Sábado, 5 de Novembro de 2011

Que tal promover em diante uma estratégia inversa, que privilegie instrumentos diplomáticos a sério, incentivos económicos que aproximem mais a jovem sociedade iraniana do Ocidente e promova uma mudança de regime por dentro, mais transparente com o nuclear? Ninguém tem uma fórmula mágica. Mas o que tem sido testado tem sido um rotundo insucesso.

 

Hoje no Diário de Notícias



publicado por Bernardo Pires de Lima às 13:26 | link do post

Sexta-feira, 4 de Novembro de 2011

 

Depois de mais uma filhadaputice feita à imprensa livre, todos os jornais e revistas dos países que amam a liberdade de expressão e de imprensa deviam publicar caricaturas, bd's, sátiras, o que seja, sobre Maomé e demais parafernália. No dia em que as rotativas pararem, tudo isto deixa de ser respirável. Pior, deixa de ser habitável.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 22:04 | link do post

Citando amigo meu sobre o drama do grande Rinaudo: "Eu nem dormi bem. A minha mulher diz que não compreende como é que eu fico triste com estas coisas. Dói-me o coração".



publicado por Bernardo Pires de Lima às 19:02 | link do post

Paulo Campos apresentou um estudo da KPMG que não é da KPMG. A KPMG desmentiu Paulo Campos. Paulo Campos desmentiu a KPMG e chamou a KPMG ao Parlamento. A KPMG foi ao Parlamento desmentir Paulo Campos. Conclusão? Cometer os mesmo erros à espera de resultados diferentes é um sinónimo de insanidade. Neste caso, insanidade política.



publicado por Francisco Teixeira às 16:51 | link do post | comentar

Horas antes do arranque da noite de Halloween, o primeiro-ministro grego pregou uma partida à Europa. Mas a Europa, velha e retrógrada, só celebra os finados. Fossem os europeus mais festivos e coitado do grego não teria sido tão mal interpretado. Talvez Merkel e Sarkozy possam abordar este tema na próxima reunião do directório.



publicado por Francisco Teixeira às 11:09 | link do post | comentar

Quinta-feira, 3 de Novembro de 2011

A Síria de Assad pode ser daqui em diante o que o Iraque de Saddam foi para o Ocidente após a primeira guerra do Golfo: um permanente jogo do gato e do rato. Até que a impaciência faça estalar uma guerra.

 

Hoje no Diário de Notícias



publicado por Bernardo Pires de Lima às 12:58 | link do post

Quarta-feira, 2 de Novembro de 2011

Ao pé dos doidos varridos Merkl e Sarkozy, o Papadreou é um símbolo de responsabilidade e ponderação.



publicado por Pedro Marques Lopes às 01:04 | link do post | comentar

Terça-feira, 1 de Novembro de 2011

Belo dia, ao entrar para a primeira oral na universidade de Roma, vejo umas boas dezenas de "jovens" estudantes (o "jovem" italiano pode ir até aos 40) empoleirados nas cadeiras, mesas e numa agitação com papelada que envergonhava qualquer manif universitária em Lisboa. Abri a porta e voltei a fechá-la. Cá fora pergunto a alguém se aquilo era mais um dos milhares de protestos anti-guerra dessa altura. Estávamos na véspera da invasão ao Iraque e Roma vivia intensamente o momento. Tão intensamente como o que vi poucas semanas depois, com milhares na rua pelos direitos dos gatos. A resposta à minha inquietação foi imediata: não é uma manif, é a oral de storia del pensiero politico. Caos calmo, minha gente, caos calmo.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 20:30 | link do post

Ler um jornal italiano foi sempre uma aventura para mim. Nestes dias de sol romano, voltei à experiência. Mais de um terço é dedicado à enervante política interna e ao bunga bunga dos cabeçalhos: Panini-Mazini isto, Frascati-Bombardini aquilo, depois Mascarela-Focaccia faz que acontece, Lombardo-Frizante-Galante partem a loiça no Parlamento, por aí fora e por aí dentro. Ou um gajo decora as centenas de apelidos dos galifões ou tem de passar logo para as páginas do calcio. O drama é que aqui os clássicos já estão em fim de carreira. Saudade para Giannini.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 20:14 | link do post

