Há uma coisa que me deixa perplexo na política e ela é a manutenção de Manuel Pinho no governo. Não é por Zapatero ter substituído Pedro Solbes na mesma pasta que digo isto. Apenas porque me ultrapassa que alguém com tamanha responsabilidade se possa manter no cargo depois de ter decretado o fim da crise, a imunidade de Portugal à hecatombe e proporcionado ao país um triste espectáculo nas páginas do DN há duas semanas atrás. A Constança acertou na mouche: o país de Pinho é outro, não este.