Sexta-feira, 24 de Julho de 2009

A legislatura que agora finda pode ser dividida em duas fases: uma primeira em que se apostou no necessário equilíbrio orçamental e no lançamento de reformas que permitissem a manutenção e a sustentabilidade dentro do modelo identificado como Estado-Providência.
A modernização administrativa, a reorganização da saúde pública, as modificações na educação, as mudanças na justiça e a profunda reforma na Segurança Social, entre outras, seriam os pilares de uma reforma tão necessária como urgente.
As dificuldades das oposições, neste período, foram notórias. Qualquer dos partidos - sobretudo o maior partido da oposição – sabia que estas reformas, mais pormenor, menos pormenor, eram necessárias para a manutenção do modelo que, no fundo, defendem.

A segunda fase surge com o aparecimento da mais grave crise financeira desde 1926. O Governo tardou em se aperceber da dimensão do problema e mostrou não estar preparado para um tão forte impacto.
Cercado pela crise e a meio da execução das reformas não foi capaz de manter o rumo e entrou em derrapagem. Consentiu alterações substanciais aos programas reformadores que em muitos casos – a educação é um bom exemplo – ficaram irreconhecíveis e enveredou por um caminho de aumento de despesa pública que pode comprometer, de uma vez por todas, a  saúde das contas públicas e o futuro do Estado-Providência. 

A legislatura fica também marcada por dois episódios relevantes: a primeira nacionalização de um banco desde 1975 e o caso Freeport mas estes atravessarão outras legislaturas.

 

publicado no DN de hoje
 



publicado por Pedro Marques Lopes às 13:07 | link do post | comentar

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