Domingo, 16 de Agosto de 2009

 

 



publicado por Bernardo Pires de Lima às 16:00 | link do post

Sábado, 15 de Agosto de 2009

Estive na sede do Der Spiegel, em Hamburgo. São doze andares. Também nestas coisas o tamanho pode não ser tudo, mas ajuda certamente.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 18:55 | link do post



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publicado por Bernardo Pires de Lima às 16:14 | link do post

Acho que foi a Anne Applebaum que referiu no seu Gulag o espanto que lhe causou o consumismo de artefactos da era soviética pela Europa central e de leste. De facto, há bancas por todo o lado. Por exemplo, Berlim usa tudo o que representou a RDA como meio turístico e de marketing. Eles lá saberão. No meu caso, tenho demasiado respeito pelas vítimas para adquirir qualquer pindericalho histórico dessa natureza.

 



publicado por Bernardo Pires de Lima às 10:12 | link do post

Sexta-feira, 14 de Agosto de 2009

 

 

 

 

Por todo o lado há exposições e eventos relativos a 1989. Uma interligação fotográfica e documental em praças emblemáticas da história alemã e europeia, como Potsdamer e Alexanderplatz. Acho que vi tudo o que havia para ver relativo à queda do Muro e à reunificação. Exposições que mostram bem como não é possível desligar os acontecimentos da Polónia e Budapeste e o que Outubro e Novembro revelaram nas ruas de Berlim. Para alguém da Europa Ocidental nada do que aconteceu há vinte anos atrás é verdadeiramente percebido se não se percorrer com tempo estas cidades, falar com as pessoas, realizar as conquistas que damos por adquiridas há muito. Se eu mandasse alguma coisa em Portugal instituía no final do secundário a obrigatoriedade (palavra horribilis) de viajar pelo menos um mês. Talvez muitos nem sequer regressassem a casa.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 14:04 | link do post

Quinta-feira, 13 de Agosto de 2009

 

No momento em que os tanques chineses entravam em Tiananmen, um acto eleitoral mudava o curso da história de uma grande parte do mundo. A 4 de Junho de 1989, a Polónia legitimava democraticamente o seu mais importante movimento político de oposição - o Solidariedade - dando início a três meses que configurariam a trilogia da futura ex-esfera soviética: Parlamento, Governo e um Presidente. Neste quadro de “refolução”, como lhe chamou Timothy Garton Ash, por em bom rigor misturar reforma e revolução, a liderança de Lech Walesa foi fundamental para ligar toda a heterogeneidade existente. E é desta confluência de perspectivas e memórias que encontro a Polónia vinte anos depois.

Katarzyna Iwulska, médica da nova geração, diz-me como é difícil definir o país. Os seus avós nasceram na actual Ucrânia mas continuam a chamar-lhe Polónia. Para um português isto é puro nonsense. Na Polónia há três gerações marcadas por sucessivas histórias: os avós pelo nazismo, os pais pelo comunismo, os filhos pela democracia. É também isto que se reflecte na arquitectura de Varsóvia: o centro neoclássico, a construção soviética circundante, o traço harmonioso de Norman Foster.

Jacek Kilinski, antigo ilustrador dos primeiros cartazes do Solidariedade, mostra-me com orgulho o mais marcante. Compro-o, autografado, sem pestanejar. A 4 de Junho de 1989 a Polónia renascia e a Europa via, nos meses seguintes, o totalitarismo ruir como um dominó. Vinte anos depois, um histórico do Solidariedade, Jerzy Buzec, seria eleito presidente do Parlamento Europeu. Nada podia fazer mais sentido.

3ª no i.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 22:21 | link do post

 

   

Mies van der Rohe, Gehry, Foster, Chipperfield, Libeskind, Renzo Piano, Stephan Braunfels, Eisenman, I. M. Pei, Siza. Com tanto artista era difícil Berlim não ser a cidade europeia mais estimulante do momento.

 

 

 



publicado por Bernardo Pires de Lima às 14:45 | link do post | comentar

 

 

Passo o muro de Berlim sem que ninguém me tente dar um tiro. Pessoalmente achei agradável.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 14:42 | link do post

Segunda-feira, 10 de Agosto de 2009

 

Jacek Kilinski perde comigo uma boa hora a contar histórias sobre o que se passava na cave da sua loja de antiguidades. Era ali que fazia os cartazes do Solidariedade no início da década de 80 e, novamente, na alvorada da democracia. A colecção dele é absolutamente fascinante. Compro-lhe dois cartazes: um, da campanha para as eleições de 4 de Junho de 1989; outro, alusivo às manifestações de 81. Num deles escreve-me uma dedicatória. Olha para mim e diz: “Bernardo, isto agora está uma pasmaceira”.

