Acontece que a estratégia da força bruta tem um risco enorme e incalculável. Por estar entre conflitos mais ou menos evidentes (Líbia, Síria, Iémen, Iraque) e perante uma Irmandade transnacional, nada impede que às suas facções políticas se juntem tribos jihadistas que olhem para o Cairo (mas sobretudo para o Sinai) como mais uma batalha sagrada. Não há muito tempo, entrevistado num café do Cairo, Mohammed al-Zawahiri, irmão do líder da Al-Qaeda e chefe do Movimento da Jihad Salafista no Egito, dizia que não desencorajava ninguém a combater na Síria, mas que os jovens tinham uma jihad egípcia por fazer.
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