Sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009

Aos estados com responsabilidades no caso resta, aparentemente, uma de duas soluções perante a capacidade nuclear do Irão: perpetuar o inconsequente regime de sanções ou agir preventivamente contra as instalações do regime. Nenhuma delas é perfeita num processo que fugiu das mãos de todos, foi incentivado por uns quantos e acompanhou o descrédito do regime de não proliferação nuclear, aliás subscrito inicialmente por Teerão. Comecemos por aqui, até porque os factos são importantes para ilustrar o argumento.

 

Desde 1990, 22 países iniciaram ou reavivaram os seus programas nucleares - uns para fins energéticos, outros nem tanto -, sendo oito deles no Médio Oriente. Escuso de vincar a relação de desconfiança que existe entre Estados, etnias políticas e religiosas ou a influência que a guerra Irão-Iraque tem na doutrina de defesa nacional em Teerão: os aiatolas querem distância da surpresa e de uma mudança de regime com ou sem patrocínio externo. Reparem ainda na aceleração que esta ambição nuclear teve desde que Teerão tremeu com manifestações: recusaram fornecimento energético externo, anunciaram dez novas centrais e testaram mais um míssil com alcance de 2000 Km, o terceiro em apenas doze meses.

 

Ou seja, a sustentabilidade deste regime depende da sua capacidade nuclear para fins militares. Este é o princípio que nos conduz ao cenário dantesco: uma feroz corrida ao armamento nuclear na região (e não só), desestabilizando-a ainda mais e ameaçando as suas zonas de vizinhança: a Europa e a Ásia Central. Pior é impossível.
 

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publicado por Bernardo Pires de Lima às 11:59 | link do post

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