Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012
Uma coisa é a liberdade de expressão, outra é colar-se à sua sombra e fazer política. Esta senhora fez política. Com o dinheiro dos nossos impostos fez política. Não tem mal fazer política com as subvenções que o Estado dá aos partidos políticos. Mas ela fez política com o dinheiro dos nossos impostos que serve para informar, com a nossa rádio "paga por nós todos". E isso eu não gosto. É mau. É mau. E fez-me lembrar uma frase do Pedro Rosa Mendes: a tal que fala de figuras grotescas.
De … a 24 de Janeiro de 2012 às 18:29
Esta senhora «fez política»?! Que horror, e já não se pode prendê-la, ou pelo menos obrigá-la a pagar do seu bolso os cinco minutos de publicidade? E não há mais ninguém a «fazer política» na RTP? Ou o «arco da governação» não conta?
De raquel freire a 28 de Janeiro de 2012 às 20:17
Caro Francisco Teixeira,
esclareço-o desde já para que não se equivoque: só lhe respondo porque o senhor tem a sorte de partilhar o blogue com Pedro Marques Lopes, um cidadão que eu respeito, pois exactamente ao contrário de si, é um democrata que defende os valores da nossa Constituição da República com uma integridade intelectual exemplar.
Eu fui convidada para expressar a minha opinião numa crónica de opinião política sobre os novos movimentos sociais. Claro que eu faço política, faço-o como cidadã e faço-o como cronista que estuda a nossa democracia. Ou quer voltar ao tempo da velha senhora em que fazer política que não “a política do regime totalitário” era um crime? E sim, essa é uma das diferenças entre os regimes totalitários e os democráticos: o serviço público deve expressar a pluralidade de opiniões dum país e não ser a voz do dono. Vá ler a nossa Constituição da República Portuguesa. Eu estudei-a em Coimbra com o professor Gomes Canotilho, mas estou certa que sozinho conseguirá perceber os princípios lá consagrados que definem o nosso Estado de Direito Democrático.
Garanto-lhe que enquanto eu for viva, o seu tipo de violência e de falta de cidadania perante uma situação destas, em que eu e o Pedro Rosa Mendes fomos censurados e despedidos por criticarmos os nossos medíocres governantes, terá uma resposta, a que eu dei na minha última crónica (que tão gentilmente aqui postou), e da qual transcrevo o final, não vá a audição traí-lo: “Como povo, passámos tempos piores do que este e soubemos levantar-nos do chão. Vamos ter que ser nós, pessoas, a estar à altura da gravíssima situação que vivemos, porque quem nos governa não está. Nós não estamos condenados a esta humilhação. Não desanimamos nem desistimos. Por isso 2012 é o ano dos desafios, de apresentar e operacionalizar as alternativas. De ganharmos coragem e responsabilidade. É o ano de perdermos o medo."
Nota final: fiquei desiludida em relação à falta de nível, de educação, de honestidade intelectual e sobretudo de imaginação, com que os seus colegas me tentam insultar, mostrando que não sabem o que é fazer política. Estando no top ten de cidadãxs democratas a eliminar nos blogues dos skins heads há tantos anos, já me ri com publicações mais... elaboradas.
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