Quinta-feira, 21 de Abril de 2011

Oportunismo é reduzir o IVA em 1% para depois ter de o aumentar em 3%.

Oportunismo é prometer o TGV, lançar o TGV, adjudicar o TGV para depois termos de indemnizar o TGV.

Oportunismo é aumentar os funcionários públicos em 2,9% antes das eleições.

Oportunismo é termos um défice de 5,6% antes das eleições e de 9,4% depois delas.

Oportunismo é o défice de 2010 ser em Janeiro deste ano de 6,8% e de 8,6% em Março.

Oportunismo é não precisarmos de ajuda até ao dia 23 de Março e a 15 de Abril sabermos que o dinheiro acaba em Maio.

Oportunismo é dar-se meio dia de ponte quando o País já tem pela frente um fim-de-semana de quatro dias e o FMI a fechar um resgate no Terreiro do Paço.

 



publicado por Francisco Teixeira às 15:59 | link do post | comentar

11 comentários:
De Joana a 21 de Abril de 2011 às 20:20
Oportunismo´são as frases (sem explicação e fora de contexto) que são aqui escritas para pessoas que não tiveram possibilidadr de se educar / formar


De João Sá a 22 de Abril de 2011 às 11:33
Oportunismo é, de facto, uma atitude comportamental que grassa em muitas partes da nossa população. Não apenas nos políticos ditos profissionais, mas também noutras partes.


De Francisco Teixeira a 23 de Abril de 2011 às 16:08
Não fosse trágico, seria cómico


De Marinho Osório a 21 de Abril de 2011 às 20:55
Oportunismo é dizer tudo isso como se a vida fosse como um texto... que se escreve e se apaga, se corrige se ao patrão não agrada...
Meu amigo, oportunismo é dar ideia que se ajuda o país, mas no fundo, estar apenas à espera do momento certo. Oportunismo é negociar PECS e depois dizer que não sabem das medidas. Oportunismo é suspender a escolha do povo, ignorando que foi o povo que escolheu o caminho até 2013. Oportunismo é suspender modelos de avaliação sem apresentar alternativas. Oportunismo é "contratar" civis "contra-políticos" pelos votos que mereceram no passado. Oportunismo é ignorar que em 2010 se pagaram submarinos adquiridos no tempo dos seus, 30 milhões mais caros, em ano de tanga. Oportunismo é ignorar que se pagou ao citigroup a artimanha usada em 2003 para esconder o défice. Oportunismo é dizer que lhes faltaram ao respeito e afinal, os portugueses é que foram desrespeitados. Oportunismo é achar para chegar ao poder vale tudo, mesmo levar o povo para este caminho.
Agora parvoíce é achar que os que aqui vêm não têm memória, e que o poder é merecido só por se dizer mal de quem faz, contrapondo com a inexperiência de quem nunca fez, baseado naqueles que o pouco que fizeram, fizeram mal.


De Francisco Teixeira a 23 de Abril de 2011 às 16:10
Fala de confronto partidário. Falo do País, falido, encostado às cordas que pede fiado. Esse deve ter vergonha e não acrescentar meia ponte a quatro dias de férias.


De Marinho Osório a 23 de Abril de 2011 às 16:23
Concordo (conforme disse no post anterior)
É inevitável o confronto partidário. O amigo não está acima dele, pois critica quem faz (sempre mal pelos vistos) tentando defender aqueles que nada fizeram em contributo do país, do lado da bancada onde os portugueses os quiseram.
Existem formas dignas de levar alguém ao comando do país. Esta, seguramente, não será a mais Nobre delas.

Talvez esteja a exagerar. Prometo mais atenção.


De Núncio a 25 de Abril de 2011 às 18:20
Se calhar a forma mais nobre de levar (e manter) alguém ao comando do país é pela mentira ("150 mil postos de trabalho novos", só para dar um cheirinho), pelo medo (só em Cuba, Roménia e afins me lembro de ver congressos aclamatórios e unanimistas como o último), pela manipulação (se a crise tivesse começado com o chumbo do PEC, estaríamos nós no Paraíso).
Sendo apartidário, sinto profunda tristeza de assistir à degenerescência democrática de um dos partidos fundadores da III República, com o aplauso de alguns e o silêncio de muitos... Sinal dos tempos, de fim de ciclo, em que o chefe do Governo é alguém sem currículo académico ou profissional, sem formação linguistica, cultural, tecnológica, sem passado... e que deixa Portugal com pouco futuro!


