Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012

Uma coisa é a liberdade de expressão, outra é colar-se à sua sombra e fazer política. Esta senhora fez política. Com o dinheiro dos nossos impostos fez política. Não tem mal fazer política com as subvenções que o Estado dá aos partidos políticos. Mas ela fez política com o dinheiro dos nossos impostos que serve para informar, com a nossa rádio "paga por nós todos". E isso eu não gosto. É mau. É mau. E fez-me lembrar uma frase do Pedro Rosa Mendes: a tal que fala de figuras grotescas.



publicado por Francisco Teixeira às 16:26 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Em 2010, Cavaco ganhou 280 mil euros brutos, cerca de 20 mil euros por mês antes de pagar impostos. Incluindo dois subsídios. Em 2011 ganhou metade, qualquer coisa como 10 mil euros brutos por mês porque deixou de acumular pensões com o salário e o próprio salário sofreu um corte de 5%. Cavaco ganhava 100, em 2010, passou a ganhar 50, em 2011, e continuou a fazer exactamente a mesma coisa: a ser Presidente da República. Levou um 'hair cut' à grega e no último no fim-de-semana só se esqueceu de o explicar. Imaginemos que tinha dito: "Enquanto Presidente, no último ano, sofri um corte de 50% nos meus rendimentos  o que me obrigou a cortar gastos. A minha situação não é sequer comparável com a que vivem milhares de portugueses, sou um privilegiado. Mas estou inteiramente solidário com todos os que hoje passam por dificuldades". Hoje Cavaco podia, até, responder aos senhores dos blogues que confundem uma gafe com política baixinha: "Venham cá deixar as moedas que sei bem o destino a dar - vão para quem quer e não tem o que comer".  

 



publicado por Francisco Teixeira às 13:59 | link do post | comentar

Será o primeiro "Estado da União" pós-Ben Laden, pós-Iraque e com as primárias republicanas ao rubro.

 

Hoje no Diário de Notícias



publicado por Bernardo Pires de Lima às 12:39 | link do post

Sobre a comunicação social, ao contrário do Pedro e do Pacheco Pereira, não me surpreende nada o que tem acontecido. Aliás, não é de hoje e não foi, em nada, influenciado por este Governo. Se olharmos para a última década temos três movimentos claros: concentração de meios em poucos grupos, grupos cada vez mais expostos ao crédito e dependentes da oscilação dos mercados e, por fim, informação cada vez mais permeável à fragilidade financeira dos patrões dos media. Repito: não é de hoje.

Sobre o capital angolano estranho os que se indignam agora com o que é Angola. Então e quando entraram, à época, no maior banco privado português (BCP)? E quando entraram na petrolífera nacional (Galp)? E quando entraram no BPI e na Zon? Só se é virgem uma vez, mesmo quando se perde a virgindade já velho.

Sobre o Pedro Rosa Mendes não sei o que aconteceu. Sei uma coisa que para mim é clara. Tão clara para mim como para ti, Pedro, como o é para o Pacheco Pereira. Quem faz opinião sabe-o: não vais a casa do patrão dizer mal dele. E é uma coisa tão clara, tão clara, tão clara que nunca li uma crítica do Pacheco Pereira no "Público" ao engenheiro Belmiro, nunca o ouvi criticar Francisco Pinto Balsemão na Quadratura do Círculo ou arrasar com a Cofina nas duas páginas semanais da Sábado. O mesmo se aplica a todos os comentadores, de todos os meios. Não dizes mal do patrão que te abre a porta de sua casa. Quando entrei no jornalismo, em 2002, tive uma grande entrevista com o senhor engenheiro Magalhães Crespo, presidente do Conselho de Administração da Renascença. Em cinco minutos explicou-me o essencial: todas as notícias que envolvem a Igreja Católica são muitos bem filtradas. Podia ser de outra forma? Não. Daí, eu ser um claro defensor da proposta de Miguel Relvas: privatizai a RTP e depressa e acabai com os "tentáculos" que outros tiveram, alimentaram e nunca abdicaram.




publicado por Francisco Teixeira às 12:19 | link do post | comentar | ver comentários (4)

O Pacheco Pereira  tem vindo a falar sobre o poder crescente de organizações angolanas na comunicação social, e não só, em Portugal. Desta vez, parece que adivinhou este miserável episódio. Em frente.

O facto de aceitamos alegremente dinheiro de proveniência duvidosa, fingirmos que é normal a família Santos ter tanto dinheiro e dominar uma inteira economia,  é um sinal dos tempos e, infelizmente, da nossa miséria moral. Mas pior é sentirmos que há gente dentro do Governo português que é uma espécie de ponta de lança dos interesses dessas organizações angolanas. É mesmo assustador.