 

 

 



publicado por Bernardo Pires de Lima às 22:38 | link do post

 

 

A 1 de Agosto de 2009, faz agora pouco mais de uma semana, e tal como todos os anos, uma sirene toca em Varsóvia e um minuto de silêncio é cumprido. Aqui, o presente é feito de memória.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 22:35 | link do post

Ando pela zona do antigo gueto de Varsóvia. A construção social em blocos cinzentos do apogeu soviético são aqui e ali interrompidos por memoriais às vítimas do extermínio nazi e aos resistentes que a 1 de Agosto de 1944 iniciaram a mais memorável das revoltas contra o exército de Hitler. A história não podia ter sido mais madrasta para a Polónia.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 22:28 | link do post

Domingo, 9 de Agosto de 2009

Uma das características fundamentais de um partido como o PSD é a de conseguir congregar dentro de si um conjunto de sensibili-dades diversas. O PSD - como o PS, aliás - nasceu, cresceu e consolidou-se conseguindo, a cada momento, integrar e dar voz a pessoas sem exactamente a mesma opinião que a liderança conjuntural. É esse o aspecto diferenciador destes partidos e, no fundo, o que os faz ser as mais importantes organizações políticas portuguesas.

Um líder capaz, de um partido deste tipo, é aquele que tem a suficiente confiança em si próprio e a coragem de conseguir conviver com opiniões divergentes. Ou melhor, e segundo as palavras da dra. Ferreira Leite, quem consegue viver com as raposas no galinheiro.



publicado por Pedro Marques Lopes às 19:52 | link do post | comentar

 

 



publicado por Bernardo Pires de Lima às 14:57 | link do post

Sábado, 8 de Agosto de 2009

É evidente que quem me convidou a escrever neste espaço não me conhece. Se tivesse esse -  a verdade não me permite ser humilde - prazer, não teria perguntado que deus grego melhor me caracterizaria.
O meu nascimento não teve, espero, os contornos esquisitos do meu replicant Adónis. E, claro está, não estou a pensar nas confusões de um rei tonto ter dormido, por engano, com uma moçoila com menos de metade da sua idade – pormenor: era filha dele -, e ter achado que ela o estava a fazer por estar fascinada com as suas rugas e barriga descaída. Como também não consta que o bom do Teias fosse, propriamente, sócio do José Eduardo dos Santos ou da TAP – de que o amigalhaço Ícaro era accionista de referência – ou conduzisse um Ferrari Testa Rossa. Logo se percebe que não é neste aspecto que me aproximo do bom do Adónis. Nada disso.

A verdade é que esta confusão de nomes, pais e mães, amantes e amigas, personagens nascidas de árvores e comportamentos sexuais que fariam o Sá Leão corar de vergonha,  tem pouco a ver com a minha origem plebeia de minhoto de quatro costados; de mãe e pai  com nomes singelos , sem muitos effes e erres e primos com asas ou escamas; sem a capacidade de provocar terramotos ou dilúvios nem, muito menos, com a capacidade, de sexualidade duvidosa, de transformar uma gota de sangue numa rosa (não deixaria, porém , de ser interessante analisar uma rosa com elevados níveis de colesterol e triglicerídeos). 

Claro está que as semelhanças estão fortissimamente relacionadas com a beleza estonteante que é comum  aos dois. E, atenção, eu sou um indivíduo culto e atento: não estou a confundir o javali da historieta do Adónis com a minha esbelta pessoa.
 
É, sobretudo, durante a época de Verão que eu melhor compreendo as nossas profundas semelhanças. É difícil ficar indiferente aos olhares melosos das mulheres e de alguns homens – a verdade, sempre a verdade. O meu porte, misto de Fernando Mendes, Paulo Rangel e Terry Savalas, com um pequeno toque de Victoria Principal nas zonas vizinhas ao externo; o meu crânio, como manda a moda, devidamente rapado em cima e com uns pequenos tufos de lado de modo a proteger as minhas bem desenhadas orelhas chegam a provocar tumultos na praia e nas discotecas onde proporciono aos convivas exibições dos meus dotes de dançarino – o meu gingado de elefante de nenúfar em nenúfar é único.

Quantas vezes, cansado de tanto assédio, suspiro e penso com a humildade que me caracteriza: grande Zeus, por que me fizeste belo e charmoso e não rico e poderoso. 

 

No jornal I de hoje



publicado por Pedro Marques Lopes às 20:36 | link do post | comentar

Sexta-feira, 7 de Agosto de 2009

Em Varsóvia, o Sejm (Parlamento) fica a poucos metros da embaixada dos EUA. Uma proximidade que dá todo o sentido ao célebre slogan que ilustrou um dos mais famosos cartazes do Solidariedade em 1989: With us, it's safer.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 20:55 | link do post

Percorro de comboio e de dia a Polónia de sul para norte. Só vejo campo e agricultores. A PAC sempre continua a fazer sentido.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 18:48 | link do post

 

 

 

 

 

 

 

Regresso a Auschwitz e a Birkenau para definitivamente concluir que por melhor que seja a “literatura da especialidade” nada se sobrepõe aos nossos sentidos.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 17:55 | link do post

Quinta-feira, 6 de Agosto de 2009



publicado por Bernardo Pires de Lima às 10:34 | link do post

Quarta-feira, 5 de Agosto de 2009

 

