Sábado, 13 de Junho de 2009

Vender Miguel Veloso.

Vender Miguel Veloso.

Vender Miguel Veloso.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 11:08 | link do post

Há poucas coisas a surpreender-me mais que a ânsia da denuncia. Os mais curiosos dos denunciadores são aqueles que gostam de apontar aos outros os seus próprios pecados ou características.
Os piores são os que o fazem de uma maneira rebuscada para que toda a gente perceba mas que, se apontados, possam hipocritamente dizer que não era nada disso que queriam dizer.
São sempre gente pequenina, amargurada e ressabiada



publicado por Pedro Marques Lopes às 03:00 | link do post | comentar

Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

More than twenty years after the Russian defeat in Afghanistan we may see the Atlantic Alliance with the same epilogue there. One may ask why history is so ironic, so repeated perhaps. The answer is quite simple: a powerful state like the Soviet Union, or a powerful alliance as NATO, weren't and are not prepared to act in anarchy.

 

Bernardo Pires de Lima (Majalla Magazine)



publicado por Bernardo Pires de Lima às 11:16 | link do post



publicado por Bernardo Pires de Lima às 11:10 | link do post

Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

Estou contentíssimo por o Cristiano Ronaldo ter ido para o Real Madrid, assim já não preciso de torcer para que os dois clubes que menos gosto percam: o odioso Real e qualquer clube onde jogue o Ronaldo.



publicado por Pedro Marques Lopes às 22:31 | link do post | comentar

Uma nova AD é, em bom rigor, a única alternativa possível e credível a um quadro de ingovernabilidade

 

No DN de hoje



publicado por Pedro Marques Lopes às 15:45 | link do post | comentar

Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

 

Transformar as europeias num referendo a Durão Barroso foi um erro. Primeiro porque soou a ódio de estimação de alguns candidatos. Segundo, porque os portugueses estão preocupados com assuntos mais importantes de momento. Ao não entrarem por esta via, os partidos membros do PPE acabaram por sair vitoriosos em bem mais de metade dos Estados-membros, sobretudo naqueles que elegiam mais eurodeputados. Conclusões a retirar desde já: a crise não afundou o “neoliberalismo”, os europeus querem estabilidade em tempos difíceis, não castigando profundamente os seus governos, e o trabalho e papel da Comissão Barroso não esteve nem está em causa.
Nas eleições europeias, prever a abstenção é uma perda de tempo, uma vez que ela tem rondado os 60%, naquilo que os entendidos consideram ser “um divórcio dos cidadãos com o projecto europeu”. Estes experts revelam, desde logo, um frágil entendimento deste “projecto”, olhando-o pela lente do “Estado Europeu”, que não existe, ou da “cidadania europeia”, que é uma falácia. A União é um espaço de acomodação entre Estados. Cada Estado tem e deve continuar a ter as suas características e é sobre estas e os seus políticos que os eleitores se pronunciam. Inverter a localidade de quaisquer eleições é um erro, porque simplesmente retira músculo ao que gerou e desenvolveu o “projecto europeu”: a relação política entre Estados; não entre povos. Fica, então, a dúvida: para que serve o Parlamento Europeu?
Ontem no i.


publicado por Bernardo Pires de Lima às 09:28 | link do post

Terça-feira, 9 de Junho de 2009

Estas eleições eram absolutamente decisivas para os social-democratas. Se o PSD não as ganhasse, numa altura em que parece provado o falhanço da governação socialista e contra o pior cabeça de lista que o PS alguma vez apresentou a um acto eleitoral, não existiria militante mais convicto que acreditasse na vitória nas legislativas.
A partir deste momento as sondagens do último ano deixaram de ter qualquer relevância: O PSD provou, com a vitória do passado domingo, que é o partido mais bem posicionado para ganhar as próximas eleições legislativas.
O PSD passou a primeira fase: ser o partido que conseguiu captar mais eleitores  descontentes com o Governo. Falta a segunda e decisiva fase: provar aos portugueses que merece governar Portugal.
Parece estar claro que os cidadãos querem uma mudança de rumo, de políticas e, sobretudo, de atitude perante a comunidade.
É fundamental que o PSD apresente alternativas. Que diga o que quer e como o pretende realizar.  O PSD não pode correr o risco - se quiser ganhar as eleições - de passar a imagem de que faria as mesmas coisas que o PS, mas um bocadinho melhor. A questão não é só de pessoas: é de políticas.
Os portugueses estão vacinados contra cheques em branco: será pelo que o PSD quer para Portugal que será julgado, não pelo que não quer.