 

P.S Francisco, é bonita, quase enternecedora, a tua boa vontade, a tua capacidade de ver boas intenções onde eu vejo uma descarada interferência em conteúdos numa empresa pública, um despedimento disfarçado de remodelação. Era capaz de te pedir para leres a notícia mais uma vez, mas percebo que o teu bom coração não te permita ler o que o meu malévolo lê. Deve ser da velhice.   

 



publicado por Pedro Marques Lopes às 12:15 | link do post | comentar

Não conheço Angola, nunca fui a Angola, mas não acho que Angola tenha mudado depois de um programa da RTP. Tão pouco mudou, nos últimos sete meses, a nossa relação com Angola. Os accionistas da Galp, BPI, BCP e Zon (só para citar alguns casos mais pesados) continuam a ser os mesmos. Recentemente o peso económico de Angola em Portugal só mudou num ponto: aumentou depois de terem comprado o BPN. Eu vi o Prós e Contras e não me senti insultado, como não me senti defraudado com a entrada dos chineses na EDP, como não me sentirei fragilizado por ver árabes a entrar na REN, ou angolanos a comprarem a RTP.



publicado por Francisco Teixeira às 11:12 | link do post | comentar

Muito me contas. Não percebo uma coisa no texto: acabou-se com um espaço de opinião de cinco pessoas porque uma delas, por uma vez, criticou um programa de televisão? 



publicado por Francisco Teixeira às 11:04 | link do post | comentar

O Wall Street Journal diz que Portugal será a Grécia e deixará, em breve, de pagar as suas dívidas. O artigo é construído com três fontes: um relatório do grupo de privados que perdeu dinheiro com a renegociação da dívida grega, um broker da FxPro e Fernando Teixeira dos Santos, "who helped negotiate the bailout package under the prior government".



publicado por Francisco Teixeira às 10:53 | link do post | comentar

Francisco, parece que estamos conversados, não é?



publicado por Pedro Marques Lopes às 10:50 | link do post | comentar

Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012

Acompanhar a vida dos Crawley é mais do que um hábito semanal. Tornou-se um vício.



publicado por Francisco Teixeira às 22:58 | link do post | comentar | ver comentários (3)

Gostei de o conhecer, coincidimos numa ida de Paulo Portas à Polónia. Não percebo um ponto: como pode ser novidade a saída em Janeiro, se a decisão era pública desde Agosto. Os Pedros conseguiram: vou ouvir Antena 1....



publicado por Francisco Teixeira às 22:53 | link do post | comentar

Veremos como a novela se desenvolve. Quarta-feira ouvimos a crónica dele na Antena 1, pode ser que o Rosa Mendes diga alguma coisa.



publicado por Pedro Marques Lopes às 22:45 | link do post | comentar

Gosto de políticos sinceros. É verdade, as desculpas evitam-se, mas eu sou sincero: gosto quando falam verdade. Gostei disto, senhor Presidente. Gostei. Só um pormenor: quanto recebe?



publicado por Francisco Teixeira às 22:36 | link do post | comentar

Não sei o que se passou em Angola há uma semana...mas o Pedro Rosa Mendes é o que soube, em Agosto, que estava de saída?



publicado por Francisco Teixeira às 22:32 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Ouvi dizer que o jornalista Pedro Rosa Mendes que fez esta peça terá sido despedido pouco depois do sr. Ministro dos Assuntos Parlamentares ter regressado de Angola. Se assim foi nem sei o que diga.

Para quem não saiba o referido jornalista é um profundo conhecedor da realidade angolana, apesar de para o caso em questão isso pouco importar.

 



publicado por Pedro Marques Lopes às 21:52 | link do post | comentar

O "Em Busca das Montanhas Azuis" do Fausto é uma obra-prima. Não há um único tema que não seja uma preciosidade. O disco é um encanto de pormenores poéticos e musicais. Há muito muito tempo que não me emocionava tanto a ouvir um disco, e o melhor é que de cada vez que o ouço gosto mais dele. Ah ganda Fausto.


publicado por Pedro Marques Lopes às 17:34 | link do post | comentar

O "perdão" do professor ao "pontapé para a bancada" de Cavaco só reforça a candidatura presidencial. A missa ainda vai no adro e Cristo pode mesmo descer à Terra.



publicado por Francisco Teixeira às 13:17 | link do post | comentar

Todo o populismo é vítima do boomerang. Todo, sem excepção. Ana Drago devia saber que é um dos velhos, velhos, velhos, velhos princípios da política. 



publicado por Francisco Teixeira às 12:52 | link do post | comentar

Para não variar as enormidades de Cavaco Silva vão ser esquecidas, absolvidas no altar do seu suposto sentido de Estado e da sua mui cantada seriedade. Não faltará gente a perdoar-lhe a "pequena" falha de comunicação e a fazer as mais idiotas comparações com os bombos da festa do costume.

