Quinta-feira, 13.06.13

O debate mais aceso entre candidatos foi dedicado à segurança nacional e política externa. Tentaram desmascarar adversários, recordar percursos, tibiezas, inexperiências. Mas pouco ou nada sobre a Síria, talvez porque esteja a correr bem para o Irão. Assad recupera terreno, Washington não quer envolver-se militarmente e Teerão e Moscovo estreitam laços quando os EUA parecem deixar campo aberto em função da atração asiática. Se há eixo a acompanhar após as presidenciais é o Irão-Rússia, já em marcha no Cáucaso e Ásia Central e assente numa premissa comum: profunda desconfiança e rivalidade com os países sunitas e EUA.

 

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publicado por Bernardo Pires de Lima às 11:40 | link do post

Terça-feira, 11.06.13

De um lado, o presidente da Câmara de Teerão, Qalibaf, mais popular do que Jalili e que pode beneficiar do seu apoio, bem como de Khomeini. Do outro, Rouhani, que aqui referi como possível surpresa há uns artigos atrás, pelo perfil conciliador e próximo dos ex-presidentes Khatami e Rafsanjani. Rouhani surge mesmo à frente nalgumas sondagens, o que pode ser consequência de recentes posições assumidas publicamente e que podem ter despertado a atenção de sectores mais jovens e moderados.

 

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publicado por Bernardo Pires de Lima às 10:40 | link do post

Domingo, 09.06.13

De partida para os EUA outra vez. Via GMF para um mês em grande, com paragens em DC, Alaska, South Dakota, Chicago e NY. No regresso, uma incursão por Ancara, como orador numa conferência no SAM. A pergunta que se impõe é esta: será que vou ter as malas à porta quando chegar? Vou tentar postar aqui sobre a viagem.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 11:58 | link do post

Sábado, 08.06.13

Objectivo? Assegurar a posição de primazia económica e militar simultaneamente no Atlântico Norte (onde já é "dono" e senhor) e no Pacífico. O que fica, então, desta competição G2? Exato: a imensidão do Atlântico Sul, onde o Brasil procura reinar sem meios à altura, a China vai fazendo o seu comércio sul-sul e os países lusófonos vão crescendo em estatuto. E Portugal, tem alguma coisa a dizer sobre isto?


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publicado por Bernardo Pires de Lima às 09:48 | link do post

Sexta-feira, 07.06.13

Leio a resposta de Mia Couto à pergunta "O que pensa do acordo ortográfico?", hoje no ípsilon, e revejo-me totalmente nela:

 

"Já respondi a essa pergunta tantas vezes que deixei de pensar sobre um assunto que, para mim, é quase um 'não assunto'. Eu acho que perdemos uma oportunidade para debater assuntos que serão talvez mais sérios que o acordo ortográfico. Por exemplo: por que razão ainda nos desconhecemos tanto entre os países de língua portuguesa? O que podia ser feito para incentivar a circulação dos livros e das produções culturais?".



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Quinta-feira, 06.06.13

Se a nova conferência sobre a Síria correr tão bem como a última, vamos ter mais uns milhares de mortos, o país em desagregação e a coligação pró-Assad politicamente triunfante. O impulso de Washington e Moscovo, com o patrocínio de Ban Ki-moon, tem tudo para fracassar. A verdade é que não há condições para apresentar resultados. Por duas razões fundamentais.


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publicado por Bernardo Pires de Lima às 18:11 | link do post

Terça-feira, 04.06.13

Há uma espécie de putinização de Erdogan em curso, mascarada pela ascensão da Turquia no exterior e pelo crescimento económico da última década. A sua resposta, ao contrário da do Presidente Gul, contribuiu para incendiar ainda mais as praças. Era bom que temperasse o narcisismo, até porque Ancara e Bruxelas vão voltar este mês à mesa do processo de adesão.

 

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publicado por Bernardo Pires de Lima às 11:23 | link do post

Sábado, 01.06.13

Ou seja, ninguém se entende e as incompatibilidades aumentaram. A Síria vive o limbo que separa a escalada do Irão e do Hezzbolah da recuperação política do Ocidente no Médio Oriente. É por isto que vai para além de mais uma queda de um ditador.


