Terça-feira, 15 de Dezembro de 2009

Claro como água. Um excelente artigo do Paulo Marcelo.



publicado por Pedro Marques Lopes às 13:17 | link do post | comentar

Sporting Clube de Portugal (2000-2009)

Campeonatos Nacionais - 2

Taças de Portugal - 3

Supertaças - 4

 

 

Sport Lisboa e Benfica (2000-2009)

Campeonatos Nacionais - 1

Taças de Portugal - 1

Supertaças - 1

Até vos dou a Taça da Liga - 1

 

 



publicado por Bernardo Pires de Lima às 12:00 | link do post

Não quero desviar as vossas atenções do défice, de Copenhaga, do frio em Vila Real ou das excitantes polémicas da blogosfera, mas esta coisa de porem o golfe como modalidade olímpica não lembra a ninguém. Eu já ando há anos a desconfiar da prática desportiva nos Jogos, quando vejo uns barrigudos a atirar aos pratos. Também já perdi a pica para ver atletismo depois da morte do Jorge Lopes. Mas golfe? Vocês têm a noção que podemos correr o risco de ter o Deus Pinheiro em horário nobre a mandar tacadas por entre uns pinheiros, vestido com calças de xadrez? Há mais alguma razão para travar esta calamidade? Tenham juizinho, pá.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 11:52 | link do post

"É trabalhando que se gera a necessidade de mais trabalho. Aqui não há partilha, mas crescimento."

 

Grande artigo de César das Neves no DN



publicado por Pedro Marques Lopes às 00:18 | link do post | comentar

Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009

O meu amigo Eduardo – isto não é troca de galhardetes hipócritas: eu sou mesmo amigo do Eduardo e tenho muito orgulho na amizade dele – sabe que não existe uma dada teoria. Pronto, assim sendo não existe. Se ele diz...

É, pelos vistos, a minha imaginação que me faz ler artigos onde só se encontram insultos e processos de intenção. É também a minha imaginação – prodigiosa, se me permites – que me faz ler gente que acha que o facto de se interpor um processo por  difamação ou injúria - aproveitando o teu exemplo -  é um atentado à liberdade de expressão. Foi também esta fantástica cabecinha que inventou que basta um cidadão dizer o que quer que seja contra o governo ou outra entidade qualquer e que tudo o que lhe acontece é culpa duma terrível conspiração. 

Também sou eu – porra, sou mesmo esperto – que inventei que há gente que pensa que não tem acesso aos media porque são livres pensadores.

 

Mas pronto, segundo o Eduardo, isto não chega para se dizer que existe uma teoria. Até podíamos iniciar uma discussão para ficarmos a saber o que será que suporta uma teoria.

Mas, se calhar, o meu problema é mesmo linguístico. É que o Eduardo em vez de lhe chamar teoria propõe um termo, esse sim, correctíssimo: Percepção geral das coisas. Obrigado, caro amigo. Não gostas da “teoria”, chama-lhe “Percepção geral das coisas”.

O Eduardo sabe, de verdade verdadeira, que a minha teoria não existe mas conhece a “Percepção geral das coisas”. E donde é que ele conhece este bicho? Dos cafés, do trabalho, da redacção de jornais.

Imagina, Eduardo, que para te responder, eu dizia que a minha teoria vinha dumas conversetas de café, dumas bocas de chaffeurs de carro de praça ou duns comentários que ouvi no jornal? Não tenho qualquer dúvida que ficarias satisfeito. Não é esta a forma que encontras para sustentar a “Percepção geral das coisas” que tudo sustenta? Imagina - longe de mim - afirmar que fostes tu que inventaste a “Percepção geral das coisas”? Ou será que a tua é melhor que a minha?

 

Abraço

 

P.S. para que saibas: considera o título do teu post roubado. Pago-te um jantar de direitos de autor quando o utilizar.



publicado por Pedro Marques Lopes às 18:15 | link do post | comentar

 

 



publicado por Bernardo Pires de Lima às 09:50 | link do post

Domingo, 13 de Dezembro de 2009

Não há colunista que se preze que não tenha feito seriíssimos apelos à responsabilidade. E muito bem. Não há nada pior do que a sensação de viver num país onde a impunidade impera. Ninguém tem culpa de coisa nenhuma e mesmo se alguém é, por remota hipótese, julgado e condenado por algo de impróprio, não faltam as vozes a pedir que seja feito um enquadramento que relativize a situação.