De Marinho Osório a 26 de Abril de 2011 às 11:03
Saberá que essa promessa quase foi cumprida precisamente no momento do Sub Prime nos EUA. Mais de 137000 foram criados. Naturalmente não lhe interessa agora, procurar noticias do inicio de 2008... também não faz diferença!

Agora o outro argumento do "congressos aclamatórios e unanimistas" é tão minimalista e simplista que arrepia. Naturalmente o amigo acredita na democracia, no poder do voto, se ele lhe for ou conveniente, ou se ele não for claro e inequivoco.
Na sua opinião, democracia pressupôe divisões claramente definidas em relação a um qualquer lider... É redutor! Pois a democracia apresenta resultados. Entre todas as vozes a favor e contra, usa-se matemática para encontrar um vencedor.
Sei que para si, vencedor é até poderia ser mas apenas com 40%... mas não! Com divisões, com diferenças de opinião, o resultado foi de 93%. Assim como o de Passos Coelho foi de 70%. Assim com Paulo Portas... Estarão todos os partidos a ficar "Cubanos"?


De Núncio a 27 de Abril de 2011 às 12:06
1. Qual "subprime"? Mas isso chegou a Portugal? Não deve ter chegado, pois em Janeiro de 2008 a primeira taxa do IVA baixou e em Janeiro de 2009 estavam os funcionários públicos a ser aumentados em 2,9% (o maior aumento de há muitos anos a esta parte).
2. Isto é só para não nos tomar por parvos. Não vou entrar aqui em discussões partidárias, não me interessam e desprezo-as até. O meu partido é Portugal, do qual, pela primeira vez na vida, me apetece desvincular-me, com profunda tristeza. E em grande parte por causa de cidadãos que vêem o país a afundar, mas ainda apontam como responsáveis Salazar, Vasco Gonçalves ou Cavaco Silva. Todos menos o menino de oiro que faz parte do governo "só" há quinze (1) anos quase ininterruptos.
3. E não me impute pensamentos nem actos, não me conhece de lado nenhum, não teve ainda esse prazer, que eu saiba.


De Adolfo Contreiras a 25 de Abril de 2011 às 17:15
Caro,
O seu texto. esse sim, é o cúmulo do oportunismo. Porque resume a complexidade de acontecimentos internos e externos a sete parágrafos de conclusões que surgem como nascidos do nada.
E antes já, mui oportunisticamente, resumiu o espaço temporal de cerca de dois anos nos quais lderam os acontecimentos, depois resumidos a sete conclusões de resultados considerados "nefastos" pelo próprio, sem mais.
Oportunismo caseiro é fazer este tipo de análise sumária, como se o país tivesse nascido há dois anos e vivesse como no "salazarismo" orgulhosamente só e não incluido num espaço europeu de quem recebeu/recebe directivas.
E durante este tempo que refere só acomteceu o que descreve? A crise dos produtos tóxicos nunca existiu? A montanhosa fraude do BPN nunca existiu? O ataque especulativo à dívida soberana nunca existiu/existe? O custo enorme do Citigroug e dos submarinos nunca existiu? Os cerca de dez mil milhões pedidos pela Manuela no governo Barroso nunca existiu?
E agora compare o que ficou que se recorde para bem de Portugal desse governo, com o rol de boas coisas inscritas no país e bons resultados que podemos nomear em diversas áreas das ciências, da energia e da educação.
Oportunismos há muitos e muito Nobres.


De Francisco Teixeira a 26 de Abril de 2011 às 10:45
Então deixo-lhe um resumo dos últimos 19 meses. Sim 19 meses em que o défice cresceu 4,5%:

"O défice de 2010 foi de 6,8% até 11 de Janeiro deste ano. Depois (em Março) os perfeccionistas do Eurostat meteram-no em 8,6%. Agora estes energúmenos da estatística europeia voltaram a aumenta-lo para 9,1%. Se a estes 9,1% retirarmos o fundo de pensões da PT (mesmo assumindo o pagamento dos dois submarinos com parte desta receita extraordinária) o défice do ano passado foi de 10,1%. Se até às eleições de Setembro de 2009 o défice era de 5,6% quer dizer que o segundo Governo Sócrates, com dois aumentos de impostos e um corte salarial (plano de austeridade de Maio de 2010 e OE/2011), conseguiu a proeza de aumentar o défice em 4,5%. A Páscoa costuma ser dada à libertação dos pecados. Mas é preciso redenção para que surta efeito".



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