É extraordinário que as "melhores" ideias da semana sejam (i) a obrigação de inspecções periódicas às casas (by Helena Roseta) e (ii) a criação de uma Agência de apoio ao emigração (by Paulo Rangel). Estando nós falidos também porque somos o país das agências, comissões, institutos, observatórios, fundações, assembleias de tudo e mais alguma coisa, autarquias com quase mais funcionários do que habitantes, freguesias à medida do presidente da junta, etc etc... Minados por uma burocracia desesperante e com custos absurdos para os contribuintes, o normal seria querermos acabar com isso. Mas não! Os nossos políticos raramente vislumbram alguma coisa mais útil do que criar mais uns organismos para ocupar os burocratas deste país.
Num país desesperado por investimentos, num país que não se conforma com um destino negro que obrigue as pessoas a emigrar, o caminho certo é o do desmantelamento destes pequenos reinos onde não existe democracia, mas sim burocracia; da eliminação de barreiras aos negócios; da redução dos custos do Estado e dos agentes económicos.