Corre, no entanto, uma interessante teoria que defende o princípio da inimputabilidade para quem escreve textos de opinião. Ou seja, designa-se um texto ou um comentário numa qualquer estação de rádio ou televisão como opinião, e está automaticamente passada uma espécie de autorização para se dizer tudo o que vem à cabeça. Não há qualquer tipo de limites.

 

 

DN de hoje



publicado por Pedro Marques Lopes às 17:25 | link do post | comentar

 

 



publicado por Bernardo Pires de Lima às 12:54 | link do post

Sábado, 12 de Dezembro de 2009

Victor Sebestyen, no início do livro “Revolução 1989, A Queda do Império Soviético”, cita um tal de Mircea Dinescu. Escreveu este romeno: “ Que Deus nos proteja daqueles que querem o que é melhor para mim. Que me proteja dos tipos simpáticos sempre dispostos a denunciar-me, do padre com um gravador escondido sob a vestimenta, dos lençóis que me tapam sem chegar a dizer boa noite, daqueles que se enfurecem contra o seu próprio povo... agora que o Inverno está a chegar.”

 

Penso exactamente o mesmo quando leio Pacheco Pereira, Graça Moura, Cintra Torres e seus dilectos seguidores.  

 



publicado por Pedro Marques Lopes às 20:59 | link do post | comentar

 

Horses (1975)

Patti Smith



publicado por Bernardo Pires de Lima às 12:16 | link do post

Sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009

A surge no Iraque foi obra de Petraeus e de Gates. A surge no Afeganistão também o será. Mudou o presidente, não mudou, aparentemente, a estratégia. Mesmo que o Iraque seja diferente do Afeganistão. Este livro explica o papel de Petraeus como nenhum outro o fez.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 13:42 | link do post

 

Convenhamos que empregar 44 vezes a palavra “guerra” num discurso de aceitação do Prémio Nobel da Paz deve dar azia a muito boa gente. Obama, ao que parece, não se importou e acabou por esboçar, em boa verdade, as linhas da grande estratégia norte-americana para o seu mandato. Com perspectivas encadeadas e dentro de uma moldura que compete ao decisor político e comandante-em-chefe de duas guerras simultâneas.
 
Por um lado, ao assumir esta condição de alto responsável pelo “estado de guerra”, sublinha um ponto incontornável: é sobre este mundo que tem que tomar decisões, algumas delas desagradáveis, como usar a força unilateralmente se necessário para defender o seu país. Onde é que já ouvimos isto? Certo. George W. Bush. Mas não só. O quadro unilateralista, não sendo uma particularidade da história norte-americana, está em cima de qualquer secretária do inquilino da Casa Branca. E vai continuar a estar. Por outro lado, ao recuperar a justeza de certas intervenções militares, confere um desígnio moral à sua política externa na salvaguarda de direitos e liberdades universais. Vários presidentes o fizeram, mas talvez baste referir os mais recentes: Truman, Reagan ou Clinton.
 
Para Obama, se a segurança internacional deveu muito à liderança dos EUA nos últimos 60 anos e se tal contribuiu para libertar a Europa e outras regiões do mundo dos totalitarismos, tal conduta não deve prescrever. Só assim se chegará a um estádio de paz duradoura e justa, tendencialmente universal. Obama foi corajoso, mas pouco ou nada inovador.
 