 

no DN de hoje



publicado por Pedro Marques Lopes às 20:07 | link do post | comentar



publicado por Bernardo Pires de Lima às 12:43 | link do post

Chaos in Land, Crime in the Sea. (The Majalla Magazine)



publicado por Bernardo Pires de Lima às 09:43 | link do post

Segunda-feira, 8 de Junho de 2009

Estas eleições mostraram diversas leituras entre os 27, o que só acentua as particularidades nacionais e prova que a Europa é muito mais um espaço de acomodação estadual do que um desígnio apaixonadamente popular. Nos Estados grandes, há claramente dois grupos distintos. Os líderes da Alemanha, França, Itália e Polónia venceram pela tibieza das suas mais directas oposições, por os eleitorados preferirem o conhecido ao desconhecido, ou por posições face à Turquia e imigração.

 

Na Grã-Bretanha, confirmou-se a crónica da morte anunciada de Brown, e a confirmação da alternativa conservadora; e em Espanha, o cenário foi igualmente penalizador para Zapatero. Curiosamente ou não, os governos de centro-direita reforçaram o seu papel no grupo dos "grandes", enquanto os eleitores penalizaram os executivos de centro-esquerda.

 

Nos Estados pequenos e médios houve um pouco de tudo. Neste quadro, o facto de muitos dos executivos serem fruto de coligações permite dispersar as "culpas" da governação. Ainda assim, alguns partidos de governo foram claramente penalizados (Portugal, Irlanda, Hungria, Chipre ou Roménia), embora não se possa falar de grandes diminuições de mandatos ou de uma evidente distância para o mais directo adversário.

 

De uma forma geral, os europeus que se dignaram a pronunciar optaram por não infligir pesadas derrotas aos partidos de governo, preferindo premiar pequenos partidos, muitos deles nos extremos ideológicos (Holanda, Portugal), ou simplesmente não votando. E esta devia ser a primeira lição a tirar, seja a 15, a 27 ou a 36: toda a política é local e quem não perceber isto arrisca-se a sair do filme pela porta das traseiras.

 

Hoje no i



publicado por Bernardo Pires de Lima às 17:22 | link do post

A Dra Ferreira Leite obteve uma excelente vitória. A escolha de Paulo Rangel mostrou-se acertada. O PSD parte à frente para as legislativas.



publicado por Pedro Marques Lopes às 16:28 | link do post | comentar

Os 20% obtidos pelo BE e PC são sobretudo um problema do PS e do país. Não do CDS por ter ficado atrás.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 16:23 | link do post

Convém que Sócrates e Alegre reatem o namoro.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 12:52 | link do post

Olhar de lado para as sondagens. Ou não olhar de todo.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 12:49 | link do post

Com o PSD a afirmar-se, muitos dos votos que estão hoje no BE irão provavelmente regressar ao PS.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 12:45 | link do post

Ferreia Leite perdeu os seus dois maiores trunfos: Vital Moreira e Paulo Rangel.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 12:25 | link do post

 

Se Maio foi o mês horribilis de Gordon Brown, Junho prepara-se para testemunhar a queda de mais um governo europeu. A crise económica já derrubou a Leste e no Báltico, mas a crónica desta morte anunciada tem outras explicações. Ao invés dessas frágeis economias europeias, Brown conseguiu até que a derrapagem económica e financeira contribuísse para o seu renascimento, encurtando a distância para os conservadores e fazendo emergir a imagem de homem forte das finanças. A Cimeira do G20 foi, provavelmente, a sua última dose de morfina.
Brown está em falência técnica pelo descrédito político dos seus ministros. Brown está em final de mandato porque a dimensão inerente à condição de membro do Parlamento caiu em desgraça. Brown está em queda livre por ter sido incapaz de ler o panorama político assim que substituiu Tony Blair. A hesitação na convocação de eleições antecipadas, durante o seu estado de graça, valeu-lhe ano e meio de sondagens negativas. Brown está em declínio porque a oposição conservadora faz diariamente jus ao estatuto que representa. Brown está sem forças porque foi incapaz de gerir escândalo após escândalo, caso atrás de caso, trapalhada seguida de trapalhada. Brown está em fim de ciclo, porque os ingleses estão simplesmente cansados dos doze anos da governação trabalhista.
Gordon Brown é, antes de mais, um académico. A política veio bem mais tarde na sua vida. A sua prestação interna como ministro das Finanças foi marcante para a sua imagem, deu-lhe músculo político, mas não escondeu o óbvio: a política, hoje, não é para todos.
 
