Terça-feira, 7 de Junho de 2011

Assisti ao vivo Ferro Rodrigues durante três dias da última campanha dizer a mesma coisa: estão a fazer ataques de carácter ao nosso líder, José Sócrates, e isso não é forma de estar e fazer política. Depois do que hoje disse Ana Gomes estar um segundo calado significa pactuar durante um segundo com o mais reles que existe na vida pública. Apelo extensível a Vieira da Silva, Paulo Pedroso, José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Augusto Santos Silva, Mário Soares e Almeida Santos.



publicado por Francisco Teixeira às 13:16 | link do post | comentar

35 comentários:
De João Mateus a 7 de Junho de 2011 às 13:29
Pergunto:

Algumas dessas personalidades é do CDS?

É que o que seria de esperar, era que os centristas se unissem em torno do seu leader e viessem a terreiro defendê-lo, tal como o fizeram os socialistas acima referidos.

Mas que personalidades de prestígio, como as acima referidas, tem o CDS para o fazer?




De Francisco Teixeira a 7 de Junho de 2011 às 14:01
Meu caro,

Quando existem princípios, quando se defendem princípios, quando se tem princípios eles são aplicados dentro de casa e na rua. Sei que pode parecer difícil de explicar, mas ensina-se no berço.


De Pedro a 7 de Junho de 2011 às 15:58
Diria que o oposto também se aplica. E quem antes não se chocou com "ataques pessoais" não se deveria chocar agora.


De Francisco Teixeira a 7 de Junho de 2011 às 16:11
Desculpe a falta de memória: recorde-me um ataque idêntico feito numa instância internacional (Parlamento Europeu) por alguém que tutela um cargo político (eurodeputado)?


De Pedro a 7 de Junho de 2011 às 16:35
Eu diria que até me recordo de líderes partidários para não dizer de presidentes da república, por via directa ou porta-vozes oficiosos. Devo começar a fazer a lista? Onde é que traça a linha entre o ataque político e o pessoal?


De Francisco Teixeira a 7 de Junho de 2011 às 16:55
Falo de vias directas como foi o caso de Ana Gomes e é fácil de definir ataques pessoais. O caso de Strauss-Kahn de que fala Ana Gomes. Creio que é um ataque pessoal


De Pedro a 7 de Junho de 2011 às 17:17
Do que li... disse duas coisas "fortes". Uma que PP esteve por detrás na campanha caluniosa contra os dirigentes do PS. Algo que pode ser calúnia gratuita ou pode ser uma coragem a que a história fará justiça.

Depois disse que o recurso a prostituição por parte de altos dignitários do estado é preocupante porque os deixa vulneráveis a chantagens. O que é verdade. Quem não se recorda do famoso caso de uma importtante pasta deixada numa pensão por um importante ministro? É censurável porque resulta numa "insinuação" que todos os jornalistas sabem mas todos fingem não ver porque Portugal tem uma tradição de "respeitar" vida privada dos políticos. Creio no entanto que no caso do José Sócrates não foi assim tão respeitada. Double standards.

Mas já se percebeu que o que até aqui era uma vitalidade da liberdade de expressão passará a ser insulto gratuito que inquina a vida democrática. Ah... como a direita é tão previsível...


De Francisco Teixeira a 7 de Junho de 2011 às 17:30
Não compreendo o seu ponto. Mesmo! Ana Gomes lançou suspeitas graves, gratuitas, infundadas e caluniosas sobre um líder partidário. Enquanto eurodeputada. É um problema da direita? Errado. Estupidamente errado. É um problema de alguma esquerda (creio que muito isolado) que não percebe o óbvio. Se o ataque fosse lançado contra o líder do PNR , do PCTP-MRPP ou contra o dono da padaria do seu bairro diria exactamente o mesmo.