Hoje no i.


publicado por Bernardo Pires de Lima às 11:03 | link do post

Quarta-feira, 9 de Dezembro de 2009

Portugal votou recentemente o relatório sobre a guerra em Gaza, entre o Hamas e Israel. Na Assembleia Geral da ONU, o relatório foi aprovado com 144 votos a favor, 18 contra e 44 abstenções. A esmagadora maioria dos aliados de Portugal na UE e na NATO absteve-se ou votou contra. Portugal, optou por estar ao lado dessa grande maioria que juntou a Coreia do Norte, Myanmar, a Somália ou o Zimbabué, entre muitos outros dignos representantes das democracias. Amado, um ministro que me habituei a respeitar, diz que esta posição dá um passo para pontes relativamente ao conflito israelo-palestiniano e, num sentido mais largo, ao cenário do Afeganistão, necessários nesta altura. Eu, para passar do respeito à admiração, tinha preferido que o Estado português assumisse que a decisão serviu para garantir uns quantos votos favoráveis à eleição para membro não-permanente do Conselho de Segurança. Até porque os dois principais concorrentes, Alemanha e Canadá, votaram contra.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 22:46 | link do post

Volta e meia alguns banqueiros da nossa praça analisam a situação política nacional. Esta é, sem margem para dúvidas, preocupante desde, para aí, 1143. Opinam sobre os partidos, o papel do Presidente, do Parlamento, afagam invariavelment a cabeça do governo - seja ele qual for - enfim, dão uma de conselheiros, ou melhor, alerteiros, do futuro próximo. Este, como não podia deixar de ser, é ainda mais preocupante que o passado. Ricardo Salgado costuma enviar recados no programa da dra. Judite. Fernando Ulrich costuma fazê-lo onde calhar.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 22:36 | link do post



publicado por Bernardo Pires de Lima às 10:33 | link do post

Terça-feira, 8 de Dezembro de 2009

 

"Não venha com a problemática que eu dou a solucionática". (aqui)



publicado por Bernardo Pires de Lima às 14:24 | link do post

 

Trinta anos após a tomada dos reféns norte-americanos na embaixada de Teerão, as suas ruas clarificaram o actual estado da arte. De um lado, os que gritam por glória ao clímax “anti-imperialista” de 1979 e continuam a orientar as suas acções para o poder perpétuo: elites teocráticas, políticos herdeiros da revolução (Ahmadinejad), forças militares do regime com poder de veto na política nuclear (Guardas da Revolução) e milícias a estas associadas (as Basij ou os Qods), a quem cumpre zelarem não só pelo regular funcionamento da revolução como pelo apoio a alguns movimentos fora das suas fronteiras.
 
Do outro lado, uma faixa etária que nasceu depois de 1979 e para a qual não faz sentido viver num regime que priva liberdades, hostiliza vizinhos, espia actos privados e corta acessos ao exterior. Seis meses após as eleições presidenciais, os dirigentes políticos, militares e religiosos cerraram fileiras, prenderam opositores, aumentaram o nível de ameaça, criaram novas brigadas pelo país que fiscalizam o cumprimento das práticas islâmicas, confiscaram operadores de telemóveis e servidores de internet. Contra isto, os estudantes preferiram marchar, no 30º aniversário da tomada da embaixada, contra a ditadura no poder e não contra o “grande Satã”. Ontem, ao celebrarem o dia do estudante (em honra dos que morreram às mãos da polícia, em 1953), fizeram-no contra o regime que os governa. 1979 não é definitivamente o seu annus mirabilis e a revolução que aí nasceu é cada vez menos a sua fonte de inspiração.
 
Hoje no i.


publicado por Bernardo Pires de Lima às 14:06 | link do post

Domingo, 6 de Dezembro de 2009

O PSD quer uma comissão de inquérito para investigar o “Magalhães”. Já o facto de o Tribunal de Contas ter recusado a atribuição de visto prévio a contratos para concessões de cinco auto-estradas deixa o PSD indiferente. 

 

De valores nem vale a pena falar: só o contrato para a auto-estrada do Douro Interior, adjudicada à construtora Mota-Engil, vale 700 milhões de euros. E só estamos a falar de uma. Agora faça-se o trabalho de casa e compare-se com o custo total do programa “Magalhães”. Uma pequena ajuda: não perca tempo, vai ficar irritado.

Por outro lado, temos uma entidade independente a questionar de forma aberta a forma como estas concessões estão a ser atribuídas, com argumentos claros e sem depender de uns argumentos tirados de um manual de demagogia barata.

Se há caso em que era necessária uma comissão para investigar como é que estes contratos estão a ser negociados é, claramente, este. Mas não, o PSD prefere processos que façam manchetes, mesmo que sejam irrelevantes, comparados com os que seriam, de facto, importantes.

