Não gosto de regressos de jogadores, mas o Lucho... jogadores com muitos campeonatos ganhos, belíssimas carreiras nas principais provas internacionais, muito dinheiro ganho, têm normalmente falta de ambição, querem acabar a carreira sossegados, eh pá mas o Lucho...
O Lucho é um jogador de futebol extraordinário. É sem ponta de exagero um dos melhores centro-campistas de todos os tempos. A prova de que há muito ceguinho no futebol é ele não ter actuado nas quatro ou cinco equipas europeias mais fortes que o grande FC Porto. Não é caso único, nem sequer raro, mas este rapaz não ter chegado ao panteão é a demonstração prática de que isto de chegar a um determinado patamar não tem apenas a ver com a capacidade de jogar à bola. Comparar, por exemplo, o Beckam com o Lucho é como comparar merda com chocolate. Chega até a ser ofensivo para o sr. Gonzalez.
Até dia 31 as minhas rezas estão viradas para o regresso do filho pródigo. Nada mais importa. Que se lixe ter de pagar ao fisco metade do que não ganhei. Estou disposto a dizer bem do Seguro, do Passos e até do Cavaco. É o que for preciso.
Eh pá, o Lucho... o Lucho das costas direitas, pezinhos de lã e bússola na carola. O Lucho que inspirou o Camões, o gajo capaz de gelar um jogo que esteja a correr mal ou em duas penadas tirar um meio-campo da morrinha. O Lucho dos golos do outro mundo. Eh pá, o Lucho é que era.