Quinta-feira, 24 de Novembro de 2011

Tal como o Pedro (e também como o Francisco), não gosto de censurar os gostos dos outros, cuscar os seus mais íntimos vícios ou saber se eles andam em turística ou em primeira classe. Acho mesmo que esta obsessão vouyeur instalada em Portugal, com o único objectivo de queimar o carácter das pessoas (sem qualquer direito a defesa) e de alimentar capas de jornais, está a minar fatalmente a discussão política.

Ainda assim, é um facto que o sindicalismo em Portugal está há décadas deitado numa confortável espreguiçadeira, sob a sombra de uma bananeira, a fumar um belo Cohiba e a ler uns papéis que dizem sempre a mesma coisa. É degradante e mesmo chocante ver professores sindicalistas que não dão uma aula há 30 anos, operários sindicalistas que nunca sentiram o esforço de trabalhar numa fábrica e cobardes que se organizam em matilhas raivosas (denominadas piquetes) para condicionarem a liberdade daqueles que querem ter o direito a não fazer greve. Muitos destes profissionais do sindicato, na sua absoluta recusa em aceitar a mudança, nunca protegeram os trabalhadores, mas sim os próprios interesses de sobrevivência dos sindicatos e outros interesses instalados que ajudaram o país a falir.

Portanto, com algumas excepções, o movimento sindical português não me merece grande consideração.

Quanto à greve, é obviamente um direito basilar e inalienável de qualquer democracia, mas escusam de a chamar geral. São greves do sector público e pouco mais…e 99% deste “pouco mais” são aqueles que não conseguiram ir trabalhar por causa da greve dos outros.



publicado por Francisco Proença de Carvalho às 23:58 | link do post

De Sara a 26 de Novembro de 2011 às 00:09
Gosto muito desse número, 99%. Nota-se que é fruto de um estudo isento, tal como aquele que governo e sindicatos apresentam no fim de cada greve.

A conclusão é então a de que os sindicatos só existem para proteger a existência de sindicatos. Ok... Os sindicatos são precisamente conhecidos por empregarem muita gente. É ver os sindicalistas e os boys sindicalistas a viverem vidas de rei, a atribuírem-se subvenções a si próprios, a exercerem a sua influência no privado e a deixarem o cargo para irem ganhar 700 mil euros por ano, sem terem estado durante anos a trabalhar efectivamente no mundo real como eu ou o autor do post. Isto está mesmo desgastado.

Ou terei acabado de descrever partidos políticos?


Comentar:
De
  (moderado)
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Este Blog tem comentários moderados

(moderado)
Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres



Copiar caracteres

 



O dono deste Blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.

posts recentes

"Não há bem que sempre du...

Não gosto de despedidas, ...

Au revoir

Fim

A questão alemã (II)

Dizia Amaro da Costa com ...

Razão e ambição

Autopunição

A Constituição

Sonho eterno

arquivos

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

tags

bernardo pires de lima

bpn

cavaco

francisco proença de carvalho

francisco teixeira

nato

pedro marques lopes

presidenciais

ui

uniao de facto

todas as tags

subscrever feeds