Sábado, no i


publicado por Bernardo Pires de Lima às 12:21 | link do post

Domingo, 7 de Junho de 2009

 

 



publicado por Bernardo Pires de Lima às 12:29 | link do post

João,

Desculpa o atraso na resposta.
Dou-te toda a razão se me disseres onde, nestes processos de intenção todos, encontras escrutínio ou julgamento politico.
Vês algum julgamento político quando se fala de diplomas passados ao domingo?  Vês algum escrutínio politico quando se fala de compras de acções de empresas?
Quando começou o “processo” Sócrates já sabia o que ia acontecer, infelizmente:
os arautos do estado de direito e da presunção de inocência mudariam de posição quando o alvo fosse um adversário político.
Não foi preciso esperar muito.
Escrutínios políticos baseados em pressupostos morais ou em julgamentos de personalidade são o primeiro passo para o mais desbragado populismo.
Espero nunca te ver julgar ninguém, politicamente, por ser fiel ou infiel à mulher ou por ter dito ou não que tinha acções de uma empresa (cumpridas as obrigações fiscais respectivas, bem entendido).



publicado por Pedro Marques Lopes às 01:43 | link do post | comentar

Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

Hoje assisti a uma arruada do PSD. Como foi a primeira a que assisti, não faço ideia se o número de pessoas presente é suficiente para se poder dizer que foi um sucesso ou não.
O entusiasmo não era propriamente esfuziante. Convenhamos: quando se ouvem dirigentes a dizer que perder por poucos é um bom resultado não se pode esperar que os militantes do PSD venham para a rua em delírio.
Claro está que se formos “analiticamente” fluidos teremos que reconhecer que é, de facto, muito bom: o país vive um período de grande bem-estar, as pessoas estão calmas, o PM anda descansado e o candidato adversário é excelente.
Umas singelas perguntas: nas últimas Europeias – era Durão Barroso PM – qual foi o resultado do partido do Governo e qual o do principal partido da oposição? A situação económica, nessa altura, era pior? Vivíamos um estado de quase convulsão social? Durão tinha, digamos assim, alguns problemas? O Governo era pior que este?
Façam as análises que quiserem mas não façam as pessoas passar por estúpidas.

 



publicado por Pedro Marques Lopes às 21:24 | link do post | comentar

«Le foto su El Pais? Un'aggressione» (Corriere)



publicado por Bernardo Pires de Lima às 18:05 | link do post

Se há regime previsível ele é o de Pyongyang. Num mês, testou um míssil balístico, abandonou a mesa das negociações, recusou pela enésima vez as inspecções e ontem testou mais um engenho nuclear, na mesma zona onde em 2006 aterrorizaram aquela parte do mundo. Para aqueles que pensam que o mundo começa em Seattle e termina em Moscovo, Pyongyang prova que o Pacífico inseguro é um problema directo de todas as grandes potências internacionais, a começar nos EUA, passando pela China, Índia, Grã-Bretanha, França, Irão ou Israel. A razão é simples: se a opção for a desnuclearização da Coreia do Norte, evitando uma corrida ao nuclear na Coreia do Sul ou Japão, então todas aquelas potências terão que providenciar uma conferência internacional e conceder a redução dos seus arsenais. A questão que se coloca é que dificilmente o farão, por razões diversas, mas por fio condutor comum: perda de poder na política internacional que tanto trabalho lhes deu a conquistar.

