O I, no último fim de semana, garantia que Marcelo Rebelo de Sousa seria candidato à liderança do PSD. Mais, o seu director até fez um editorial aconselhando o professor nas suas futuras tarefas. Era assim certa a candidatura e, claro está, a vitória nas eleições internas. Entretanto ignoravam-se olimpicamente as outras candidaturas.
Domingo, Rebelo de Sousa reafirmou que não seria candidato. Os jornais de segunda-feira, ou não acreditaram ou não viram a alocução do professor e continuaram a dizer que ele seria candidato.
Consta que amanhã o antigo Presidente do PSD vem, de novo, dizer que não é candidato.
Espero ansiosamente a reacção das pessoas que garantiram que o Prof. Marcelo seria candidato. É que isto levanta uma série de questões que dizem respeito à actividade jornalística e para as quais não tenho resposta. Por exemplo: se um cidadão diz claramente que vai fazer uma coisa, o que leva um jornalista a dizer que irá fazer outra?
Como é evidente não estou a falar de opinião – nesse caso está-se apenas a chamar mentiroso a alguém. Nada disso. Estou a falar de uma notícia em que se diz que alguém vai fazer aquilo que disse que não faria.
Não sei...