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Sexta-feira, 31.05.13

O meu sobrinho mais velho tinha hoje um teste de Geografia do 7º ano. A matéria era sobre as fronteiras na Europa. Parece-me bem. Aliás, parece-me tão bem como fundamental. Acontece que o mapa supostamente usado para o estudo tinha duas Alemanhas, a Ocidental e a de Leste. Ou há um saudosismo incontrolável nos autores destes livros ou estamos mesmo na twilight zone. 



publicado por Bernardo Pires de Lima às 15:56 | link do post

Quinta-feira, 30.05.13

O que é absolutamente condenável é o silêncio de Lisboa em relação ao que vive a nossa comunidade na Venezuela. São constantes as notícias de assassinatos, raptos e torturas. Só este ano foram doze portugueses brutalmente mortos sem que Lisboa emitisse um só sinal de repúdio público junto das autoridades locais. Caracas é a cidade mais violenta do mundo e se há coisa que não atrai investimento e gera maus pagadores é um país inseguro. Houve mais assassinatos na Venezuela em 2012 (16 mil) do que mortes civis nos últimos seis anos de guerra no Afeganistão (14 mil). O mínimo que a nossa diáspora merecia era que Lisboa fosse tão firme nesta matéria como tem sido a defender as empresas portuguesas. Há silêncios ensurdecedores.


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publicado por Bernardo Pires de Lima às 11:30 | link do post

Terça-feira, 28.05.13

Acontece que as importações portuguesas de petróleo africano cresceram 25% no último ano, fazendo agora 53% do total. À cabeça estão Nigéria, Angola, Argélia e Líbia. Tirando aparentemente Angola, nenhum outro está imune ao terrorismo e à desagregação, expondo-nos a uma fragilidade que não controlamos e a um impacto económico nesta altura de recessão. Se lhe juntarmos o risco crescente do trânsito petrolífero naval às mãos da pirataria e que percorre toda a costa ocidental africana até Sines, percebemos que a Nigéria está mais próxima do que parece. Pena é que estas opções de profunda dependência estratégica nunca sejam discutidas e avaliadas no debate político português.

 

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Domingo, 26.05.13


publicado por Bernardo Pires de Lima às 21:33 | link do post

Sábado, 25.05.13

O problema destes seis meses de Obama II é que ele perdeu a iniciativa política. As reformas fiscal e da imigração continuam a marinar no Congresso e essa espera revela, para muitos, o programa presidencial: expectante, indeciso, com autoridade auto-congelada. Para ter sucesso (já nas midterms de 2014) Obama precisa de remarcar a agenda e focar-se na grande estratégia política. E arrumar, por liderança sua, os escândalos que o assolam.

 

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publicado por Bernardo Pires de Lima às 10:00 | link do post

Quinta-feira, 23.05.13

Assim, preparemo-nos: para a revolta de uma imensa geração nascida depois da guerra Irão-Iraque, sem a mínima identificação política com candidatos, órfã de representação e asfixiada politicamente. Uma geração, sobretudo urbana, cujos líderes políticos da anterior eleição (2009) continuam presos. Uma geração que volta a assistir ao bloqueio das redes sociais, dos email e dos sites de imprensa estrangeira. Uma geração que percebe a ligação entre intransigência negocial no dossier nuclear e o impacto direto das sanções na crise económica. Vai ser este o tema da campanha: como melhorar a economia sem abdicar do programa nuclear?

 

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publicado por Bernardo Pires de Lima às 12:02 | link do post

Terça-feira, 21.05.13

Que nos diz isto? Que a confiança regressou à Alemanha uma década depois das reformas impopulares de Schröder (cortes na saúde, pensões e subsídios). Que quanto mais se mistura "momento europeu" com "momento unipolar" alemão, menos credibilidade têm as instituições comunitárias na avaliação popular, porque mais evidente se torna a renacionalização das políticas dos Estados. Que a re-hierarquização dos Estados membros é a inversão das expectativas criadas pelos cidadãos na adesão à UE, o esvaziamento das suas instituições políticas e a assunção inequívoca de que não é parte da solução, antes coautora do problema. A ver pelos indicadores, a Alemanha vai bem e recomenda-se. O paciente europeu é mesmo a União Europeia.

