Quinta-feira, 30 de Abril de 2009

 

A avaliação do desempenho de Barroso pode ser aferida em diversas áreas.
Primeiro, na aprovação do orçamento comunitário em 2005, mantendo as políticas de coesão como a prioridade da União, apesar da relutância inicial da presidência britânica. A Comissão foi essencial para que tal sucedesse. Segundo, a Comissão desempenhou um papel central após a rejeição do Tratado Constitucional, ajudando a manter a unidade europeia, evitando divisões entre um núcleo de Estados grandes e os restantes. Foi crucial neste dossier e ajudou a criar condições políticas que permitiram negociar o acordo para o Tratado de Lisboa. Terceiro, esta Comissão foi determinante na colocação das questões da energia e da luta contra as alterações climáticas no topo da agenda europeia. Durante o processo, enfrentou a resistência de alguns países grandes, como a Alemanha e a Itália. Quarto, a Comissão Barroso foi central na aprovação do pacote de 5 biliões, maioritariamente dirigidos às estruturas de energia, contra a posição alemã. Para quem acusa a Comissão de andar a reboque dos grandes, estes dois últimos exemplos provam que assim não tem sucedido. Quinto, foi a Comissão que apresentou um plano de recuperação económico em resposta à crise. Podemos dizer que é pouco, que não chega. Podemos até compará-lo com o plano da Administração Obama. Não podemos é dizer que a Comissão Barroso não quis nem tentou liderar uma resposta europeia. Sexto, a Comissão Barroso mostrou-se firme perante as regras do mercado único, fundamental para os pequenos e médios Estados, muitas vezes em dissonância aberta com França. Sem essas regras o domínio económico dos grandes seria reforçado. Sétimo, a Comissão Barroso foi fundamental no plano multilateral (Cimeira UE-África, Cimeira do G20) e no plano bilateral (UE-China, UE-Rússia, UE-Brasil). Foi ainda importante o papel de Barroso na aproximação entre europeus e EUA, patente nos últimos anos.


publicado por Bernardo Pires de Lima às 12:59 | link do post

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