Há por aí uns poucos cavalheiros nos jornais muito entretidos a falar da "sua geração". Há até quem já se tenha auto-apelidado de "expoente" e outras coisas cheias de simplicidade humana. Não sei se alguém lhes passou procuração para falar em seu nome, mas quando um ou outro se refere à faixa etária a que pertenço encaro esse momento como certo para esse jornal passar imediatamente para o fundo da pilha de papéis ou ir mesmo para limpa-vidros. É das coisas que mais me deixa fodido, a par das vitórias do benfica.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 19:08 | link do post

Morreu-me um amigo. Rapaz da minha idade. Daqueles de que não se guarda uma única memória menos agradável, um ressentimento por pequeno que seja. Um tipo duma bondade desarmante, sempre pronto a descobrir algo de bom no mais refinado sacana. Morreu como viveu: sem um pingo de revolta contra a vida que tantas vezes o maltratou, nem contra o cancro que o devorou em meia dúzia de meses.

Deu o último suspiro nos braços da mãe. Quem o aqueceu quando nasceu, amortalhou-o. Não pode haver maior sofrimento. Toda a revolta, toda a tristeza, todo o desespero de quem o amou e tão cedo o perdeu é quase nada quando nós choramos por quem nos devia chorar.

Lembro-me sempre do meu avô, junto do meu tio morto, a gemer: “e agora, quem me leva?”

O único, o radical, o momento que muda definitivamente a nossa vida é o nascimento dum filho. E não, não é só por deixarmos de podermos ou não estar sós, de as consequências dos nossos actos deixarem de ser apenas nossas, mais que tudo é a consciência do tempo certo da nossa morte. Deixamos de fazer a contagem não em anos ou décadas, pedimos só que os nossos filhos nos sobrevivam. É provável que um filho traga a ilusão da eternidade, de alguma coisa nossa permanecer depois da nossa ida, mas a nossa racionalidade ou o nosso coração, eu sei lá, não nos deixa ir tão longe. Queremos apenas normalidade. Que no nosso leito de morte nos reste uma pequena e definitiva alegria: o meu filho fica.  



publicado por Pedro Marques Lopes às 16:39 | link do post

Há dias trouxe a esta coluna a visão da Administração Obama sobre o Pacífico. Pela pena de Hillary Clinton, America’s Pacific Century deu largas à prospectiva temporal, geopolítica e económica norte-americana. Em resumo: os EUA são há muito potência do Pacífico, é na Ásia que está o potencial económico, a maioria dos consumidores e onde importa desenvolver o mercado securitário. Logo, é ali que os EUA se devem concentrar para garantir dois requisitos: novos e melhores mercados que alavanquem a sua economia; ser esta, a par de uma rede de segurança, o garante da primazia no sistema internacional.

O artigo gerou reacções na imprensa asiática. Esgrimiram-se argumentos sobre um aumento da conflitualidade e outros, aliviados com a aposta, assumiram implicitamente desconforto com o crescimento chinês e com as placas tectónicas latentes (Índia/Paquistão; China/Rússia; Coreias; Japão/China; Taiwan). Curiosamente, da Europa pouco ou nada se ouviu. Podíamos pensar que, tendo Clinton dado um tom fúnebre para a era transatlântica, os europeus iriam reagir à sua secundarização. Nada disso.

A Europa vive ensimesmada. Vive na metadona transatlântica garantida: sabe que os EUA recebem mais de um terço do investimento externo europeu e que os milhões de empregos deste espaço amarram Washington ao Atlântico. Factos são factos. Só que estratégias são estratégias e nada garante que a atrofia europeia não encoraje a deslocalização dos investimentos americanos para a Ásia.

A secundarização da Europa é muito mais um problema europeu do que uma cruz que a Casa Branca carregará: a geografia, inovação, demografia, risco empresarial e formação científica jogam bem mais a favor da geometria comercial norte-americana do que da europeia. Podemos continuar a pensar no dia de ontem. Ou podemos começar a preparar-nos para depois de amanhã.

 

Sábado no Diário de Notícias



publicado por Bernardo Pires de Lima às 15:31 | link do post

Os pequenos países não têm alternativa senão aproveitar ao máximo os poucos momentos em que sobem ao palanque internacional. É o caso de Portugal este mês de Novembro, ao assumir a presidência do Conselho de Segurança.

 

Hoje no Diário de Notícias



publicado por Bernardo Pires de Lima às 15:23 | link do post

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