Nada de novo. Cavaco foi abençoado por uma espécie de manto de impunidade. Tudo lhe é permitido, não há infâmia que faça ou disparate que diga que não lhe seja perdoado. A maquinação da suposta espionagem aos seus computadores e a  patética tramóia orquestrada pelos seus mais próximos colaboradores foi apenas um lapso, e, ele, claro está, não sabia de nada; o nojento discurso de vitória nas últimas presidenciais foi um apenas um momento infeliz e foi muiiiiito diferente do que Isaltino Morais e Fátima Felgueiras andaram a dizer; a defesa dos seus não muito dignos compagnons de route só demonstra que ele gosta mesmo muito dos seus amigos e que é tão ingénuo e tão boa pessoa que não se apercebeu do calibre dos personagens.

Salve o Rei Cavaco, infalível e inimputável.



publicado por Pedro Marques Lopes às 12:20 | link do post | comentar

Domingo, 22 de Janeiro de 2012

Cavaco, o académico que anda há 18 anos emprestado à política tem direito a três reformas e não duas: como professor e investigador, como quadro do banco de portugal e como ex-primeiro-ministro (suspensa desde que é presidente). Mas sim, Cavaco não é político. Um político com P maiúsculo não humilha o seu povo. Ele foi só emprestado a essa coisa abjecta a que chamam política.



publicado por Francisco Teixeira às 22:56 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Às tantas, o político profissional com mais anos de carreira não conhece a real situação dos portugueses. O homem que foi eleito primeiro-ministro três vezes e Presidente da República duas, ignora como os cidadãos vivem. Nesse caso, o problema, infelizmente, não é dele, é nosso, pois temos votado num indivíduo que se está borrifando para nós e para a nossa vida.

Anteontem tive vergonha de ter votado algumas vezes neste senhor.

 

DN de hoje



publicado por Pedro Marques Lopes às 17:29 | link do post | comentar | ver comentários (1)



publicado por Bernardo Pires de Lima às 13:11 | link do post

Sábado, 21 de Janeiro de 2012

Cavaquices à parte, o que me anima hoje é isto: "Superei Nordahl e isso orgulha-me, mas agora aponto para Altafini.” Don Francesco entrou, finalmente, na história.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 22:49 | link do post

Quase quarenta anos de política profissional activa. Dez anos de experiência na chefia do governo, a caminho de mais dez na presidência. Tanto cabelo branco político para isto: uma calinada do tamanho das que o estagiário político Álvaro nos tem dado.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 22:47 | link do post

E sem aviso prévio, as primárias republicanas voltaram a uma disputa que parecia perdida. Em poucos dias, a corrida de vencedor anunciado deu uma reviravolta sem efeitos definidos. Hoje, na Carolina do Sul, saberemos a consequência nas urnas do regresso da moralidade absoluta à arena política. A moralidade da vida privada, um clássico em qualquer campanha republicana, e a moralidade do capitalismo, um mantra que atacou subitamente a direita americana.

 

Hoje no Diário de Notícias



publicado por Bernardo Pires de Lima às 15:21 | link do post

Temos um Presidente da República sério e respeitável. No entanto, com o seu discurso de tomada de posse há cerca de um ano avisou-nos que o seu grau de sensatez já era duvidoso. As recentes declarações são a confirmação de um preocupante estado de insensatez que afecta o mais alto magistrado da nação. São de uma pequenez enorme. Esperemos que tenha sido um acidente de percurso, pois precisamos muito, mesmo muito, do bom-senso do Prof. Cavaco Silva.



publicado por Francisco Proença de Carvalho às 15:16 | link do post | comentar | ver comentários (55)

Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012

Cavaco abdicou do salário de Presidente (6523 euros/mês) e trocou-o por um conjunto de pensões, num total de 140 mil euros por ano. Hoje disse que as pensões não cobrem as suas despesas. Só pode estar viciado em jogo. Só pode.



publicado por Francisco Teixeira às 20:57 | link do post | comentar

O Presidente diz que as reformas que ganha não dão para pagar as despesas que tem. Eu preferia que o meu Presidente vivesse apenas do seu salário. Se está no activo que viva do seu salário. Um dia quando se reformar viverá das suas reformas.



publicado por Francisco Teixeira às 16:59 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Hoje no Económico



publicado por Francisco Proença de Carvalho às 11:06 | link do post | comentar

Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012

A litigância por má fé aplica-se a guerras sindicais?



publicado por Francisco Teixeira às 17:04 | link do post | comentar

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