Podem ler o meu artigo hoje no Económico aqui
É que Hollande tem condições para fazer ainda pior do que Sarkozy...
Tripeiros, lagartos e Pedro Proença na festa do título no Dragão. Para ser perfeita só faltava o Jorge Jesus.
Como parece evidente, se o Estado fosse gerido com a competência da equipa de gestão da Jerónimo Martins, seguramente não estaríamos como estamos.
A acção de ontem poderia dar uma boa ideia aos nossos governantes: uma vez por semestre, o Estado poderia promover um dia em que a todos os produtos se aplicaria a taxa mínima de IVA. Os consumidores e os empresários agradeceriam, aposto que a receita do Estado aumentaria e a Economia abanaria um pouco.
Claro que apareceriam logo os pseudo moralistas do costume a criticar quem promove uma coisa tão terrível como o consumo. Mas convém recordar que essa alegada superioridade moral de uma fatia da sociedade que normalmente fala muito e faz pouco, não alimenta as pessoas, não paga salários e não cria empregos.
Em Portugal a coisa mais banal vira com facilidade polémica. O que o Pingo Doce fez foi o que tantas marcas pelo mundo fora fazem, muitas vezes com o mesmo aparato de pessoas a quererem consumir bom e barato. E daí? Não vejo ninguém a implicar com a black friday (provavelmente por não ser de uma marca portuguesa). Tomara o país poder assistir mais vezes a concorrência agressiva entre as marcas e a manifestações de consumismo. Bem precisamos!
Por ser do CDS, a Senhora Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território deveria pedir desculpa aos Portugueses por ter inventado mais uma taxa. E os Portugueses não a deveriam desculpar.
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Eu voto neste:

É o título de um filme francês que gostei e parece ser o novo estado de espírito governamental. Sobre a reposição ou não dos subsídios de férias e Natal, não bastaria dizerem: a seu tempo veremos se é possível? Confesso que não percebo tanta atrapalhação sobre este assunto.
Cada vez que os sindicalistas da Justiça portuguesa dissertam sobre a separação de poderes, a campa de Montesquieu na Igreja do São Sulpício em Paris deve tremer com grande veemência.
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Segundo o Ministro das Finanças, "estamos a aproximar-nos do meio da ponte".
Só ainda não sabemos bem se é para saltar da ponte ou se é para chegar ao outro lado.
Veremos...
O meu artigo hoje no Económico.
Recusava?
O meu artigo hoje no Económico
Afinal já vamos nos 14,8% de taxa de desemprego, mas está tudo a correr bem.
Devíamos fazer uma nova religião, criar uma nova fé: a fé de que prosperaremos a partir de 2013. Os factos podem dizer o oposto, mas nós temos fé! O Benfica não anda a jogar grande coisa, mas eu tenho fé que amanhã ganharemos 7-0. Há pessoas que nunca viram milagres, mas acreditam que eles existem.
Eu nunca fui de me agarrar a fés, mas agarro-me a esta. Tenham fé!
14,5% de desemprego e agravamento da recessão. Apesar disso, a frase que mais se ouviu ontem foi "estamos no bom caminho". Eu devo ser muito estúpido, mas parece-me um caminho um bocado estranho... Enfim, pode ser que resulte!
Hoje, no Económico.
A generalidade da opinião pública vai dizer que Garzón está a pagar por ter sido o corajoso a meter os poderosos na ordem. Mas não é verdade! Foi condenado porque as democracias devem proteger os Juizes, mas não podem tolerar os justiceiros.
Em Portugal, Espanha ou em qualquer parte do mundo democrático, os fins não podem justificar todos e quaisquer meios.
Nunca se esqueça disso, Senhora Ministra da Justiça.
Sempre considerei uma pieguice a actual discussão em torno da liberdade de imprensa e da suposta censura em Portugal. Já o foi aquando da polémica em torno do afastamento de Manuela Moura Guedes e continua a ser a propósito do fim do programa da Antena 1. Basta olhar para as capas de jornais e conteúdos “informativos” de grande parte dos nossos Media, para se concluir que liberdade de imprensa e de opinião é coisa que não falta por aqui. Aliás, muitas vezes o que falta é responsabilidade (algo que, no meu entender, deveria estar sempre associado à liberdade), pois não raras vezes o que se faz, dolosamente, é difamar, difundir falsidades e alarvidades, numa roda absolutamente livre, intocável e irresponsável.
Existirão pressões? Acredito que sim. Mas a pressão faz parte da vida e é praticada, mutuamente, por jornalistas, políticos e opinião pública em geral. Não existem santos nesta matéria, mas não vale a pena dramatizar. Quem não sabe lidar com pressões, mude de vida. Não opine, não julgue, não lidere! E, já agora, não seja piegas.
Hoje, no Económico.
Parece que no Reino Unido também há uma justiça para ricos, pobres, com expedientes dilatórios, demorados, alguns absurdos, direitos dos arguidos e outras coisas chatas que as democracias têm... E não é por isso que resolvem rebentar com direitos basilares. Preferem a imperfeição democrática, à perfeição justiceira.
Eu sou benfiquista, não gosto da personagem em questão, tenho pena que a justiça portuguesa o tenha deixado fugir e que a inglesa não o mande de volta, mas, mesmo assim, prefiro viver nestes regimes imperfeitos.