 

Isto de pôr um especialista em baixa política e intriga coscuvilheira a tratar da agenda de um partido só podia dar disparate.

 



publicado por Pedro Marques Lopes às 20:16 | link do post | comentar

 

 



publicado por Bernardo Pires de Lima às 12:50 | link do post

Francisco Pinto Balsemão, num debate promovido pelo Instituto Francisco Sá Carneiro, disse que o PSD estava a caminhar lentamente para o suicídio.

Não é que seja necessário elogiar a coragem do militante número um dos social democratas, mas não deixa de ser digno de nota que o tenha dito na cara dos que têm conduzido o partido a este lamentável estado - pelas declarações da presidente do partido, à saída da sessão, mostraram que, ou não tinha ouvido o que Balsemão tinha dito ou não percebeu as evidentes criticas .

Por outro lado, também fica sempre bem exibir a capacidade de autocrítica. Ninguém, com certeza, se esqueceu que o ex Primeiro-Ministro foi apoiante da candidatura da dra. Ferreira Leite. Nunca é tarde para reconhecer os erros.

 

 

Dn de hoje



publicado por Pedro Marques Lopes às 03:18 | link do post | comentar

Sábado, 5 de Dezembro de 2009

 

São os Orelha Negra e fica aqui o primeiro single, Blessed. Eu sei quem está por trás de cada vinil. E quem os foi ver ontem no Super Bock em Stock também.

 



publicado por Bernardo Pires de Lima às 21:15 | link do post

 

Blue Train (1957)

John Coltrane



publicado por Bernardo Pires de Lima às 12:10 | link do post

Era uma vez um homem que tinha um filho doente. Por muitos médicos que consultasse, por muitos medicamentos que lhe desse, não havia meio da febre baixar. Desesperado, deitou o termómetro fora.  

O debate de ontem fez-me recordar esta história. Aparentemente, o Governo e o principal partido da oposição desistiram de procurar soluções para os reais problemas do país e resolveram enveredar por um caminho de intriga e baixa política que faz adivinhar um resultado trágico.

A bem da verdade, o primeiro responsável por este estado de coisas foi o PSD que, num conjunto de atitudes sem precedente, tirou do centro do debate a política. Substitui-a pela tentativa da devassa da vida privada e por julgamentos de carácter que traiem a tradição do partido e confirmam a liderança desastrosa, sem rumo e sem projecto, protagonizada por Manuela Ferreira Leite.

O partido do Governo respondeu, lamentavelmente, na mesma moeda. As acusações do Ministro Vieira da Silva e do deputado Ricardo Rodrigues não foram dignas, quer dum Ministro, quer dum representante dos portugueses e mereciam uma atitude firme e responsável do Primeiro-ministro. Não se distanciado das declarações destes seus dois camaradas de partido tornou-se co-responsável.

Num momento em que a uma profunda crise económica se juntou uma não menor crise política, os dois principais partidos divertem-se com jogos florais. Estão bem um para o outro.  

 

DN de hoje

 



publicado por Pedro Marques Lopes às 03:00 | link do post | comentar

Sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009

O discurso de West Point foi sobretudo virado para dentro: para os desconfiados no Congresso e para os americanos que não compreendem uma guerra sem êxitos em altura de profunda crise económica. Falta a Obama o enunciado de uma grande estratégia que enquadre o esforço no Afeganistão em função da sua natureza: o problema é regional e a solução, a existir, também. Ao pretender que a liderança e o triunfo sejam norte-americanos, acabou por ficar refém dos limites dessa abordagem.

 

Cerca de 75% do abastecimento aos aliados entra pelo porto de Karachi, no Paquistão: é por via marítima que se abastecem as rotas terrestres de Quetta e Peshawar, manifestamente inseguras. Importa, assim, manter apoios - do Paquistão ao Japão (Tóquio acaba de disponibilizar mais 5 mil milhões de dólares), mas também alternativas. São cada vez mais importantes os auxílios do Turquemenistão, por onde passam as rotas terrestres vindas do Cáspio; do Uzbequistão, fundamental à preciosa ajuda russa; e do Quirguistão, pela base aérea de Manas. Ou seja, na prática, os EUA e a NATO já regionalizaram o problema e perceberam que a solução depende de muitos. Da Rússia (o tráfico de droga aumentou 40 vezes no seu território, desde 2001), da Índia (receosa do colapso paquistanês), ou do Irão (que pode sofrer com o êxodo terrorista). Os europeus já estão em espargata e, em rigor, o colapso de Cabul resvala mais directamente para os vizinhos regionais do que para as capitais europeias. É para aqueles que Obama se deve dirigir agora.

