Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

É interessante ver como os que há anos se entretêm a diabolizar a Constituição podem ser exactamente os mesmos que a querem ver hoje escrupulosamente cumprida.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 09:55 | link do post

Domingo, 7 de Fevereiro de 2010

 

 



publicado por Bernardo Pires de Lima às 12:17 | link do post

Sábado, 6 de Fevereiro de 2010

 

Yellow House (2006)

Grizzly Bear



publicado por Bernardo Pires de Lima às 12:09 | link do post

Sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

Obama dedicou o último ano a reatar relações por esse mundo fora. Deu o benefício da dúvida ao Irão, apaixonou -se pela China, tomou chá na Europa e na Rússia, evitou ranger os dentes à Coreia do Norte e até pensou almoçar com os irmãos Castro (os de Cuba, claro). Os resultados não são animadores: em Teerão só se pensa no nuclear e na eliminação dos opositores; em Pequim aperta-se o cerco ao Google e irritam-se os empresários americanos com a desvalorização sistemática da moeda; em Pyongyang testaram-se mais uns mísseis; em Havana, nem houve tempo para um charuto. Apesar de tudo, o clima com europeus e russos desanuviou. Nem tudo foi contraproducente.

Mas como parece que é na Ásia que tudo se passa, vale a pena medir a temperatura ao clima que vem animando Washington e Pequim. A liberdade de expressão é cara à influência global americana depois dos abalos causados pela crise; as ajudas militares a Taiwan (mais 6 mil milhões de dólares [4,37 mil milhões de euros]) estão consagradas em tratado bilateral desde 1979; receber o Dalai Lama em Washington é uma prerrogativa que apenas assiste à Casa Branca; e um chega para lá na emergência da China acaba por vir em boa altura, quando a economia e o desemprego se preparam para ser armas de arremesso entre candidatos ao Congresso.

Desde o discurso como Nobel da Paz que Obama se mostra mais confortável no despique internacional com os outros grandes. Diga-se que aprendeu rápido: o mundo não é dos bondosos, é dos mais capazes.

 

Hoje no i



publicado por Bernardo Pires de Lima às 10:53 | link do post

 

 

 

Espero ansiosamente pelos aplausos a mais uma exemplar exibição de uma coisa a que alguns chamam liberdade de imprensa.

Força rapaziada, saúdem o mundo que estão a criar.



publicado por Pedro Marques Lopes às 02:55 | link do post | comentar

Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010

Há um Sporting antes e um Sporting depois do fim da 10A. Por esta porta saíam todos os jogadores e dirigentes nos finais dos jogos. Quando ganhavam eram abraçados. Escuso-me de vos recordar o que se fazia quando perdiam. A minha tese é simples: se a 10A existisse, nada desta palhaçada feita por estas crianças de Alcochete tinha mais pernas para andar. Primeiro, porque já lhes tinham ido às canelas. Segundo, porque sabiam o que era jogar sob verdadeira pressão alta. Só volto a Alvalade quando a 10A voltar a ter a dignidade que merece.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 23:10 | link do post

Aqueles gajos que dançam em concertos rock como se estivessem no meio da pista do Lux estão bem para os ruminantes de pipocas nos cinemas: todos deviam ser barrados à porta.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 22:30 | link do post

 

...  e citando o meu amigo Francisco Mendes da Silva: o Garage foi mítico.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 18:02 | link do post

O governo parece estar a querer partir a corda para forçar a sua queda. As oposições parecem querer fugir disto como o diabo da cruz e querem que o governo se mantenha em funções custe o que custar.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 13:10 | link do post

Quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

Hoje, na Edição Internacional, fala-se de tensões EUA-China, das relações transatlânticas e da segunda volta das presidenciais na Ucrânia. É às 23.30h na Renascença.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 19:29 | link do post

Com um primeiro-ministro sobretudo preocupado com o que dizem dele e sem vontade de governar, as eleições no PSD adquirem uma dimensão especial: delas vai sair o próximo primeiro-ministro.



publicado por Pedro Marques Lopes às 18:35 | link do post | comentar

 

PS quer publicar na Internet rendimentos dos cidadãos



publicado por Pedro Marques Lopes às 11:42 | link do post | comentar

Tolera-se a um primeiro-ministro que seja humano e se ofenda com o que a imprensa diz sobre ele. Pedir a Sócrates que ignore a opinião dos outros seria talvez de mais. Não é fácil resistir; compreende-se. Porém, exige-se de um primeiro-ministro que mostre a distância, a superioridade e a largueza de espírito que convém aos homens de Estado, que não se deixam abalar por causa de uma página de jornal nem se deixam governar a si próprios pela ideia de uma popularidade flutuante e arriscada. Sucede, pois, que “o caso Mário Crespo” é uma desnecessária amostra de fragilidade. A “vida pública” depende, em primeiro lugar, da qualidade das atitudes das “figuras públicas”; procurar “uma solução” para jornalistas desafectos não será uma forma de melhorar a qualidade da democracia.

 

 Assim, de repente: será que o PM não tem nada de mais importante com que se preocupar?

 



publicado por Pedro Marques Lopes às 00:02 | link do post | comentar

Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010

 

Parece que não andei muito longe da realidade.



publicado por Bernardo Pires de Lima às 18:20 | link do post

 

Todo o orçamento define um momento e um rumo. Os EUA vivem a ressaca da pior crise económica das últimas oito décadas, têm o maior défice federal desde a Segunda Guerra Mundial (10,6% PIB), uma taxa de desemprego perto de 10%, encontraram concorrentes económicos mundiais à sua altura, lideranças políticas com capacidade competitiva e focos de caos sem fim à vista. Face a isto, que sinal político dá o presidente americano Barack Obama, depois de submeter o orçamento federal ao Congresso?
 