De Anónimo a 7 de Junho de 2011 às 17:33
"suspeitas graves, gratuitas, infundadas e caluniosas sobre um líder partidário."" Eventualmente até concordo. Mas eu até acho que o mandato do Cavaco devia ter sido impugnado por quebra dos valores institucionais que eu descreveria como "suspeitas graves, gratuitas, infundadas e caluniosas sobre um líder partidário" que por acaso era primeiro-ministro.

Daí dizer que é um problema direita e esquerda: Desconfio que seja bem mais toleranto que eu para com o presidente Cavaco.


De Pedro a 7 de Junho de 2011 às 17:54
Não sendo contra o dono da padaria, abre uma excepção de for contra José Sócrates? E se o ataque pessoal for orquestrado a partir de Belém?

Ainda não consegui perceber como é que pesa relativamente "as declarações da Ana Gomes" versus "o caso das escutas"

Não vai ter o topete de dizer que a atitude da Ana Gomes é mais grave, não? Seria estupidamente errado.


De Francisco Teixeira a 7 de Junho de 2011 às 18:04
Comparo o comparável: ataques públicos em que se dá cara e se aponta o alvo. Condenei sempre todos os ataques pessoais a Sócrates. Aconselho-o a ver o vídeo que está acima com as declarações de Ferro Rodrigues.


De Pedro a 7 de Junho de 2011 às 18:31
Dando-me a liberdades de Catrogra arrisco dizer que acusa o Cavaco de tudo o que acusa a Ana Gomes mas ainda lhe soma a falta de tomates.

Já me parece justo. ;) Ainda que eu descontasse a importância relativa de cada cargo.


De Francisco Teixeira a 8 de Junho de 2011 às 10:51
Não acuso Cavaco de nada. Nunca ouvi Cavaco, em público, a dizer o que quer que fosse comparável ao que ouvi Ana Gomes dizer. Não´o compreender é pactuar com o "inqualificável".


De Pedro a 8 de Junho de 2011 às 14:16
Pactuar com o inqualificável é não assumir que o caso das escutas é o mais grave ataque pessoal a uma figura política desde os tempos do PREC. E orquestrado partir de Belém. Mas eu percebo... porque percebo que lhe custa ser tão cáustico para um figura de direita como é para Ana Gomes. ;)

Não reconhecer isto é, como diria o nosso presidente, não ter legitimidade para falar em ataques inqualificáveis.

Ao pé desse caso, estas declarações da Ana Gomes são uma brincadeira de meninos.


De Francisco Teixeira a 8 de Junho de 2011 às 14:35
Podemos falar de tudo...das escutas a Belém...das notícias da casa de férias do Cavaco, do Freeport , dos submarinos, do Portucale ...isso é porcaria na ventoinha. Mas porcaria sem rosto. Agora com rosto há o comportamento execrável de Ana Gomes. Perdi-lhe todo o respeito.


De Pedro a 8 de Junho de 2011 às 14:42
Mas como presumo que não nega a autoria de Cavaco no caso das escutas soma-se ao nosso presidente a cobardia de não assumir o que fez.

Mais: enquanto presidente. Relativizou? Votou nele? Que acha de um sistema político que consegue valorizar a personagem responsável pela ignomínia paranóica?

Chama-lhe merda na ventoinha? Não lhe parece mais grave do que o caso da Ana Gomes? É isso que acho inacreditável.

No Cavaco, relativiza?, desvaloriza?, perdoa?, agora na Ana Gomes. Parem as rotativas que temos nova manchete. Francamente. É não ter noção das proporções.


De Francisco Teixeira a 8 de Junho de 2011 às 14:49
Meu caro,
O Sócrates fazia isso muito bem, mas esse tempo já lá vai....Eu critico a Ana Gomes, você cria um facto lateral e quer que eu fale do Cavaco. Voulá! Mais, quer que eu diga se votei no Cavaco, se o Cavaco andou a ver mails e afins...E já agora o que pensa sobre o sexo dos anjos? Eles sempre têm?


De Anónimo a 8 de Junho de 2011 às 14:51
Engana-se. Estava a aferir da sua capacidade para se chocar com ataques pessoais.