 

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publicado por Bernardo Pires de Lima às 10:46 | link do post

Segunda-feira, 20.05.13

Futebol não é desporto, é peregrinação. É culto clubístico, não ópera. É território de amor e ódio, não um passatempo de domingo à tarde, cheio de bons sentimentos primaveris. É bifana e não bife, é imperial e não vinho, é escárnio, maldizer e não uma mesa bem posta com toalha de linho branco. Futebol é choro nas derrotas do nosso clube e êxtase nas derrotas do nosso rival. É crença em dias melhores e tristeza que nos cala quando passamos por uma época como esta. Sou completamente racional em tudo na vida, menos na bola. Com a bola. A ver a bola. Aliás, para memória futura aqui vos digo: eu nem gosto de bola. Só gosto do Sporting e em particular que o clube do outro lado da rua perca sempre. São duas faces da mesma moeda. Duas almas gémeas. Separá-las é tirar futebol ao meu futebol. Até consigo dizer que os outros jogam melhor, apontar-lhes grandes jogadores, conceder a sua dimensão. Não me peçam é mais do que isto. Jamais lhes darei os parabéns pelo que quer que seja ou desejar-lhes boa sorte num jogo internacional. Recuso-me a ver jogos na televisão entre eles, quanto mais ir à bola com um deles. Não tenho peças de roupa daquela cor e abandonei o leite parmalat no dia em que o resolveram estampar nas camisolas. Está já em curso a mudança de operador de electricidade e, evidentemente, sou alérgico a sagres. Sou mais feliz quando perdem, quando choram e quando andam calados. No dia em que me tirem esta rivalidade tiram-me um dos lados bons da vida: o meu futebol. 



publicado por Bernardo Pires de Lima às 12:20 | link do post

Sábado, 18.05.13

Ao mesmo tempo que EUA e Rússia apostam em novo roteiro político para gerir a guerra civil síria, o primeiro-ministro turco foi a Washington dizer duas coisas: primeira, que há uma crise humanitária no território turco provocada pelo fluxo de refugiados cada vez mais incontrolável (quase meio milhão); segunda, que o apoio financeiro americano aos refugiados e a uma fação da oposição a Assad já não é suficiente. O resultado é, para a Turquia, duplo: por um lado, um risco de insegurança no seu território por via dos refugiados e pela circulação incontrolável de jihadistas; por outro, uma vitória de Assad que leve a retaliações futuras à Turquia (com ajuda do Irão e do Hezbollah), por via do apoio a parte da oposição síria.


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publicado por Bernardo Pires de Lima às 10:59 | link do post

Quinta-feira, 16.05.13

Bem sei que estás com uma cabeça do tamanho da barriga do Barbas, mas deixa o dr. Totti fora disto porque ele está para lá do futebol. De qualquer forma, vejo que conseguiste resumir tudo num título: sempre são 35 capelas e não 35 pontos aquilo que distingue os nossos clubes. 



publicado por Bernardo Pires de Lima às 21:49 | link do post

No Capela, no party. 



publicado por Bernardo Pires de Lima às 18:15 | link do post

Olha, eu na NBC (aqui). Embora o thanks do meu título fosse mais pela vitória contra o comunismo. 



publicado por Bernardo Pires de Lima às 16:13 | link do post

A"Europa" continua fraturante na política inglesa. Ao contrário do que acontece na maioria das capitais da UE, os termos da relação entre Londres e Bruxelas motivam quedas de governo (Wilson, Thatcher, Major), rebeliões (a Maastricht Rebellion contra Major, p.ex.) e cisões partidárias (a origem do SDP de Jenkins, vindo do Labour), início de recuperações eleitorais (Labour nas europeias de 1989), transformações programáticas (do Old para o New Labour), ou até na influência direta que Blair teve ao lançar Barroso para a presidência da atual Comissão Europeia. Ou seja, há muito que a "Europa" é factor preponderante na política inglesa. O que Cameron tem feito é dar um passo em frente: de preponderante a decisivo.