Uma leitura possível revela soluções politicamente urgentes e prioridades externas: apoiar a criação de emprego, promover o alargamento da assistência à saúde, sustentar a segurança social e garantir a preponderância militar a nível mundial. Porquê? Porque a política será sobretudo local a curto prazo – eleições para o Congresso em 2010 e para Congresso e Casa Branca em 2012 –, e porque 2011 marcará o princípio de um fim anunciado no Afeganistão e no Iraque, duas esponjas de fundos para validar o optimismo da administração. Por isso a defesa cresce 3,4% e a segurança interna 2%: Obama sabe perfeitamente que basta um único grande fracasso nestes domínios para comprometer qualquer avaliação positiva e até a sua reeleição.
 
Se, como prevê a administração, o défice atingir os 5% do PIB em 2012, Obama pode dizer que está para nascer um presidente que faça melhor do que ele em tão pouco tempo. Se falhar, dirão que a história nunca antes vira tão talentoso político para um tão ingrato tempo. A história não costuma ser meiga para quem falha.  
 
Hoje no i


publicado por Bernardo Pires de Lima às 15:34 | link do post

Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010

Já ilustrei este debate com metáforas políticas. Agora é a vez do futebol. Acalmem-se, é só ilustração. O resto é que importa e Walter Lippman já o disse melhor do que eu: «Não pode haver liberdade numa comunidade que não disponha de informação que lhe permita detectar uma mentira.»
A novela começa sempre assim: há uma investigação, e essa investigação é sigilosa. Há um crime associado à sua divulgação (a divulgação também permite o escrutínio...). Chama-se «violação do segredo de justiça». Mas alguém, na redoma onde o segredo está guardado, com ferrolhos, selecciona parte da informação para consumo da turba ávida. A isto chama-se manipulação, mas os que sofrem de síndroma de privação não querem saber. Sabe a metadona. E faz quase o mesmo efeito.
Há um túnel num estádio, onde um conjunto de aparelhos de videovigilância operam para consumo de quem os instala. Há incidentes no túnel, presenciados por polícias, árbitros, jogadores, dirigentes, seguranças. Um segurança queixa-se de agressões de jogadores. O árbitro e a polícia registam indícios dessas agressões contra 2 jogadores. Um jornal amigo dos «da casa» escreve em manchete que foram 5.
Nada está provado, mas neste momento já ninguém tem dúvidas: «pelo menos 2» agrediram. Ninguém viu, ninguém sabe. Os jornalistas, que pelo menos o «quem fez o quê, onde, quando, como e porquê?» aprenderam na escola, esquecem-se destas perguntinhas simples, porque lhes pedem afirmações assertivas. Todos querem publicar o relatório oficial, aquele que diz «a verdade». É apenas um relatório, é uma acusação, é parte da verdade, não é?
Depois há a meta-narrativa. O truque mais comum dos preconceitos jornalísticos. Os anglo-saxónicos chamam-lhe bias. Nós nem lhe damos um nome comum. Porque o ignoramos? A Hillary Clinton é fria. O George W. Bush é inculto. O Pacheco Pereira é um erudito. O Pinto da Costa é corrupto. Bias, preconceito. Ninguém confirma esta informação, é um dado adquirido. Siga para bingo.
Se houve dois agressores, ainda por cima de um clube que usa métodos «sujos» (lá vem mais uma escuta ilegal para o tentar provar, mas para quê, se já toda a gente sabe?), só pode ser verdade. Há quem queira que seja verdade. É tão natural como uma paixão. E há quem aceite a verdade porque foi persuadido a acreditar.
Esqueçam lá o futebol. Ponham aqui o que quiserem: caso Moderna, Casa Pia, Freeport, Apito Dourado, Portucale.
Pelo meio, os célebres «direitos civis» são chutados para canto. Cidadãos escutados ilegalmente, presos preventivamente, suspensos por tempo indeterminado das suas actividades. São suspeitos. Isto é, são quase culpados. É uma questão de tempo. Porque a inocência não é retroactiva: a culpa vive-se no presente.
Depois o circo pega fogo. Saem as escutas, interpretam-se as lacunas, assiste-se aos vídeos. Ninguém pergunta de onde vieram, se são a realidade ou parte dela. Se explicam ou não o que queremos saber. São provas, que geralmente (reparem na coincidência) nenhum tribunal aceita. Mas os cidadãos aceitam, julgam e condenam.
São os políticos, essa corja, ou os futebolistas, essas cavalgaduras milionárias. Ninguém se importa com o que estes «culpados», que gostamos de condenar sumariamente, dizem sobre a nossa sociedade.
Queremos condenar. Porque a vida não é o que queríamos que fosse. Precisamos de substituir a desilusão pelo inimigo externo. Não é isso o futebol, afinal de contas?
Não. Nem é isso a política, mesmo neste eterno Benfica-Porto em que discutimos o défice. Isto é apenas a prova de que não somos livres. Porque não queremos distinguir a verdade da mentira.

 

Paulo Pena



publicado por Pedro Marques Lopes às 19:09 | link do post | comentar

O resto não conta.


publicado por Pedro Marques Lopes às 14:06 | link do post | comentar

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