Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012

RTP. Sou dos que não percebe porque tem o Estado de ter meios de comunicação social. Por mim, todos vendidos, o mercado regulado e é assinado um contrato de prestação de serviço público com aposta clara na diáspora, na produção nacional e etc.. Acho que a posição do Governo peca por escassa.

Opinião. Pedro, não somos ingénuos e ambos sabemos que no dia em que o comentador da casa não fizer outra coisa além de atacar o patrão será, pura e simplesmente, despedido. E acho muito bem: no dia em que Público fizer do engenheiro Belmiro o seu alvo...[nem se justifica terminar o raciocínio].

Política. Ambos sabemos que o não caso da RDP tresanda a politiquice. Tresanda. Ouve a cineasta Raquel Freire e está lá tudo: a luta de classes, o provo oprimido, o Governo da 'troika', a emigração forçada e os danados do grande capital. Só não vê quem não quer.

Delito de opinião. Continuo a não acreditar que o Pedro Rosa Mendes foi despedido por ter criticado na rádio do Estado, um programa da televisão do Estado. Isto ainda não é a Venezuela! Ele diz que alguém da RDP lhe disse que uma terceira pessoa (a administração) tinha corrido com ele e mais quatro comentadores porque ele, Pedro Rosa Mendes, tinha criticado um programa de televisão. Vamos lá esclarecer. É o mínimo: ele, PRM, tem a obrigação moral e legal de apresentar queixa e denunciar quem lhe disse o quê. Essa pessoa tem a obrigação moral e legal de dizer quem da administração disse o quê. Pratos limpos. 



publicado por Francisco Teixeira às 17:26 | link do post | comentar

2 comentários:
De Tiago C a 26 de Janeiro de 2012 às 14:08
Este seu tipo de discurso revela uma hipocrisia daquelas.
O discurso do "apresentar queixa, denunciar quem disse e quem ameaçou" é tipico do pontapé para a frente que atrás vem gente! Sabe muito bem que foi um despedimento político, isso até o mais ceguinho consegue ver. Ou nasceu ontem??
Pela sua lógica de mercado só se pode criticar, nos meios de comunicação social, os remediados, os pobres, enfim todos aqueles que não possuam meios financeiros para deter um qualquer órgão de comunicação social. Belo prisma o seu de uma sociedade!


De Francisco Teixeira a 26 de Janeiro de 2012 às 14:23
Tiago, creio que não nos conhecemos. Agora imagine: eu que não nasci ontem acuso-o a si de um crime hediondo. Dos feios. Dos maus. E digo que alguém me disse que você o praticava. Eu denuncio-o e já está! Depois não me peçam para dizer quem disse o quê, isso "revela uma hipocrisia daquelas". Não percebeu a minha lógica de mercado, eu explico. Deixam de existir meios de comunicação social do Estado e o Estado assegura que o serviço público é praticado pelos futuros "players".


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