Não, 6,8%.

Defender Portugal? PS, PS, PS.

Sócrates não erra. Ok?

 

 

 

 



publicado por Francisco Teixeira às 14:20 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Erros brutais no investimento público, contratos ruinosos em parcerias publico-privadas, reformas deixadas a meio, não faltam razões para o PSD poder criticar a governação. Mas como deve haver uma nuvem radioactiva em São Caetano que perturba o discernimento, tinham logo de se lembrar dum dos poucos casos de sucesso do governo socialista: as novas oportunidades.

Se a intenção é mesmo perder as eleições, o PSD está no caminho certo.



publicado por Pedro Marques Lopes às 10:05 | link do post | comentar

Terça-feira, 17 de Maio de 2011

Ao declínio europeu espelhado em DSK, corresponde o dinamismo turco, indiano ou sul-africano. Já se fala que é deste triunvirato - apoiado pela China, Rússia e Brasil - que pode sair o novo senhor FMI. DSK não é apenas um caso de hotel. É o fim do eurocentrismo por decreto e tradição.

 

Hoje no Diário de Notícias



publicado por Bernardo Pires de Lima às 17:59 | link do post

Aprendi que ganhar é chegar um milímetro à frente. É ter mais um voto. É marcar mais um golo. Há quem defenda que basta ter as costas quentes, um amigo mais forte, conhecer o senhor da secretaria. Por amor de Deus. Temos tapado o sol com a peneira. Chega! Cometer os mesmos erros à espera de resultados distintos é sinónimo de insanidade. PS vence mas PSD e CDS governam?



publicado por Francisco Teixeira às 00:12 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Domingo, 15 de Maio de 2011

Por outro lado, esta opção estratégica pode ter criado um vazio no centro que o CDS não hesitará em aproveitar. É clara a tentativa dos democratas-cristãos em mostrar um discurso mais moderado que os coloque entre o PS e o PSD.

Aliás, agora é de difícil compreensão o porquê de Passos Coelho ter recusado uma aliança pré-eleitoral com Paulo Portas. Se a estratégia era puxar o partido à direita, melhor seria ter metido o CDS no barco evitando aquela previsível jogada dos democratas-cristãos.

 

DN de hoje



publicado por Pedro Marques Lopes às 16:26 | link do post



publicado por Bernardo Pires de Lima às 12:16 | link do post

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