 

Hoje no i.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 10:14 | link do post

Quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009

 

Aos 14 anos, testes psicotécnicos crucificaram-no sem dó nem piedade: desporto e na FMH. Aos 15 opta, em plena consciência juvenil, por economia. Vai com isso até ao fim do liceu. Num dia de Verão inscreve-se em direito. Cursa-o até entrar em depressão, o que significa dois longos e penosos semestres. Pensou seriamente em ser fotógrafo, mas noutro dia de Verão, não muito longe e provavelmente mais belo que o anterior, inicia um temporada na política, digamos, científica, e quando termina orienta-se pela política, digamos, lá de fora. Mestra-se e doutora-se por essas bandas, pena que aliás cumpre sem direito a recurso. Hoje lembra-se que não queria ter sido mais do que uma estrela rock. De preferência lá atrás, sentado, com duas baquetas nas mãos. A vida é cruel.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 22:56 | link do post

Putin não exclui candidatar-se. Medvedev muito menos. Previsível. Mas não tão cedo.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 16:51 | link do post

 

Ao longo da campanha eleitoral, Obama dispôs-se a dar prioridade ao Afeganistão. Quando chega à Casa Branca decide enviar 20 mil homens para o terreno, conquistando o Congresso e a maioria dos norte-americanos. Hoje, os democratas torcem o nariz às despesas que aí vêm (mais 30 mil milhões em 2010), aos custos políticos das arriscadas acções militares, sempre com o horizonte eleitoral que os espera em 2010. Obama propõe, mas é o Congresso que decide.
O discurso de West Point assenta numa premissa clara: a guerra no Afeganistão é justa, legítima e do interesse nacional americano. Primeiro, por ser uma resposta a um ataque em solo americano; segundo, por ter reunido na sua origem um largo consenso interno e externo - no Congresso, na NATO e no Conselho de Segurança; terceiro, porque é a leitura desta administração – tal como a de Bush sobre o mesmo cenário – que a segurança dos EUA se defende no paraíso maior da al-Qaeda e do recrutamento extremista. Se o reforço militar se inspira no sucesso da experiência iraquiana (sendo dois países bem distintos), a verdade é que Obama pouco disse sobre a necessária estratégia civil (quem paga? quanto?) e sobre a vital cooperação com o Paquistão (em que moldes?). Terminado o calendário que finalmente traçou e garantido o número de tropas e polícias afegãos capazes de garantir os serviços mínimos, a declaração de vitória será audível ainda a tempo das eleições de 2012. E aí, Obama poderá, talvez, voltar a respirar de alívio. 
Hoje no i.


publicado por Bernardo Pires de Lima às 12:48 | link do post

 

Que fique registado em acta que eu só me habituei a ver e a gostar de atletismo pela televisão porque o Jorge Lopes o comentava.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 01:37 | link do post

Terça-feira, 1 de Dezembro de 2009

O Professor Cavaco reservou 22 quartos no Mirage para a sua comitiva. Era evidente que a comitiva, mesmo com o trânsito cortado ou, na pior das hipóteses, com batedores a abrir caminho, era incapaz de fazer Belém-Cascais a tempo de chegar a horas. Além disso, esta comitiva justifica-se perfeitamente para alguém com um papel tão relevante na política externa portuguesa como é o nosso Presidente. O que seria mesmo desta cimeira sem o Professor Cavaco e a sua comitiva. Por fim, tudo isto se justifica face ao sinal a dar aos nossos amigos latino-americanos: somos pequenos, mas gostamos de gastar à tripa forra. Para consumo interno, ficou o aviso: estamos tão bem de finanças públicas que mais vale gastar o que temos à grande e à francesa. Obrigado Professor, por mais esta lição.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 22:50 | link do post

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