O cidadão, habitante em Sintra, consulta a lista para as Europeias e constata que a candidata do PS à sua Câmara vai mais do que provavelmente ser eleita deputada europeia. Alguém o informa que não precisa de se preocupar porque chegada a altura da campanha eleitoral para a autarquia, Ana Gomes dará o seu lugar ao candidato seguinte na lista. Mais, no caso de ser eleita Presidente da Câmara alguém a substituirá no Parlamento Europeu.
O caso de Ana Gomes não é, longe disso, único. Quer se queira quer não, há um desrespeito objectivo pelas decisões dos eleitores.
Existe uma razão para que as listas de qualquer partido sejam preenchidas com nomes. Não votamos – cada vez menos, aliás – apenas em partidos, votamos também ou sobretudo em pessoas.