Mas vamos ao dia seguinte. Com eleições à vista e bancarrota destapada, Chávez foi senhor de era com altos (PIB, pobreza, desemprego, analfabetismo) e baixos (inflação, dívida externa, corrupção, insegurança). Conquistou espaço e deu autoconfiança coletiva à América Latina, embora não tanta como a emergência do Brasil. Só que o romantismo com que se olha para estas figuras carismáticas tem sempre um preço: quem é solidário na ideologia sente o chão a fugir; quem é solidário por necessidade mostra o cinismo exigido na política internacional. Os primeiros acabam por ser cúmplices da falência dos socialismos, os segundos viverão com a sua consciência. O eleitor decidirá.
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