 



publicado por Bernardo Pires de Lima às 22:18 | link do post

A recusa ir em 15º. B quer um distrito onde a distrital não levante grandes ondas. C exige lugar mais do que elegível mas a distrital não o vê com bons olhos e boicota o seu nome. O seu e o dos seus amigos. D - de distrital - exige colocar nos dois primeiros uma "força viva lá da terra", se possível o próprio presidente da distrital. E, conselheiro nacional e personalidade deveras importante, demite-se por discordar com "todo este processo". Entretanto, numa outra paragem, F nega ter tido alguma vez "contactos intímos" com G, que por sua vez desmente F. O caso está nas mão dos respectivos líderes partidários que, de forma brilhante, mete cada um os pés pelas mãos. Entretanto H, I, J, K e L - distritais que elegem a maioria dos distintos deputados - discordam publicamente de todo o processo. Alguém apela à unidade. A líder está segura. A oposição interna sente-se excluída.

Eis dois meses onde não são precisas grandes razões de fundo para fugir de Portugal. Em boa hora o fiz.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 20:28 | link do post

Não festejo empates.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 15:46 | link do post

 

Há vinte anos, Timothy Garton Ash testemunhou como nenhum outro jornalista os acontecimentos do ano que mudou a Hungria, a Europa e o mundo. Em The Magic Lantern reuniu o que viu e ouviu, e sobre Budapeste revelou a importância dos compromissos políticos conseguidos na Polónia para a transição magiar, além de mostrar o impacto que a revolução de 1956 teve no cepticismo de 1989. A tudo isso deu o nome de “revolução não-revolucionária”.
Vinte anos depois, percorro Budapeste cujo retrato é uma introdução despigmentada a Praga e sem brilho a Istambul. Geograficamente, o epicentro da Europa política está aqui. E é, também, fruto de uma memória bem viva – pelo Holocausto e pelo totalitarismo soviético - que as relações entre Estados são mais ou menos sensíveis. Mas vinte anos depois, que oportunidades se perderam, que sonhos foram conquistados, que angústias assolam Budapeste? Converso com Andràs Roth, economista húngaro que vive na capital. As palavras trazem um inconformismo: durante os anos 90, a economia húngara deu bons sinais em toda a região, mas na última década regrediu. Muitas das elites, queixa-se Andràs, são as mesmas de antigamente e nota-se um cansaço que pede mais que alternância, exige uma ruptura.
Digo-lhe que democracias com vinte anos são regimes de fraldas, que o importante é evitar caminhos radicais. As “revoluções revolucionárias” revelaram ser tão ou mais trágicas do que o passado que se propunham enterrar. Vale a pena sermos pacientes, sobretudo na Europa.
 
Ontem no i.


publicado por Bernardo Pires de Lima às 09:42 | link do post

Terça-feira, 4 de Agosto de 2009

 

Afinal, não fui só eu que me lembrei dele.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 19:37 | link do post

Andei hoje por bancas de antiguidades em Cracóvia e juro que vi pelo menos umas 352 vezes a cara do Pacheco Pereira em recuerdos do antigamente.



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A silly season chegou aos jornais. Então não é que - com certeza no âmbito de uma estratégia que visa descredibilizar a Dra Ferreira Leite e que será oportunamente denunciada – se anda a apregoar que António Preto e Helena Lopes da Costa vão ser candidatos à AR pelo PSD?
Estes jornalistas a mando da oposição têm que ser denunciados. Não saberão que está em curso uma profunda renovação nas listas do PSD?
A verdade, sempre a verdade.
 



publicado por Pedro Marques Lopes às 11:26 | link do post | comentar

Segunda-feira, 3 de Agosto de 2009

Nunca percebi bem porque há tantos seguidores de heavy metal no Leste europeu e na Escandinávia. Será do frio? Aquilo de facto aquece. Será das tendências mais depressivas? O preto enquadra o fardo. Não sei. O que sei é que eu também sou fã e não tenho nem frio nem depressões. Deve ser a excepção que confirma a regra.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 21:30 | link do post

Domingo, 2 de Agosto de 2009

Como seria de prever, o programa do Partido Socialista não é mais que a versão revista e aumentada do que foi a governação dos últimos quatro anos. É também, e sobretudo, o espelho do que tem sido o paradigma da condução política do país de há muito tempo a esta parte: mais e mais Estado.

O Estado vai ajudar as empresas, o Estado vai apostar nas energias alternativas, o Estado vai interferir na educação, o Estado vai fazer mais hospitais, o Estado vai dar empregos, o Estado vai promover a igualdade e tudo o mais que houver para fazer. O omnipresente, omnisciente e bondoso Estado vai fazer com que sejamos todos mais felizes, quer queiramos ou não.

 

No Dn de hoje



publicado por Pedro Marques Lopes às 21:57 | link do post | comentar

 

 



publicado por Bernardo Pires de Lima às 16:45 | link do post

 

Se as práticas democráticas húngaras forem directamente proporcionais ao seu Parlamento, então estaremos perante um dos mais nobres regimes europeus. 



publicado por Bernardo Pires de Lima às 15:19 | link do post

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