Que, já se percebeu... é selectiva.


De Francisco Teixeira a 8 de Junho de 2011 às 15:00
Sim, selecciono . Entre os ataques com rosto e os sem rosto. Falava apenas dos primeiros. Não vou entrar aqui em ataques nos jornais sobre a casa da coelha e afins (escutas e etc...). É capaz de criticar o comportamento vergonhoso de Ana Gomes?


De Pedro a 8 de Junho de 2011 às 15:11
Sem rosto? Tem coragem para dizer isso?

Factos.

Fernando Lima faz e dá um dossier sobre um assessor do Governo. Tem rosto.

Cavaco não retira a confiança política em Fernando Lima e torna públicas desconfianças nas suas comunicações. Tem rosto.

Quais são as suas dúvidas mesmo? Se não tira conclusões disto... caramba!, é proeza.

Na ignorância seria incúria e ingenuidade incompatível com o cargo. No conhecimento é... ter um presidente a orquestrar uma campanha caluniosa.

Ao contrário do PML, o FT não se ficou por criticar a Ana Gomes mas decidiu "convocar" socialistas para o fazer. Daí ser natural que lhe pergunte se esperou a mesma demarcação de figuras do PSD na altura das escutas.


De Francisco Teixeira a 8 de Junho de 2011 às 15:23
Eu convoquei todos os socialistas que até há uma semana se queixavam de estar a ser alvo de ataques caluniosos, injuriosos ao carácter do seu líder. São os mesmos socialistas que ontem se calaram. Viu o filme de Ferro Rodrigues em Caneças? Creio que está tudo dito.
Sobre o "rosto" de Fernando Lima tem, para este caso conreto, a mesma importância que levar a areia para o deserto. Nenhuma. (Ainda não o ouvi criticar a srª embaixadora....)


De Pedro a 8 de Junho de 2011 às 15:39
O "rosto" não é o de Fernando Lima. É o de Cavaco. Mas estamos esclarecidos se acha que o homem é um estadista e que não orquestrou nenhuma ataque pessoal.

É que nem se defende com retórica. Atamanca meia dúzia de frases para evitar dizer que o Cavaco é responsável e que o FT nada fica incomodado com o facto de ele ainda ser presidente apesar de tamanha vileza para roubar a expressão ao PML.

O que mostra, além de uma débil retórica, é que os ataques pessoais não lhe interessam nada. Nada. Caso contrário não fingiria que não tinha visto o episódio das escutas que, reforço, é o mais vil ataque pessoal desde o PREC. E logo pelo chefe de estado. E o FT assobia para o ar? Finge que não vê?

Mas critiquei:

De Anónimo a 7 de Junho de 2011 às 17:33
"suspeitas graves, gratuitas, infundadas e caluniosas sobre um líder partidário."" Eventualmente até concordo.

Mas recordo que aqui o meu contra-ponta era, não das declarações em si, mas no nas reacções. Por alguma coisa escolhi este post e não outro para criticar.


De Francisco Teixeira a 8 de Junho de 2011 às 15:42
Como assinou anónimo, nunca perceberia...E olhe não sei assobiar...eu na devida altura critiquei o Cavaco. Sim, foi um erro crasso. Sim, o Governo já tinha cometido muitos, muitos mesmo mas nunca um Presidente deveria ter respondido (de forma consciente ou não, creio que não) aquilo.


De Pedro a 8 de Junho de 2011 às 15:49
"Erro crasso"? Acusar o PM de espiar o PR? "Erro crasso"? Plantar uma notícia sem fundamento nos jornais? "Erro crasso"? Ter um (que se saiba) dossier sobre um assessor específico do PM, onde se incluem informações sobretudo pessoais? "Erro crasso"? "Erro crasso"? "Erro crasso"? Reforço que é assim que formo a minha opinião sobre o que o FT acha sobre ataques pessoais. Muito bem.