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publicado por Bernardo Pires de Lima às 12:54 | link do post



publicado por Bernardo Pires de Lima às 00:52 | link do post

Terça-feira, 14.05.13

Sobretudo, e isto também interessa a Portugal, porque a retirada da NATO do Afeganistão vai dever parte do sucesso e dos custos ao apoio e segurança que o Governo paquistanês garantirá até ao porto de Carachi. Estamos a falar em custos previstos de retirada na ordem dos 5,5 mil milhões de dólares: a saída feita pela Ásia Central será muito mais cara e demorada do que pelo Paquistão. O Paquistão é a fronteira oriental da Aliança Atlântica. Razão mais do que suficiente para que os decisores ocidentais olhem para o que lá se passa com outra seriedade.

 

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publicado por Bernardo Pires de Lima às 11:36 | link do post

Domingo, 12.05.13

O peso da França depende da sobrevivência da UE, tal como o do Reino Unido depende da manutenção da NATO. Dos grandes da UE, só a Alemanha tem uma estratégia pensada e autónoma à implosão das duas instituições berço da Europa pós-45 e 89: chama-se aliança com a Rússia. É esta autonomia estratégica que lhe permite actuar na UE mais ou menos como entende, sabendo que essa ligação lhe garantirá no futuro o peso e a influência que a sua dimensão pede no quadro das grandes potências internacionais. 



publicado por Bernardo Pires de Lima às 14:09 | link do post

Ainda bem que é irrepetível. O outro momento fundador chama-se reunificação alemã e só agora estamos a perceber o seu verdadeiro impacto. Ou seja, o que estamos a presenciar é outra ideia de UE porque o seu momento fundador é distinto do primeiro. E é distinto para o bem e para o mal. 



publicado por Bernardo Pires de Lima às 14:06 | link do post

O momento fundador de uma certa ideia de UE foi a destruição provocada pela II Guerra Mundial. Como escreveu Tony Judt em meados dos anos 90, isso é irrepetível. 



publicado por Bernardo Pires de Lima às 14:04 | link do post

A UE deixou de ser um projecto europeu para ser um mecanismo de regulação dos equilíbrios regionais com a preponderância da Alemanha.



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Sábado, 11.05.13

A crise da Zona Euro devia ser o mote para preparar politicamente a UE para a restante Europa. A sua maior dimensão não é nem financeira nem económica: é política. Quem olhar para o dia seguinte tem hoje condições para decidir melhor.

 

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publicado por Bernardo Pires de Lima às 10:43 | link do post

Quinta-feira, 09.05.13

Para Londres e Paris a solução política esgotou-se, mas para Washington e Moscovo, não. O receio de que as armas cheguem ao círculo da Al-Qaeda leva a que Kerry e Lavrov proponham uma conferencia internacional que coloque na agenda um roteiro de transição que, previsivelmente, inclua gente pró e anti-Assad, um calendário de cessar-fogo e a presença de uma força de "manutenção da paz" sob chapéu da ONU. Será agenda de sucesso? Ninguém sabe. Mais evidente é que Londres, para contornar a ausência de força no centro político e financeiro da UE, quer projetar poder e estatuto pela defesa; e Paris, fiel à posição eurocentral, procura duplamente equilibrar o peso da Alemanha: pela agenda económica (inconsistente) e pelo voluntarismo na segurança (persistente). Há tradições na Europa que se mantêm.

 

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publicado por Bernardo Pires de Lima às 12:20 | link do post

Terça-feira, 07.05.13

Foi o terceiro ataque de Israel no território sírio este ano. Mas a destruição de instalações militares nos arredores de Damasco tinha outro alvo que não Assad: mísseis iranianos fornecidos ao Hezbollah. O ataque não foi à Síria, foi ao Irão por interposta entidade. Na semana em que os EUA vacilam sobre o rumo a dar à guerra civil síria, Israel diz a Teerão e a Beirute que não admite guerras de sombras contra si.

 

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publicado por Bernardo Pires de Lima às 10:46 | link do post

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