RTP. Sou dos que não percebe porque tem o Estado de ter meios de comunicação social. Por mim, todos vendidos, o mercado regulado e é assinado um contrato de prestação de serviço público com aposta clara na diáspora, na produção nacional e etc.. Acho que a posição do Governo peca por escassa.
Opinião. Pedro, não somos ingénuos e ambos sabemos que no dia em que o comentador da casa não fizer outra coisa além de atacar o patrão será, pura e simplesmente, despedido. E acho muito bem: no dia em que Público fizer do engenheiro Belmiro o seu alvo...[nem se justifica terminar o raciocínio].
Política. Ambos sabemos que o não caso da RDP tresanda a politiquice. Tresanda. Ouve a cineasta Raquel Freire e está lá tudo: a luta de classes, o provo oprimido, o Governo da 'troika', a emigração forçada e os danados do grande capital. Só não vê quem não quer.
Delito de opinião. Continuo a não acreditar que o Pedro Rosa Mendes foi despedido por ter criticado na rádio do Estado, um programa da televisão do Estado. Isto ainda não é a Venezuela! Ele diz que alguém da RDP lhe disse que uma terceira pessoa (a administração) tinha corrido com ele e mais quatro comentadores porque ele, Pedro Rosa Mendes, tinha criticado um programa de televisão. Vamos lá esclarecer. É o mínimo: ele, PRM, tem a obrigação moral e legal de apresentar queixa e denunciar quem lhe disse o quê. Essa pessoa tem a obrigação moral e legal de dizer quem da administração disse o quê. Pratos limpos.