Compare os termos que usou com a Ana Gomes com os que usou agora para o Cavaco e temos uma ideia da importância relativa que dá a cada uma das coisas. Acha mesmo que os ataques pessoais o incomodam? Ou "certos" ataques pessoais?

Tem memória de ter convocado toda a direita que alguma vez se tenha sentido vítima de "ataques pessoais"?

Convocou Deus Pinheiro? Paulo Portas? Nobre Guedes? Dias Loureiro? Daniel Sanches?

(de cor faltam-me nomes francamente... )


De Francisco Teixeira a 8 de Junho de 2011 às 15:57
Vê? Lá está a estratégia socrática: cria-se um facto ao lado com tanto ruído que nos esquecemos do que estávamos a falar. Estamos a falar de uma eurodeputada que 24 horas depois do seu partido ter sofrido a maior derrota eleitoral em 20 anos e do povo ter elegido uma coligação com dois líderes (sim, Paulo Portas foi a eleições e até se apresentou como candidato a "primeiro-ministro), decidi atacar de formal vil, baixa e execrável o líder do CDS. Se quiser podemos sempre falar sobre todos os casos suspeitos que envolvem ou envolveram políticos mas isso não passa de conversa de café. A conversa que critiquei foi feita por uma eurodeputada portuguesa nos corredores do Parlamento Europeu. Não foi na tasca da esquina. E, mais uma vez, aconselho-o: ouça o que disse o Ferro Rodrigues em Caneças há menos de uma semana...


De Pedro a 8 de Junho de 2011 às 15:59
Claro. E eu digo que só o disse porque foi uma figura da esquerda.

Porque ficou ilustrado que se fosse uma figura de direita o ataque não teria sido tão pessoal, ou não tinha cara, ou não tinha sido feito na rádio, ou não tinha sido feita na rádio e por uma mulher, ou não tinha sido feito na rádio por uma mulher chamada Ana Gomes.

Isso. Boa. Odiamos ataques pessoais. Burn her!


De Francisco Teixeira a 8 de Junho de 2011 às 16:14
Oiça o Ferro! Um ataque pessoal como o da Ana Gomes não tem ideologia , revela é falta de carácter!


De Pedro a 8 de Junho de 2011 às 16:19
Nem mais! E incompatível com o cargo de PM.


De Francisco Teixeira a 8 de Junho de 2011 às 16:22
Claro que é! Mas acho que a srª embaixadora que nunca se candidataria...


De Francisco Teixeira a 8 de Junho de 2011 às 16:24
Agora imagine: um eurodeputado do PSD disse exactamente o mesmo que Ana Gomes sobre José Sócrates. O que aconteceria? Três conferências de imprensa no Rato, cinco entrevistas e quatro artigos de opinião a "malhar"...


De Pedro a 8 de Junho de 2011 às 16:37
Já percebi que não o incomoda ter um canalha em Belém. ;)
Sim, foi um insulto gratuito mas não sou eurodeputado.


De Francisco Teixeira a 8 de Junho de 2011 às 16:43
Por falar em canalhices...eu preferia, de facto, ter um poeta. Quando a economia derrapa, a dívida dispara, o resgate financeiro bate à porta, o desemprego alastra... eu preferiria poesia com o Louçã no Conselho de Estado! Voulá!


De Pedro a 8 de Junho de 2011 às 16:58
Lá está....

Toca no ponto que queria enfatizar. É sempre possível relativizar a canalhice de acordo com as nossa opções políticas. ;)


De Francisco Teixeira a 8 de Junho de 2011 às 17:00
Sim, o Louçã como conselheiro de Estado revelou-me...ups!


De Pedro a 8 de Junho de 2011 às 17:55
Esta resposta ainda tem o curioso de resvalar para lugares comuns de associar competência política à formação, académica ou outra.

Isso já não se usa há muito tempo. ;)
No lado direito da política diria que não acontece desde o Reagan. Mas saberá que não faltariam mais contra-exemplos.

Caramba!, pá. Consegue melhor. :)


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