Segunda-feira, 25 de Junho de 2012

O presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, Carlos Magno, afirmou, no programa Quadratura do Círculo, da SIC Notícias, acreditar na versão da directora do Público, no caso em que o ministro Relvas alegadamente ameaçou proibir os membros do Governo de falar com o jornal e de divulgar pormenores da vida privada duma jornalista. Para quem está esquecido, a versão de Bárbara Reis, bem como a de todos os jornalistas envolvidos no caso, é a que diz que o ministro Relvas pressionou e tentou chantagear jornalistas. O relatório da ERC, que Carlos Magno aprovou, não encontra razões, porém, para censurar o ministro Relvas...

No mesmo relatório pode ler-se que a "forma como o ministro se relacionou com o jornal é ética e institucionalmente censurável". A ERC, contudo, não vê razões para a reprovar já que não lhe cabe pronunciar-se sobre tal juízo. Pergunta-se: então deve pronunciar-se sobre o quê? Mais, uma conduta ética e institucionalmente censurável não impedirá o livre exercício do direito à informação e à liberdade de imprensa? É que, caso o presidente da ERC não saiba, é para assegurar estes princípios que a ERC existe.

"Há neste momento uma campanha generalizada para bater no homem", leia-se, em Miguel Relvas, disse o presidente da ERC, dando como exemplo um texto dum membro do Conselho da Redacção do Público (dar como exemplo um artigo do jornal com que Relvas teve problemas para exemplificar uma suposta campanha é de bradar aos céus). Ou seja, ficamos a saber qual será o ponto de partida de Carlos Magno se existirem mais queixas do ou sobre o ministro.

Será que é, digamos, avisado a um presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social fazer afirmações deste tipo sobre o ministro para a Comunicação Social?

Se o objectivo de Carlos Magno era descredibilizar duma vez por todas a ERC, que não restem dúvidas, conseguiu-o.

 

DN de domingo



publicado por Pedro Marques Lopes às 00:18 | link do post | comentar

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