Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2012

"Viva o Abrantes, viva a critica séria...viva o Sócrates, a crise é da Europa...viva o Abrantes e o PEC IV...viva o Pedro Nuno Santos e os joelhos dos banqueiros alemães...a culpa é do Moedas, do Passos e do Gaspar...viva o Constâncio o Teixeira e o do Santos...viva a contestação, o Passos mais não". Pois eu, Pedro, agora a sério, não entro em cantigas. O grave não é o Moedas ter dito que acalmava os mercados (o Sócrates disse que o FMI não vinha e que ninguém, nunca, fez tanto pelo défice quanto ele) grave é que não há uma alternativa. Uma que seja, ao caminho que estamos a seguir (talvez esteja no Tribunal Constitucional...). Quanto ao Abrantes, à qualidade e independência salarial concordo. Devem ter sido os arrastadeiras (acho que em abrantês é assim que se escreve) que pagaram ao prémio Nobel da economia para elogiar o acordo entre Governo, UGT e patrões.



publicado por Francisco Teixeira às 22:30 | link do post | comentar

2 comentários:
De Gonçalo a 20 de Janeiro de 2012 às 11:09
Acho piada que mencione aqui o Stiglitz (quando lhe dá jeito) mas que não reflicta, por exemplo, sobre o facto do mesmo afirmar que a asuteridade não é a solução e que, enfim, bem pelo contrário, é uma estupidez.

Alternativa ao empréstimo? Talvez não. É discutível, mas não quero entrar em conjecturas ideológicas. Chegamos aqui e temos de gramar a bucha. Poderá, portanto, não haver alternativa ao financiamento - como não havia antes - mas para o que há alternativa (e sim, isso há) é à postura e à atitude de quem os governa. Se todos já percebemos que vamos bater c'os burrinhos na água, porque caraças é que se continua a insistir na justeza das medidas. Porque é que não se começa a vocalizar a necessidade de repensar o pagamamento?

Se não há alternativa a malhar c'os cornos na parede, pelo menos que se deixe de correr...

De resto, Franciso, não sei se vale a pena sequer estar a dizer-lhe isso. É que, desculpe-me que lhe diga, a sua argumentação é perfeitamente infantil. Ui, o zézinho é mais pior que o pedrinho?

Pois sim, o grave é precisamente isso. O grave é que se abjure tudo o que já se disse no passado. O grave é pensar-se que a estupidez, o logro e a imbecilidade são pecados nuns e virtudes nos outros. O grave foi ter-se construido uma narrativa totalmente falaciosa e que agora se incorra precisamente naquilo que se criticava.

O grave, Francisco, é que se debata política e o futuro do meu país como se de uma brincadeira se tratasse.



De Francisco Teixeira a 20 de Janeiro de 2012 às 16:37
Gonçalo, eu não argumentei, ironizei. Faz toda a diferença. O meu ponto é - e não me interesses o que cada um disse-: qual é a alternativa?


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