 
A cultura estratégica de Pyongyang não surpreende, tem barbas, e resulta da percepção de uma ameaça externa e da predominância norte-americana na região. Perante isto, a “comunidade internacional” tem actuado sob duas vias: o isolamento e a acomodação. A alternativa a uma conferência global seria a mudança de regime, porque este se confunde com a cultura estratégica. Só que de regime change está o inferno cheio e Obama quer fugir desta abordagem em altura de cofres vazios. Por isso a China tem uma palavra fulcral, além de ser a única potência com capacidade para influenciar o comportamento de Pyongyang. Também por isto é a potência do momento e do futuro.


publicado por Bernardo Pires de Lima às 17:45 | link do post

Diz a Maria do Céu Neves, jornalista do DN: "Those who do have some clue as to what it is about will support the treaty for the simple fact that it was settled here in Lisbon." (NRC)

Eu não sei se os portugueses lhe passaram uma procuração que atestasse a sua menoridade (a dos portugueses, entenda-se), mas eu gostava de saber onde foi a Maria do Céu Neves recolher dados sobre o tema que comprove esta tomada de posição pacóvia na imprensa internacional.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 17:26 | link do post

Um dos equívocos europeus é pensar que a Europa é uma reunião dos povos. Não é. É uma construção dos Estados.

 

Henrique Burnay



publicado por Bernardo Pires de Lima às 16:29 | link do post

 

Neste pequeno apontamento de campanha que deu à estampa no 24 horas de ontem (só para terem uma noção dos meus hábitos de leitura) Paulo Rangel fugiu do liberalismo como o diabo da cruz. Lamego a isso obriga, dirão os entendidos em campanha. Os "tempos" também não estão para isso, dirão os pragmáticos. Só gostava de saber o que terão os meus amigos Myzenas a dizer sobre este micro apontamento certamente sem qualquer importância para eles. 



publicado por Bernardo Pires de Lima às 13:04 | link do post

Zuma promete 500 mil empregos (DN).



publicado por Bernardo Pires de Lima às 10:05 | link do post

Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

Como infelizmente se esperava, os que há pouco tempo atrás berravam sobre o princípio da presunção de inocência e se indignavam com o que se estava a passar com o Primeiro-Ministro,  são os primeiros a atirar pedras à reputação do Presidente.
Os que viam Sócrates como um bandido internacional são agora os da primeira fila a bater no peito pela honra do Presidente e a não admitir sequer a mínima dúvida.
Tudo isto é muito cansativo na sua previsibilidade.



publicado por Pedro Marques Lopes às 19:57 | link do post | comentar

Sempre que cai um avião os telejornais transformam-se em cursos intensivos de pilotagem e engenharia aeronáutica. Eu, pelo menos, já sei tudo sobre caixas negras, radares, controle aéreo, como amarar em rio e mar, como fazer planar o avião, aterrar de barriga, porque é que os motores começam a arder, os perigos de raios durante uma tempestade, enfim, mais um desastre e tenho brevet.

 

José de Pina



publicado por Pedro Marques Lopes às 11:42 | link do post | comentar

Amanhã é dia de eleições no meu Sporting Clube de Portugal e ainda não sei a quem dar os meus votos. Estou confundido com esta bizarra e estranha campanha eleitoral. Sinto-me uma personagem de um episódio da Twilight Zone, numa daquelas histórias de personalidades trocadas num mundo paralelo. É que, ao olhar para Bettencourt, deveria ver um gentleman como Eriksson como o seu treinador e, ao olhar para Paulo Cristovão, deveria ver como seu treinador um capataz como Paulo Bento. Olhando para Bettencourt, deveria ver o romantismo aristocrático de quem gosta das coisas belas como o bom futebol, olhando para Paulo Cristovão, deveria ver o provincianismo conformista de um futebol feio, consequência de contas de mercearia onde o 2º lugar é bom porque o 3º seria pior. Olhando para Bettencourt, esperaria ver alguém que pugna pela excelência e sobriedade na apresentação das suas ideias, olhando para Paulo Cristovão esperaria ver alguém que se deixa fotografar com luvas de boxe, a jogar ping-pong e noutros fretes populistas. Mas a verdade é que está tudo ao contrário. O que é que isto quer dizer? Não sei! Mas temo que aqueles que se julgam especiais estejam a transformar - por razões ocultas e estranhas - um clube especial em nada de especial. Ou então é isto que faz do Sporting um clube especial.

José de Pina



publicado por Pedro Marques Lopes às 10:35 | link do post | comentar

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